Choque de placas no Engenhão causa apreensão e paralisa obras no estádio
Peças de ferro provocam barulho ao serem içadas e deixam funcionários tensos: "Eles falam que não vai cair, mas foi maior correria, um passando por cima do outro"
O
choque de duas placas de ferro, de quatro metros de altura por 30
centímetros de largura, causou apreensão na manhã deste sábado
durante as obras de reparo da cobertura do Engenhão. As peças –
que estavam sendo içadas para, quando alocadas, passarem por um processo
de soldagem –, se chocaram durante a instalação, causando forte barulho
e gerando medo e apreensão nos
funcionários.
Os operários foram retirados do local, e os
serviços, paralisados. Segundo a assessoria da RioUrbe (Empresa
Municipal de Urbanização), as duas placas não despencaram e, após uma
avaliação feita logo após o incidente, ficou constatado que não há risco
de desabamento estrutural. Os operários, que no sábado trabalham em
período reduzido, foram liberados para retomarem os trabalhos na
segunda-feira.

Modelo de haste, maior do que a do incidente, sendo içada na reforma estrutural do Engenhão (Foto: Alexandre Lage)
Cerca de 700 funcionários trabalham na obra. Neste sábado, como em outros fins de semana, esse número é reduzido. O expediente seria até 14h. Porém, por conta do incidente, eles foram liberados às 12h30. Às 16h, os jogadores do Botafogo vão ao estádio para treinar no campo anexo do estádio para a rodada final do Brasileiro contra o Atlético-MG.

Outra haste pronta para ser içada para a cobertura do estádio (Foto: Alexandre Lage)
O
presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, soube da situação e
explicou, por telefone, o que foi passado a ele pelos responsáveis
presentes no local.
– Não estou no Engenhão, mas estou em contato com a RioUrbe. Foi passado que
não houve nada de grave. Duas peças içadas teriam se chocado e feito um barulho
que, na hora, causou uma preocupação. Mas não teria passado disso.

Içamento de uma das hastes no Engenhão (Foto: Alexandre Lage)
Um funcionário que trabalha na obra deu o tom do nervosismo de quem estava no local.
– Foi um susto grande demais. Uma correria enorme. Todo mundo com medo de trabalhar. Eles falam que não vai cair, mas foi maior correria, um passando por cima do outro. Vimos o "negócio" cedendo lá – contou um funcionário que não quis se identificar à Rádio Tupi.
– Foi um susto grande demais. Uma correria enorme. Todo mundo com medo de trabalhar. Eles falam que não vai cair, mas foi maior correria, um passando por cima do outro. Vimos o "negócio" cedendo lá – contou um funcionário que não quis se identificar à Rádio Tupi.

Engenhão está em obras desde o ano passado e promessa é de reabertura em 2015 (Foto: André Durão)
Há
uma semana, o prefeito Eduardo Paes e Carlos Eduardo Pereira tiveram
uma reunião. De acordo com Paes, representantes da RioUrbe e da
Secretaria Municipal de Obras, o Engenhão será reaberto em janeiro para
que o Botafogo possa fazer a reestruturação a tempo de receber o
Boavista, dia 1º de fevereiro, pela primeira rodada do Campeonato
Carioca. O estádio foi fechado em março de 2014, depois que estudos
apontaram risco de queda da cobertura em caso de ventos fortes.
No
mesmo encontro, o Botafogo recebeu uma notícia que considerou positiva.
Segundo a Prefeitura, o Engenhão não precisará ser totalmente fechado
para as obras de adequação aos Jogos Olímpicos de 2016. Foi informado ao
clube que as intervenções que vêm sendo feitas atualmente criam as
estruturas para que o Engenhão não fique totalmente inviabilizado.
A
expectativa é de que as obras de adequação comecem no segundo semestre
do ano que vem. Assim, o estádio passará a ser setorizado. Serão
fechados setores separadamente, e o restante permanecerá aberto para
receber o público dos jogos do Botafogo. Dessa forma, o clube não corre o
risco de perder contratos publicitários no período.
*Sob supervisão de Diego Rodrigues
*Sob supervisão de Diego Rodrigues