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Pôster do Rio de Janeiro para a Copa de 2014 é apresentado no Engenhão

Divulgada antes do jogo entre Botafogo e Atlético-MG, arte mostra traços do Pão de Açúcar

LANCEPRESS! - 25/11/2012 - 16:35 Rio de Janeiro (RJ)
Pôster do Rio de Janeiro para a Copa de 2014 é apresentado no Engenhão (Foto: Bruno de Lima)
Uma hora antes do início da partida entre Botafogo e Atlético-MG, no Engenhão, marcada para começar às 17h, a Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou ao público o cartaz da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Um bandeirão com a arte foi aberto no centro do gramado e mostrou o desenho de um homem dominando uma bola com o pescoço e formando os traços do Pão de Açúcar.
O pôster foi escolhido através de um concurso promovido pela prefeitura e recebeu também um prêmio de R$ 20 mil pela vitória. O critério principal era representar a identidade da cidade do Rio como uma das sedes do próximo mundial.


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Noite de Crepes




 Botafogo convida associados para confraternização no dia 30/11


  Crédito da Arte: Pedro Padilha  
Crédito da Arte: Pedro Padilha

A família alvinegra terá mais um evento social para celebrar a chegada do fim do ano. O Botafogo convida os seus associados para a tão esperada Noite de Crepes, que será realizada no dia 30 de novembro, das 19h30 às 23h30, na sede de General Severiano.

Música ao vivo e muitas outras atrações. Os ingressos estão à venda por R$ 30,00(bebidas a parte)no Restaurante Fogão Gastronômico, de segunda a sexta, das 11h às 16h. Sábado e domingo das 11h às 18h.Crianças até 5 anos não pagam. 

Informações sobre as vendas: Gilda 77475559 e Tiago 77745483

Botafogo de Futebol e Regatas




Elkeson quer vencer o clássico para a torcida: 'A gente deve isso'

Jogador diz que time perdeu jogo com o Atlético-MG pelos próprios erros e espera redenção diante do Flamengo na próxima rodada

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro


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Após ter o jogo nas mãos, o Botafogo cedeu a virada para o Atlético-MG, neste domingo, diante de sua torcida, no Engenhão (veja os gols no vídeo ao lado). Na próxima rodada, o time encerra sua participação no Campeonato Brasileiro novamente em casa, no clássico com o Flamengo. E para Elkeson, autor de um dos dois gols do time neste domingo, o duelo é chance de o time se redimir perante aos alvinegros.

- Vamos nos fechar para o clássico e procurar vencer. A gente deve isso à torcida - afirmou o jogador.
Elkeson disse ainda que o Botafogo perdeu o jogo com o Atlético-MG para si mesmo e ressaltou que isso não pode voltar a acontecer.

- A gente estava com um a mais, tínhamos que procurar fazer o gol. A gente perdeu em erros nossos, que não podem acontecer - lamentou.

Com 54 pontos e na sétima colocação, o Botafogo tem de torcer contra Corinthians e Vasco para encerrar o campeonato na quinta colocação, a melhor desde o título de 1995.
 

Oswaldo deixa o Engenhão irritado com relaxamento do Botafogo

Falta de concetração e acomodação são outras críticas feita pelo técnico depois de o time sofrer virada para o Atlético-MG no Engenhão

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro
 
 
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A atitude dos jogadores do Botafogo depois da expulsão de Júnior César, aos 20 minutos do segundo tempo, quando o time vencia o Atlético-MG por 2 a 1, no Engenhão, deixou o técnico Oswaldo de Oliveira irritado. O adversário conseguiu a virada, que conturbou um ambiente até então tranquilo no estádio.

Mesmo vencendo o jogo e com um jogador a mais, o Botafogo cedeu o empate. Logo em seguida, o lateral-direito Lucas foi expulso. Para completar, o Atlético-MG conseguiu a virada no Engenhão.

- Se houve cansaço, foi impulsionado por relaxamento, falta de concentração e acomodação que a equipe teve depois de virar e ver o adversário perder um jogador. O time se desconcentrou de tudo que deveria dar continuidade durante a partida - comentou Oswaldo.

Oswaldo de Oliveira Botafogo x Atlético-MG (Foto: Wagner Meier / AGIF) 
Oswaldo de Oliveira observa derrota para o Galo no
Engenhão (Foto: Wagner Meier / AGIF)

Com a vantagem no placar, o Botafogo ainda teve algumas chances de abrir 3 a 1, o que deixaria o jogo ainda mais tranquilo. Oswaldo lamentou o fato de o time cometer erros que não está acostumado a ver.

- Saio muito irritado, porque tivemos várias chances de marcar o terceiro gol e desperdiçamos. A minha intenção era vencer para ficar numa posição melhor. Tínhamos na mão o tempo todo essa possibilidade e não tivemos habilidade e concentração para manter. As chances que demos foram fruto disso, de erros que jamais cometemos - explicou o treinador.

Com 54 pontos, o Botafogo está na sétima colocação. Na última rodada do Campeonato Brasileiro, sábado, o time enfrenta o Flamengo, no Engenhão.

Torcida do Bota sai do olé para os insultos a Oswaldo de Oliveira

Com virada do Atlético-MG, técnico volta a ser atacado com xingamentos na arquibancada. Ele ainda negocia sua renovação de contrato para 2013

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro

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Quando o Botafogo estava vencendo por 2 a 1 o Atlético-MG e jogava com um homem a mais, a torcida vibrava com o time. O bom toque de bola, que abria espaços na defesa adversária, levou aos gritos de olé. No entanto, em seu grande momento no jogo, o time se perdeu, sofreu o empate, teve Lucas expulso e o gol da virada no fim foi o castigo por não ter matado o confronto, encerrado em 3 a 2 para o Galo, quando poderia (veja os melhores momentos no vídeo).

Desde a eliminação precoce na Copa do Brasil para o Vitória e da derrota para o Fluminense na final do Campeonato Carioca, Oswaldo vem sofrendo com críticas ao seu trabalho. Em um prédio próximo ao campo anexo do Engenhão, uma faixa pedindo a sua saída está pendurada na varanda desde a sequência de sete jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, há pouco mais de um mês.

- Eu sou responsável e devo ser cobrado, pois sou eu quem cobro. Não tenho que falar nada para a torcida, mas sim melhorar. Isso é o que eu devo fazer - disse Oswaldo.

Oswaldo de Oliveira Botafogo x Atlético-MG (Foto: Wagner Meier / AGIF) 
 
Oswaldo de Oliveira durante a derrota para o Atlético-MG (Foto: Wagner Meier / AGIF)
 
A insatisfação sempre foi demonstrada pelos torcedores na arquibancada do Engenhão mesmo nos melhores momentos do time no Brasileiro. Sua permanência no clube só não é uma certeza por essa relação conturbada. O presidente Maurício Assumpção e o vice-presidente de futebol, Chico Fonseca, são os responsáveis diretos pela negociação com o treinador e desejam a sua permanência, como já foi dito publicamente pelos próprios dirigentes.

- Sei que eles me querem como eu quero ficar. Quando se fala em torcida, generaliza e não é generalizado. Onde encontro as pessoas é diferente. Os torcedores apoiam meu trabalho, dão a maior força e acham que devo renovar. Eles compreendem meu esforço e o trabalho que foi feito aqui. O Botafogo tem o 13º orçamento do Brasileiro, criticam o ataque, que é um dos melhores do Brasileiro.

 Acho essa questão da torcida no estádio uma coisa canalizada, que deveria ser estudada. Não é a torcida, e tenho certeza disso. Já vi muita coisa nesses 37 anos de futebol. Treinador caindo, que era aplaudido pela torcida, enquanto os carros dos jogadores eram quebrados - comentou o treinador.

Recentemente, Oswaldo admitiu ter recebido uma proposta milionária da China, mas o dinheiro não o seduz. Depois de cinco anos no Kashima Antlers, do Japão, o treinador prefere permanecer no Brasil, de preferência no Botafogo, onde encontrou um bom ambiente de trabalho e já conhece bem o grupo para a próxima temporada.

O Botafogo poderia ter assumido a quinta colocação se tivesse vencido o Atlético-MG, o que seria a sua melhor posição no Campeonato Brasileiro desde o título de 1995. No entanto, agora, está em sétimo lugar e precisa de uma derrota do Corinthians e um tropeço do Vasco para alcançar o seu objetivo.

O próximo jogo é contra o Flamengo, sábado, no Engenhão, pela última rodada da competição.

Jogadores do Botafogo lamentam virada no fim: 'Não tem explicação'

Alvinegros destacam que o time desperdiçou chances de garantir a vitória sobre o Galo e admitem relaxamento na reta final do Brasileirão

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
 
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Depois de uma derrota num jogo no qual o time vencia até os 36 minutos do segundo tempo e tinha um homem a mais em campo, os jogadores do Botafogo encontraram dificuldades para justificar a virada sofrida diante do Atlético-MG, que ganhou por 3 a 2 (assista aos gols no vídeo ao lado), neste domingo, no Engenhão. O Glorioso chegou a ter o domínio da partida durante boa parte do segundo tempo, mas não conseguiu aumentar a vantagem e acabou castigado.

O meia Fellype Gabriel elogiou a equipe atleticana, porém se irritou com os vacilos do Botafogo durante o jogo. Ele acredita que o time relaxou nos minutos finais, quando sofreu a virada.

- Estávamos bem, com um a mais, pressionando, tentando o terceiro gol. Mas a gente afrouxou a marcação, e o Atlético é muito forte no contra-ataque, eles souberam aproveitar. Não tem explicação essa virada, porque a gente estava bem na partida. Não podemos relaxar um minuto contra uma equipe como o Atlético - disse Fellype, que acertou 30 dos 32 passes que tentou contra o Galo.

Um dos quatro jogadores alvinegros que levaram neste domingo o terceiro amarelo e estão fora do clássico diante do Flamengo, no próximo sábado, o goleiro Jefferson reconheceu que é difícil manter a motivação nesta reta final do Brasileirão. Ele destacou que a partida poderia se desenrolar de outra maneira se o Botafogo ainda tivesse algum objetivo importante na competição.

- A gente está brigando pela quinta colocação, eles, pela segunda. Tem que respeitar o Atlético, mas, se a gente estivesse mais motivado, brigando por Libertadores, acredito que o jogo seria outro.

A uma rodada do fim do Brasileiro, o Botafogo ocupa a 7ª colocação, com 54 pontos. O time vai encerrar sua participação na competição diante do Flamengo, no próximo sábado, às 19h30m (de Brasília), no Engenhão.

Assumpção critica organização das competições de base no Rio

Depois de perder o título da OPG para o Flamengo, presidente do Botafogo condena até o troféu entregue ao rival: 'Já vi melhores na várzea'

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro
 


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 O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, vem acompanhando desde o início da sua gestão as competições de categorias de base. Neste domingo, ele assistiu à derrota para o Flamengo na final da Taça Otávio Pinto Guimarães, disputada no Engenhão e decidida nas cobranças de pênaltis.

Apesar de contestar algumas decisões da arbitragem, a maior crítica do presidente do Botafogo foi direcionada para a organização das competições das categorias de base pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Sobrou até para o troféu.

- O Botafogo abriu o Engenhão, as torcidas compareceram e fizeram um bom espetáculo. Mas a Federação não dá atenção que merece para as categorias de base. Isso é simbolizado pelo troféu entregue para a equipe campeã da OPG. Já vi melhores em campeonatos de várzea - disse Maurício.
O dirigente comparou o trabalho feito pela Ferj com o que acompanha em outras federações do país. O Campeonato Brasileiro Sub-20, por exemplo, que começa em dezembro, é organizado pela Federação Gaúcha.

- A Federação não consegue organizar sequer uma competição de prestígio - afirmou Maurício.
O Flamengo conquistou o bicampeonato da OPG depois de perder o primeiro jogo por 2 a 1, na Gávea, e vencer o segundo por 3 a 2. Nas cobranças de pênaltis, vitória por 5 a 4.

Flamengo x Botafogo torneio OPG  (Foto: Fernando Azevedo / FlaImagem) 
Jogadores do Fla comemoram com a taça criticada por Assumpção (Foto: Fernando Azevedo / FlaImagem)
 

Flamengo vence o Botafogo nos pênaltis e leva o bi da OPG

Equipe rubro-negra faz 3 a 2 no tempo normal e conquista torneio dos juniores com triunfo nas penalidades no Engenhão

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 

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Se nos profissionais a temporada foi para ser esquecida, ao menos nos juniores o Flamengo fechou o ano com um título para comemorar. Depois de vencer por 3 a 2 o Botafogo no tempo normal, o time Rubro-Negro sagrou-se bicampeão do Torneio Octávio Pinto Guimarães ao levar a melhor na disputa de pênaltis. O triunfo por 5 a 4, na manhã deste domingo, no Engenhão, alçou a equipe ao posto de maior vencedor da competição, com sete títulos, desempatando com o Vasco.

Mesmo tranquilo com a vantagem adquirida fora de casa após vencer por 2 a 1 a primeira partida, o Botafogo começou a partida sem qualquer sintoma de acomodação. Pressionando a saída de bola do Flamengo, o Alvinegro repetiu o feito do jogo de ida e abriu o placar logo aos cinco minutos. Dedé avançou pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro para Sassá, que completou para fazer 1 a 0. Foi o terceiro gol do atacante nos dois confrontos da decisão.

Flamengo x Botafogo torneio OPG  (Foto: Fernando Azevedo / FlaImagem) 
Jogadores do Flamengo e a presidente Patrícia Amorim comemoram conquista da OPG no gramado do Engenhão após vitória sobre o Botafogo nos pênaltis (Foto: Fernando Azevedo / FlaImagem)
Com uma vantagem ainda maior no início da partida e melhor postado em campo, o Botafogo apostou no toque de bola para buscar os espaços que naturalmente apareceriam. Enquanto o Flamengo não conseguia se articular para buscar o empate, o Alvinegro esperava os contra-ataques e levava perigo. Num deles, Sassá quase ampliou a vantagem, mas chutou na rede pelo lado de fora.

O Flamengo melhorou depois da metade do primeiro tempo, mas restringia sua pressão aos lances de bola parada. Rafinha quase empatou numa cobrança de falta que obrigou o goleiro Andrey a fazer grande defesa. O Rubro-Negro também assustou nos escanteios, mas terminou a etapa inicial sem alcançar o empate.

Flamengo cresce no segundo tempo e vence nos pênaltis


No entanto, o time rubro-negro retornou para a segunda etapa mais consistente, principalmente em termos ofensivos. E após consolidar a pressão sobre o Botafogo, que atuava muito recuado, alcançou o empate aos 15 minutos. João Felipe avançou pela direita e cruzou rasteiro para Igor Sartori - filho do ex-atacante Alcindo -, que, livre de marcação,  emendou para fazer 1 a 1.

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O gol sofrido mexeu com a estrutura do Botafogo, que sentiu a pressão imposta pelo Flamengo. Recuado em seu campo, o Alvinegro mostrou-se inofensivo, enquanto o Rubro-Negro aproveitou o bom momento para alcançar a virada. Aos 27 minutos, Victor Hugo disputou uma bola com o zagueiro Kazu dentro da grande área. Enquanto os alvinegros pediam falta, Igor Sartori pegou a sobra e chutou para fazer 2 a 1.

Aos 33 minutos, o Botafogo chegou a balançar a rede com Kazu. No entanto, o assistente assinalou impedimento após a cobrança de falta que deu origem ao lance. A marcação da arbitragem revoltou os alvinegros. O técnico Jair Ventura peitou o bandeira e foi expulso do banco de reservas.

Abalados pelas reclamações com a arbitragem, os jogadores do Botafogo perderam a concentração e deixaram o Flamengo aumentar a pressão. E aos 37 minutos, o Rubro-Negro marcou o gol que lhe daria o título. Após uma rebatida da zaga, a bola sobrou para Digão, que chutou de primeira e fez 3 a 1. O lance gerou mais revolta dos alvinegros, que reclamaram de outra falta possivelmente não marcada. Logo em seguida uma confusão tomou conta do gramado e terminou com as expulsões dos zagueiros Samir e Kazu.
Mas quando o Flamengo já se preparava para a comemoração, o Botafogo marcou o gol que levou a disputa para os pênaltis, aos 46 minutos. Após cobrança de falta, o goleiro Luan não segurou e, na sobra, Medeiros chutou para fazer o segundo do Alvinegro. Pouco tempo depois o árbirto encerrou o tempo normal.
O equilíbrio também se manteve nos pênaltis. A primeira etapa das cobranças terminou empatada em 4 a 4, com Gegê e Sartori despediçando um chute para cada lado. Até que o goleiro Andrey se apresentou para a sexta cobrança do Botafogo e chutou mal, por cima do gol de Luan, dando o bicampeonato ao Flamengo.

Escalações:
BOTAFOGO: Andrey, Rafael, Kazu, Kerlyson e Medeiros; Sidney, Dedé, Gegê, Octávio (Falque) e Vitinho (Telechea); Sassá (Luquinhas).
FLAMENGO: Luan, João Felipe, Samir, Fernando e Felipe Dias; Recife (Digão), Victor Hugo, Rodolfo (Yago) e Pedrinho (Romário); Rafinha e Igor Sartori


Torneios de Futevôlei (LNF/Divulgação)Torneios de Futevôlei

Flamengo e Goiás decidem quarta etapa da Liga Nacional de Futevôlei


Rubro-negro venceu Santos na semifinal e time goiano eliminou Botafogo

 




Por SporTV.com Rio de Janeiro


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Flamengo e Goiás vão decidir a 4ª etapa da Liga Nacional de Futevôlei, neste domingo, na Arena Maestro Junior, no Rio de Janeiro. Jogando na Gávea, o Rubro-Negro conseguiu uma vitória sobre o Santos de virada na semifinal (assista ao vídeo). O Goiás garantiu a vaga de forma mais tranquila, ao fazer 2 a 0 no Botafogo.

- O jogo foi muito bom. Graças a Deus a gente conseguiu ir pra final e representar o Mengão com muita força - disse Tatá, que formou o trio flamenguista com Aldair e Anderson.
O Santos saiu na frente e venceu o primeiro set, mas o Flamengo conseguiu empatar e levar o jogo para o tie-break, quando voltou a levar a melhor.

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 No jogo anterior, Alexandre, Alex Dias e Helinho garantiram a presença do Goiás na decisão.
Alex Dias festejou a boa fase, lembrando o acesso do time para a Série A do Campeonato Brasileiro no futebol e a conquista da Série B, no dia anterior.

- O Goiás voltou para a Série A e agora estamos pela primeira vez na final do futevôlei. Vamos tentar levar este título.

O SporTV transmite a final ao vivo, na manhã deste domingo, após a decisão feminina entre Flamengo e Botafogo.

Zagueiro artilheiro, Antônio Carlos vive jejum de gols no Brasileiro

Jogador do Bota tem dois jogos para não terminar sem balançar a rede na competição, na qual é o terceiro maior goleador da posição em atividade

 

Por Thales Soares Rio de Janeiro

Antonio carlos botafogo coletiva (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com) 
Antônio Carlos já fez 21 gols em Brasileiros
(Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
 
 
Antônio Carlos sempre foi conhecido no Botafogo como um zagueiro fazedor de gols. Neste ano, no entanto, fez apenas um em 44 jogos, no dia 4 de março, na vitória por 3 a 1 sobre o Volta Redonda, no Campeonato Carioca. No Brasileiro, ainda não balançou a rede. Na vitória por 3 a 0 sobre a Portuguesa, no dia 10, no último jogo no Engenhão, ele acertou a trave em uma cabeçada e terminou a jogada de cabeça baixa, como quem não acreditasse no que estava acontecendo.

Neste domingo, contra o Atlético-MG, no Engenhão, Antônio Carlos terá mais uma chance de marcar seu primeiro gol neste campeonato. Faltam apenas dois jogos para o fim da competição. Apesar de demonstrar ansiedade, ele procura não pensar muito na situação.

- Sofri algumas lesões neste ano que dificultaram o meu trabalho, e as oportunidades que tive, não concluí bem. Não deixo isso me afetar, até porque fazer gol é coisa de atacante. Mas, quando o jogador marca, fica mais motivado para jogar. Ainda tem dois jogos - disse Antônio Carlos.

Júnior Baiano, com 29 gols, é o recordista entre os zagueiros na história do Campeonato Brasileiro
Com 21 gols em 188 jogos na história do Campeonato Brasileiro, Antônio Carlos só perde para Índio, do Internacional, e Chicão, do Corinthians, que fizeram 22 cada, entre os zagueiros que estão em atividade. Júnior Baiano, com 29, é o recordista da posição na competição. Para quebrar seu jejum, o desafio será superar Leonardo Silva e Réver, eleitos os dois melhores zagueiros do Brasileiro deste ano.

- Eles estão fazendo um bom trabalho. Para mim, desde o início, o Atlético-MG era uma das principais equipes da competição pelo elenco que tem e pelas contratações de peso que fez. Além disso, contam com um sistema defensivo bem montado. Tanto que estão na seleção da competição - disse Antônio Carlos, lembrando ainda que o lateral-direito Marcos Rocha também entrou na lista.

Antônio Carlos vai terminar o Campeonato Brasileiro atuando ao lado de Dória, de 18 anos, que já fez um gol neste Campeonato Brasileiro, o seu primeiro com a camisa do Botafogo. O jovem marcou na goleada por 4 a 0 sobre o Atlético-GO, no Engenhão.

Diabético, nadador Matheus Santana é considerado 'novo Cielo' do esporte

Atleta do Botafogo, o velocista, que toma quatro injeções de insulina ao dia, tem marcas melhores que o recordista olímpico e já é alvo de homenagens 

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

 
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Uma promessa da natação não nasce de um dia para o outro. São muitos treinos, comprometimento e obstáculos a superar. Para Matheus Santana, eles são ainda maiores. Joia do Botafogo e considerado “o novo Cielo” pelas marcas que já atingiu, o nadador é portador de diabetes, uma doença caracterizada pelo aumento anormal das taxas de glicose no sangue.

- Tanto no meio esportivo quanto na doença, no caso a diabetes, você tem que ter muita disciplina. E isso até ajuda um pouco, porque eu tenho que tomar meu remédio na hora certa, treinar na hora certa, dormir na hora certa – comentou.

Muitos nadadores também lutaram contra o mesmo problema. O americano Gary Hall Junior, dono de dez medalhas olímpicas na natação, e o brasileiro Fernando Scherer, o “Xuxa”, são alguns dos exemplos. Além da força de vontade e do esforço nos treinamentos, Matheus leva uma caixinha para as piscinas. Ele tem que tomar quatro injeções de insulina por dia, hormônio que o corpo não consegue produzir.

Matheus Santana, nadador juvenil do Botafogo (Foto: Lydia Gismondi) 
 
Matheus Santana toma quatro injeções de insulina por dia para conter a diabetes (Foto: Lydia Gismondi)
 
- A gente fica preocupado com a questão dos horários em competições que acabam mudando o horário de alimentação, de descanso. Só tentamos fazer com que ele não esqueça de medir a glicose por causa da correria – disse o treinador de Matheus, Rodrigo Roque.

A história tem chamado tanta atenção que Matheus já ganhou até uma homenagem. Na sede do clube pelo qual compete, há uma exposição temporária com fotos, medalhas e troféus conquistados pelo jovem. Nos 100 metros, o nadador já obteve tempos melhores que os de César Cielo, na época de juvenil.

- Com muito pé no chão, é um futuro para o nosso revezamento nos 4x100 livre, para 2020. Tenho certeza que será nadador de 50 e 100 livre do Brasil, com grandes chances, nessa evolução, de estar fazendo tempos de nível mundial – diz Cielo.

Matheus, inclusive, já possui planos para o próximo ano. Ele viajará para a Rússia para um período de treinamentos com o treinador do ex-atleta Alexsander Popov, quatro vezes ouro em Olimpíadas.

Atlético-MG luta por vaga direta na Libertadores e honra contra o Bota

Mineiros precisam vencer neste domingo, às 17h, contra rival sem maiores pretensões no Brasileiro, e ainda secar o Grêmio para alcançar objetivo 

 

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro


O Campeonato Brasileiro já tem seu campeão, três clubes rebaixados e os quatro classificados para a disputa da Taça Libertadores de 2013. Há poucos clubes ainda em busca de seus objetivos, mas um deles estará no Engenhão. Neste domingo, às 17h (de Brasília), o Atlético-MG vai ao Rio em busca de uma vitória sobre o Botafogo para seguir lutando para garantir a classificação direta para a fase de grupos da competição sul-americana, enquanto o rival almeja apenas o quinto lugar, que seria a sua melhor campanha desde o título de 1995.

Sem Ronaldinho Gaúcho, machucado, o técnico Cuca mantém sua aposta em Bernard, convocado para a Seleção e eleito a revelação do Campeonato Brasileiro. O jogador formará a dupla de ataque com Jô na tentativa de acabar com a frustração de ter ficado longe da disputa do título da competição conquistando a classificação direta para a Taça Libertadores.

O Atlético-MG tem 66 pontos, um a menos que o Grêmio, o vice-líder. Neste ano, apenas os dois primeiros colocados terão vaga direta na principal competição internacional. O terceiro e o quarto irão para a Pré-Libertadores.

Enquanto o Atlético-MG ainda tem objetivos a alcançar, o Botafogo procura motivos para se manter inteiro na competição e brigar por vitórias nas últimas rodadas. Com 54 pontos, o time está dois atrás do Corinthians e a um do Vasco. Uma vitória se torna importante para tentar conseguir sua melhor colocação desde o título de 1995, ainda que fique a frustração por mais uma vez ficar perto da vaga na Libertadores, mas não alcançá-la.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances da partida em Tempo Real. O Premiere transmite para todo o Brasil, pelo sistema pay per view.

header as escalações 2
Botafogo: disposto a jogar como se ainda estivesse na briga pelo título, o técnico Oswaldo de Oliveira não fará experiências, nem poupará jogadores. A única mudança por opção deve ser a entrada de Fellype Gabriel no lugar de Renato, atuando como volante. Com isso, ele mandará a campo Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Dória e Márcio Azevedo; Gabriel, Fellype Gabriel, Andrezinho, Seedorf e Lodeiro, e Elkeson.

Atlético-MG: o técnico Cuca definiu a equipe com a entrada de Carlos Cesar na vaga de Marcos Rocha, suspenso, e do meia Escudero no lugar de Ronaldinho, vetado por causa de uma pancada no joelho direito. O restante da equipe será a mesma que iniciou o duelo contra o Atlético-GO, na rodada passada. O Galo irá a campo com Victor, Carlos Cesar, Leonardo Silva, Réver e Junior Cesar; Pierre, Leandro Donizete, Escudero e Guilherme; Jô e Bernard.
quem esta fora (Foto: arte esporte)
Botafogo: Marcelo Mattos foi submetido a uma cirurgia no púbis, e Lucas Zen rompeu o ligamento do joelho esquerdo. Eles só voltam a jogar em 2013. Oswaldo também não contará com Bruno Mendes, que teve seu contrato de empréstimo rescindido por decisão da Justiça.

Atlético-MG: o meia Ronaldinho Gaúcho sentiu dores no joelho direito devido a uma pancada no treino de quinta-feira. O lateral Marcos Rocha, suspenso, desfalca o time. O atacante Neto Berola, com entorse no joelho esquerdo, está vetado pelo departamento médico do clube. E o zagueiro Rafael Marques continua fora desde o traumatismo craniano que sofreu na partida contra o Santos.
header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Botafogo:
Andrezinho, Antônio Carlos, Dória, Elkeson, Jefferson, Lennon, Seedorf e Vitor Júnior.
Atlético-MG: Ronaldinho Gaúcho, Neto Berola, Rafael Marques, Leonardo Silva e Carlos Cesar.header o árbitro (Foto: ArteEsporte)
Wilton Pereira Sampaio (GO) apita a partida, auxiliado por Márcio Luiz Augusto (SP) e João Patricio de Araújo (GO). Wilton Pereira arbitrou 15 jogos no Brasileirão, marcou 645 faltas (média de 43 por jogo), mostrou 101 cartões amarelos (média de 6,7 por jogo) e sete vermelhos (média de 0,47 por jogo) e marcou dois pênaltis (média de 0,13 por jogo). O campeonato tem média de 5 amarelos, 0,28 vermelho, 36,8 faltas e 0,23 pênalti. O árbitro apitou dois jogos dos mineiros na Série A deste ano: Atlético-MG 1 x 0 Corinthians (2ª rodada) e Atlético-MG 2 x 2 Ponte Preta (20ª rodada).

header fique de olho 2
Botafogo: Elkeson volta a ser titular do Botafogo na ausência de Bruno Mendes. O jogador é o artilheiro do time no Campeonato Brasileiro, com 10 gols. Ele tem duas propostas oficiais para deixar o clube e deve se despedir ao fim da competição.

Atlético-MG: com a ausência de R49, o destaque da equipe é o atacante Bernard. Veloz e com qualidade técnica, o jogador é a esperança de jogadas ofensivas fora de casa. Especulado no futebol russo, a revelação atleticana deverá fazer o penúltimo jogo pelo clube no Engenhão.

header o que eles disseram

Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo: "É mais um passo à frente na busca de melhorar. Todos os clubes tiveram problemas de percurso. Fomos muito atrapalhados por contingências de saída de jogadores e outras coisas que aconteceram durante os jogos e foram decisivas para não vencermos. Por isso, eu estou muito otimista com esse time, principamente com a continudiade do trabalho".

Leandro Donizete, volante do Atlético-MG: “Vai ser um jogo duro porque o Botafogo é muito forte em casa. Mas temos de pegar essa vaga direta na Libertadores. Nos treinos, nós mostramos que está todo mundo focado. E vamos com tudo em busca dessa classificação”.
header números e curiosidades
* O retrospecto recente deste clássico no Brasileirão é amplamente favorável ao Botafogo. De 2001 para cá, as duas equipes se enfrentaram 25 vezes e o Galo venceu apenas quatro (4 a 0, em 2001; 2 a 1, em 2008; 4 a 0, em 2011, e 3 a 2, este ano). Nos demais jogos, o Bota venceu 15 vezes e empatou seis.

* A média de gols do confronto entre Botafogo e Atlético em Brasileiros é superior a três gols por partida. Foram marcados 120 gols em 39 jogos e apenas três empates sem gols foram registrados, todos no Rio de Janeiro, dois no Maracanã (1978 e 87) e um no Caio Martins (2000). A partida com o maior número de gols deste confronto em Brasileiros foi o fantástico empate em 5 a 5, no Mineirão, em 1998.

* Neste Brasileirão, o Atlético-MG não vai bem em jogos como visitante. São 18 jogos, com cinco vitórias, sete empates e seis derrotas, um aproveitamento de 40,7%. Já o Botafogo tem um bom retrospecto em casa. Em 18 jogos foram 13 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, aproveitamento de 57,4%.

header último confronto v2

No dia 19 de agosto deste ano, o Atlético-MG venceu por 3 a 2 o Botafogo, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro. Neto Berola fez o gol decisivo aos 43 minutos do segundo tempo dando a vitória ao Galo. Marcaram ainda pelo time mineiro, Jô e Escudero. Pelo Botafogo, Andrezinho fez os dois gols. Veja ao lado os melhores momentos.



Seedorf, o homem que quer mudar o jogo

Craque do Botafogo se vê como missionário de um mundo melhor

Arnaldo Bloch



 Seedorf não bebe nem fuma e sua balada é andar de bicicleta Marcelo Carnaval / O Globo 


RIO — Nascido no Suriname, terra de seus avós e de seus pais, educado e revelado na Holanda, onde se radicou, com passagens duradouras pela Espanha e pela Itália, Clarence Seedorf, 36 anos, parou no Brasil, ao menos por ora. Seu pai e sua mãe trabalhavam 18 horas por dia para dar um futuro melhor aos filhos, o que poderia explicar a obstinação do craque pelo trabalho, não fosse ele um cultor mais das ideias do que dos números, que vê no esporte um terreno para refleti-las na vida.

Protocolarmente, o atual ídolo do Botafogo e um de seus líderes vê-se como cidadão do mundo, homem internacional, cuja vida é condicionada pelos seus compromissos. Mas, feita a ressalva, conclui por garantir que no sangue, é terra natal dos antepassados que pulsa mais forte.

— Todo lugar é minha casa. Fico bem onde estiver morando, e me acostumei a hotéis. Mas é claro que cada um tem as suas origens, e a minha eu não esqueço, porque tenho família e tenho história. Tenho meu tambor e minha bateria, lembro das canções de meu pai, sou consciente do sofrimento de gerações. Mas a experiência multicultural de viver em vários lugares do mundo fez muito bem para a minha cabeça, que ficou mais aberta e diversificada.

Português na cabeça

Dono de sorriso franco mas de trato reservado, formal até, Seedorf chega ao restaurante do hotel Fasano, em Ipanema, num carro prateado e escolhe a sua mesa de sempre, num canto do salão. Criou apreço pelo lugar no qual passou as primeiras semanas desde que chegou à cidade, quando o apartamento no Leblon era reformado. Ao garçom, pede água. Recusa o couvert e solicita, educadamente, que o deixem concentrar-se por 45 minutos num jogo de um tempo só: a entrevista.

Mais preocupado com os conceitos do que com os detalhes, não gosta de falar muito da família (para não despertar “curiosidades que não importam”) e escolhe as palavras com calma. Empenhado em desenvolver seu português carregado de um sotaque indefinível, e já bem fluente, ele não recorre, jamais, aos outros idiomas que fala.

— Atualmente, minha cabeça só funciona em português. Nem adianta eu tentar, as palavras não vêm em outra língua, o que é ótimo.

A importância de cantar

Avesso a vícios que não sejam os de misturar frutas no liquidificador e tomar muita água, gosta de comida japonesa e italiana, come feijão com arroz e cozinha receitas do Suriname, parecidas com muita coisa que viu na Bahia. Garante que não bebe nem fuma. Mas gosta de rock, reggae, clássicos e algum samba e tem o hábito de cantar, desde que não seja num karaokê (“pois tira a espontaneidade”) ou desde que o estilo não seja o que ele define, genericamente, como batida techno e assemelhados.

— Cantar é muito importante. Limpa a alma. Tudo na vida é sempre uma escolha. Nunca usei drogas. Desde cedo, em Amsterdam, uma cidade complicada, escolhi dizer ‘não’ e as pessoas nem me ofereciam por saber disso. Não perdi meus amigos por me recusar a participar desse aspecto de suas vidas. Eu os respeitava e eles me respeitavam. Mas alguns acabaram tendo as vidas abreviadas.

Caxias assumido, Seedorf dedica a maior parte do tempo aos treinos, à forma física e a diversos assuntos do Botafogo, dentro e fora de campo. Suas baladas, para usar a expressão tão querida por alguns ídolos, limitam-se, aparentemente, a caminhar, quando as coisas estão mais tranquilas, no calçadão do eixo Ipanema-Leblon, ou a participar de reuniões de família e de amigos. Há poucos meses vivendo no país, apesar das constantes vindas nos últimos 12 anos, observa a cena local com a cautela de quem cresceu tendo consciência da luta de um povo pela liberdade.

— Meu avô era filho de escravos e o Brasil é um dos países que, infelizmente, conheceram a escravidão. Seria mentira dizer que não existe racismo aqui. São necessárias muitas gerações para se chegar a um nível diferente de convivência entre povos de várias origens e cores. Mas ainda não percebi claramente como isto ocorre na cidade, pois estou só há cinco meses vivendo no país. Ainda estou construindo minha vida e minha rotina aqui.

Seus ícones não são marcas de celular, popstars ou líderes de revoluções sangrentas, e sim nomes e sistemas mais identificados com transformações de mentalidade como Buda, Gandhi, Dalai Lama, Nelson Mandela, Osho. Admira o período de Bill Clinton à frente do governo americano e considera a eleição de Obama um fato inspirador.

— Vou acumulando frases, ideias e reflexões que recolho do pensamento e da vida de pessoas que mudaram o mundo e deixaram coisas grandes. Eles ajudaram a formar meu caráter e a despertar intuições que já estavam em mim. Tornei-me um idealista. O que não é sempre uma coisa fácil hoje em dia. Mas, apesar das dificuldades, não quero deixar de crer no bem, professar o bem e viver de maneira positiva. O foco hoje está muito no que é negativo. Por exemplo, há doze anos venho ao Rio. Para uma cidade de 6 milhões de pessoas com tantos contrastes, nunca achei a violência aqui tão grande como se diz por aí, ainda mais em comparação com vários lugares do mundo onde o perigo é generalizado.

Casado com a brasileira Luviana, que conheceu em Madri, há 14 anos, ele já tinha o país como uma dessas referências emancipatórias desde a infância, aficionado que era pela seleção a da geração de Zico, como a maioria do povo do Suriname. Muito pequeno para a Copa de 1982, o menino Seedorf chorou em 1986 com a eliminação para a França nas quartas de final, um dos fatos perturbadores de sua infância.

— Meu pai teve que me levar para fora de casa para me acalmar. A bola na trave do Julio Cesar foi um drama.

O choro aos 12 anos faz pensar em cena recente, estampada nas páginas dos jornais, nos sites e na televisão: o veterano de 36 anos que chorou ao deixar o campo contundido, emocionando a opinião pública ao dizer que o pranto era pelo tempo que teria que ficar afastado do time num momento de recuperação. A ovação quase unânime do choro de Seedorf é interessante se compararmos à chacota de que é motivo o Botafogo desde a comoção coletiva do plantel que perdeu para o Flamengo a final de Taça Guanabara de 2008. Qual o critério para se avaliar a qualidade ética de um chororô? Seedorf, de cara fechada como faz cada vez que seus princípios são contrariados, arrisca o diagnóstico.

— Não me toca essa história de chororô. Na verdade, não tenho nenhuma simpatia por ela. É muita falta de respeito. Choro é sinal de força. Quem chora tem coragem, e um atleta deve descarregar sua dor. O Botafogo foi um dos grandes produtores de talentos de uma geração de seleções que ganhou muitos títulos mundiais. É um patrimônio brasileiro importante e não merece ser tratado dessa maneira e nem tratar mal a si próprio. Os jornalistas botafoguenses não são nada bonzinhos com o time. Um Botafogo com autoestima baixa não é bom para o Brasil. Na minha vida, perdi mais do que ganhei. Com todo mundo é assim. Mas a vitória, mesmo, que fica, é a da constante superação e dos valores que passamos, independentemente dos números.

Construção de exemplos

Partidário da ideia de que o futebol é estruturante de comportamentos sociais e multiplicador de princípios éticos e morais, ele enxerga um viés negativo na maneira como muitas vezes é espelhado pelos responsáveis por sua gestão e também pelas mídias, que estariam, segundo ele, mais concentradas na degradação das personalidades do que na construção de exemplos. Confrontado com a possibilidade de o problema em vários lugares do mundo fez muito bem para a minha cabeça, que ficou mais aberta e diversificada.

 
Português na cabeça

Dono de sorriso franco mas de trato reservado, formal até, Seedorf chega ao restaurante do hotel Fasano, em Ipanema, num carro prateado e escolhe a sua mesa de sempre, num canto do salão. Criou apreço pelo lugar no qual passou as primeiras semanas desde que chegou à cidade, quando o apartamento no Leblon era reformado. Ao garçom, pede água. Recusa o couvert e solicita, educadamente, que o deixem concentrar-se por 45 minutos num jogo de um tempo só: a entrevista.

Mais preocupado com os conceitos do que com os detalhes, não gosta de falar muito da família (para não despertar “curiosidades que não importam”) e escolhe as palavras com calma. Empenhado em desenvolver seu português carregado de um sotaque indefinível, e já bem fluente, ele não recorre, jamais, aos outros idiomas que fala.

— Atualmente, minha cabeça só funciona em português. Nem adianta eu tentar, as palavras não vêm em outra língua, o que é ótimo.

A importância de cantar

Avesso a vícios que não sejam os de misturar frutas no liquidificador e tomar muita água, gosta de comida japonesa e italiana, come feijão com arroz e cozinha receitas do Suriname, parecidas com muita coisa que viu na Bahia. Garante que não bebe nem fuma. Mas gosta de rock, reggae, clássicos e algum samba e tem o hábito de cantar, desde que não seja num karaokê (“pois tira a espontaneidade”) ou desde que o estilo não seja o que ele define, genericamente, como batida techno e assemelhados.

— Cantar é muito importante. Limpa a alma. Tudo na vida é sempre uma escolha. Nunca usei drogas. Desde cedo, em Amsterdam, uma cidade complicada, escolhi dizer ‘não’ e as pessoas nem me ofereciam por saber disso. Não perdi meus amigos por me recusar a participar desse aspecto de suas vidas. Eu os respeitava e eles me respeitavam. Mas alguns acabaram tendo as vidas abreviadas.

Caxias assumido, Seedorf dedica a maior parte do tempo aos treinos, à forma física e a diversos assuntos do Botafogo, dentro e fora de campo. Suas baladas, para usar a expressão tão querida por alguns ídolos, limitam-se, aparentemente, a caminhar, quando as coisas estão mais tranquilas, no calçadão do eixo Ipanema-Leblon, ou a participar de reuniões de família e de amigos. Há poucos meses vivendo no país, apesar das constantes vindas nos últimos 12 anos, observa a cena local com a cautela de quem cresceu tendo consciência da luta de um povo pela liberdade.

— Meu avô era filho de escravos e o Brasil é um dos países que, infelizmente, conheceram a escravidão. Seria mentira dizer que não existe racismo aqui. São necessárias muitas gerações para se chegar a um nível diferente de convivência entre povos de várias origens e cores. Mas ainda não percebi claramente como isto ocorre na cidade, pois estou só há cinco meses vivendo no país. Ainda estou construindo minha vida e minha rotina aqui.

estar no futebol atual, ele usa como paradigma a postura geral frente aos esportes olímpicos.

— As Olimpíadas são sempre mostradas como um encontro que eleva as pessoas, e o mundo inteiro olha para a televisão com esse espírito. No futebol os valores mais justos que influenciam o comportamento das pessoas de dentro para fora dos estádios não são suficientemente enfatizados. Talvez por que seja um esporte tão popular. Mas deveria ser o oposto. O Adriano que conheci no exterior, por exemplo, era uma pessoa exemplar, de grande coração. Hoje sua figura se identifica com os minutos de TV que mostram seu drama. Isso não ajuda muito.


A história é agora
 
Visado pelos holandeses para assumir uma espécie de representação da seleção do seu país para a próxima Copa, e por uma corrente da torcida alvinegra como um possível redentor (e, talvez, futuro dirigente) dos anseios botafoguenses, ele admite que tem uma missão, mas uma missão para o mundo, ainda inespecífica em termos de planos e projetos a curto prazo.

— O futebol me dá a possibilidade de ajudar o mundo a melhorar. Quero dar minha parte. É algo que vou descobrir à medida que vou fazendo e que já está em mim desde pequeno. Neste minuto estou preocupado em fazer o Botafogo chegar em quinto no Brasileiro, seu melhor resultado em 17 anos. Mas estou torcendo pelo Corínthians no mundial. Não sou do tipo de torcer contra ninguém. Na final, pelo Milan, fui aplaudido pela torcida do Barcelona tendo jogado pelo Real Madrid. É esse espírito que levo para a vida, o da construção, não o da destruição, esteja eu no Botafogo ou em outro lugar. Quero para o Botafogo o que quero para o futebol brasileiro. Quero para mim o que quero para todos. 

É preciso parar de só olhar para o passado. O menino que quer jogar o jogo da vida tem que se inspirar em quem faz a história hoje, respeitando o passado, mas vivendo o presente. Ele não pode ficar com os olhos pregados só no que aconteceu há 40 anos. Uma divisão de base vitoriosa pode servir de exemplo tanto quanto um grande ídolo internacional. Todos fazem, sempre, história.