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Aos trancos e barrancos, o Botafogo segue em frente na Sul-Americana. Se não pôs fim à crise, o resultado serviu ao menos para empurrá-la com a barriga. O jogo com o Goiás, domingo, no Serra Dourada, será definitivo para o destino do departamento de futebol alvinegro. Uma derrota – é praticamente certo – fará rolar a cabeça de Estevam Soares, de Anderson Barros, gerente de futebol, e do vice André Silva.
A partida contra o clube goiano é apenas a primeira das 12 decisões que o Alvinegro terá pela frente. O Fogão fará sete partidas em casa e cinco fora. Como tem apenas 25 pontos, precisará, segundo os matemáticos, de mais 20 para se manter na elite. Daqui para a frente, o aproveitamento terá de ser de 55,5%. Até agora foi de 32%.
Para driblar o rebaixamento, o Botafogo terá de enfrentar os quatro clubes que ocupam a zona da Libertadores. Além deles, dos cinco que estão na faixa da Sul-Americana, dois (Atlético Mineiro e Flamengo) ainda têm até chances de lutar pelo título. Outro dado merece destaque: o Botafogo não enfrentará mais nenhum dos seus três concorrentes diretos (Santo André, Sport e Fluminense).
Em recente entrevista, o presidente Maurício Assumpção voltou a reiterar que tem certeza de que o Botafogo não cairá. Entretanto, admitiu que os recentes problemas ocorridos no departamento de futebol têm de ser sanados, para que o pior não aconteça no Brasileiro.
– O Botafogo não cairá. Os jogadores me garantiram, e eu acredito. A diretoria precisa resolver algumas questões, mas não tem de anunciar de véspera – comentou.
Já Estevam Soares não precisou demuitas palavras para explicar o significado da classificação sobre o Emelec, na quarta-feira:
– Teremos um recomeço. Com a classificação, estaremos novamente preparados para voltar à forma que apresentamos até a partida contra o Vitória.
Que assim seja!