Total de visualizações de página

Engenhão pronto para assumir lugar do Maracanã


Plantão Publicada em 02/10/2009

Tatiana Furtado

RIO - Seja em qual divisão estiver, uma coisa é certa no Botafogo: o Engenhão será o estádio da maioria dos torcedores cariocas em 2010. Com o fechamento do Maracanã para as obras do Mundial de 2014, o Estádio João Havelange receberá, além dos jogos do alvinegro, provavelmente os clássicos e partidas de Fluminense e Flamengo nos próximos três anos. Para receber tal público, com conforto e segurança, a administração do clube se prepara para aproveitar os espaços hoje obsoletos. A principal mudança será na área de alimentação.

Os torcedores terão à disposição mais opções de produtos, desde cachorro-quente a churrasquinho, já no Campeonato Carioca, no local onde funcionam lojas improvisadas. Para o Estadual, também está prevista a construção de dois ou três restaurantes. O processo de seleção das empresas será concluído em duas semanas

- Mesmo antes de sabermos que iria fechar, já queríamos otimizar o espaço do Engenhão, sem perder de vista a utilização de um estádio de futebol. Temos um estádio super moderno, com alta tecnologia, mas faltam serviços ao torcedor. O estádio é um lugar de entretenimento, mas essa parte não tinha esse cuidado. Queremos que o torcedor veja o Engenhão como um lugar agradável para chegar antes do jogo, almoçar e lanchar - explica o diretor-excutivo da Companhia Botafogo Sergio Landau, que cuida da administração do estádio.

Ausência do Maracanã pode acostumar carioca a ir ao Engenhão

Landau acrescenta que no caso dos restaurantes serão utilizados espaços hoje não aproveitados, como na cabeceira do estádio no setor sul e entre os camarotes no setor leste. A médio prazo há o planejamento de um drive-thru.

Para garantir a segurança do maior número de torcedores a partir do ano que vem, Landau garante que o trabalho coordenado com a prefeitura, a Federação de Futebol do Rio e a Polícia Militar que vem sendo feito será reforçado.

- Hoje o Engenhão é o melhor do estado do Rio de Janeiro. Aquele momento foi político (a PM não autorizou o clássico com o Flamengo pelo Brasileiro do ano passado). A PM está mapeando os locais das torcidas, a propria PM que questionou a segurança hoje está coordenando junto com a Fferj - disse.

Sem o Maracanã, Landau espera que a cultura do torcedor carioca mude e que o Engenhão seja abraçado pelas torcidas do Rio que o utilizarem. A parceria com Flamengo e Fluminense ainda não foi fechada, mas as conversas estão adiantadas. O alvinegro pretende dar mais vantagens aos clubes, como uso dos telões, por exemplo.

- Hoje o público carioca não tem o hábito do Engenhão e cria um preconceito de ir ao estádio. Acreditamos que o fechamento do Maracanã mude essa cultura e o torcedor passe a conhecer o estádio. A primeira é questão cultural; a segunda é chegar lá e encontrar um estádio moderno e a terceira são as condições de segurança, higiene e alimentação - disse.

Com gasto mensal de R$ 500 mil (entre aluguel e manutenção nos dias de jogos), a melhor exploração do Engenhão visa a equilibrar essas contas, que nem sempre são lucrativas.
Uma das maneiras é o leilão de camarotes, que acontecerá dia 7. As inscrições podem ser feitas até sexta-feira. Serão leiloados 40 camarotes, de 16 ou 20 lugares.