Meia detalha momentos de ansiedade antes de estrear e já se diz um carioca
Renato esbanja alegria por voltar a fazer o que mais gosta
A virada na carreira de Renato chegou a ter contornos dramáticos. O impasse com o Maccabi Haifa (ISR), que parecia interminável, só teve um desfecho em fevereiro, cerca de sete meses depois de o apoiador ter deixado o país do Leste Europeu para tratar da doença de seu pai, em Minas Gerais. Por essa razão, os momentos que antecederam o reencontro oficial com a bola, para Renato, foi mais do que especial.
- Assim que acabou a partida contra o Vasco, Ney me disse que eu ficaria no banco contra a Cabofriense. A partir daí, já fiquei contando as horas. Fora de campo, imaginava o que fazer em cada jogada que o time tinha a bola. Acho que fiquei até mais ansioso do que quando fiz minha estreia no profissional - acredita o jogador, sincero.
O frio na barriga cresceu quando o técnico Ney Franco olhou para Renato e fez um sinal de que a hora chegara. - Quando ele me chamou para entrar, disse: “Vai lá e faz o seu gol”. Felizmente, consegui marcar. Na hora, acho que nem lembrei, mas, depois, fui lá brincar com ele que eu fiz mesmo (risos) - disse, para depois garantir que o jeito moleque já se encaixou na Cidade Maravilhosa.
- Gosto do Rio, me sinto em casa aqui. Adoro o estilo despojado das pessoas. Ainda sou mineiro, mas com certo estilo carioca - crê Renato, que passou cerca de um ano aqui quando atuou pelo Vasco.