Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro
Joel não perdeu o bom humor nem na hora de comentar o problema com Marcelo Cordeiro
Na semifinal da Taça Rio, contra o Fluminense, vencida pelo Botafogo por 3 a 2, o técnico Joel Santana surpreendeu e optou por colocar Somália na função de Marcelo Cordeiro, que foi para o banco. Nesta terça, o comandante alvinegro comentou sobre a possível insatisfação do lateral-esquerdo com a barração. Antes e depois da partida, o jogador não escondeu que a decisão o deixou contrariado.
Joel disse que precisa pensar no melhor para o time sem se importar com cada jogador individualmente. O treinador encerrou o assunto afirmando que não precisa dar explicações a cada atleta quando resolver tirá-lo da equipe.
- Futebol não é um ou dois, é o grupo. Não tenho que pensar no Joel ou no jogador, mas no Botafogo. Dou o máximo para o clube que me contratou. Não quero prejudicar ninguém. Preciso tomar decisões, por isso sou o chefe, o treinador. Ele foi importante quando entrou na última partida e seria um dos batedores de pênalti. Não preciso dar explicação para tirar ou colocar jogador - declarou o técnico.
No melhor do seu estilo, Joel Santana deu como exemplo positivo o xodó Caio, que, apesar de ser um dos destaques do Bota, não reclama de ficar como opção no banco de reservas.
- O Caio, por exemplo, está entrando e fazendo gols. Tem dia que papai bota e tem dia que papai não bota, mas ele não fica aborrecido com papai.
O Botafogo decide a Taça Rio com o Flamengo no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Se vencer o duelo, o Alvinegro assegura o título carioca por antecipação.