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Jefferson diz que não tem costume de estudar os batedores de pênalti rivais

Goleiro do Bota conta que não tem como, por exemplo, saber onde Adriano bateria, já que o atacante do Flamengo chuta nos dois cantos

Fred Huber
Rio de Janeiro


                                            Jefferson pensativo no treino do Botafogo

Perto de uma final que pode ser decidida nos pênaltis, todo cuidado é pouco e qualquer detalhe pode fazer a diferença. Tanto que nesta quinta-feira, no Engenhão, o técnico Joel Santana pediu que a imprensa não acompanhasse o treino de penalidades. Depois da atividade, o goleiro Jefferson contou que sua estratégia para tentar defender as cobranças é tentar esperar a definição do batedor.

O camisa 1 do Bota disse que não gosta nem de saber com antecedência qual é o canto preferido de cada atleta adversário. A final contra o Flamengo, inclusive, poderá marcar um belo duelo com o arqueiro Bruno, conhecido pelo bom desempenho na hora de pegar pênaltis.

- Eu treino pênaltis, mas não tenho receita para defender. O que faço é esperar ao máximo o batedor definir. É importante ter frieza. Os assistentes vêm me dizer que tal jogador bate em tal canto, mas digo para só me falarem depois que acabar os 90 minutos. Temos aqueles dez minutos para conversar. Disputa de pênaltis é um outro jogo - afirmou Jefferson.

O goleiro alvinegro disse que é muito complicado prever o que Adriano, batedor oficial do Fla, vai fazer em caso de uma penalidade.

- O Adriano não cobra em um canto só. Ele espera até o goleiro definir.

Botafogo e Flamengo se enfrentam no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Se o Alvinegro vencer, conquista o título do Campeonato Carioca por antecipação.