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Botafogo confia em pinta de campeão e vento a favor para dar um fim ao jejum

Jogadores que disputaram outras decisões contra o Flamengo dizem que o momento atual é propício à tão sonhada conquista do Campeonato Carioca

Diego Rodrigues e Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro


Leandro Guerreiro (à frente) em treino na Praia do Leme. Trabalho e astral positivo no atual elenco

Tanto quanto os torcedores, alguns jogadores do Botafogo não querem nem pensar em mais um vice-campeonato estadual diante do Flamengo. Assim como aconteceu nos últimos três anos, o Alvinegro vai disputar com o Rubro-Negro o título do Campeonato Carioca, seja com o fim da competição neste domingo – no caso da conquista da Taça Rio – ou em dois confrontos pela finalíssima. E a ansiedade é maior para aqueles que viveram por completo ou em grande parte a agonia nos três anos anteriores, mas estes mesmos atletas sentem que a história em 2010 terá um fim diferente.

Único do elenco a disputar a quarta final consecutiva contra o Flamengo, Leandro Guerreiro diz que é difícil traduzir o sentimento em palavras, mas mesmo assim procura expressar uma confiança diferente das ocasiões anteriores. Para o volante, a característica do grupo deste ano é vencedora.

- Estamos com mais força e poder de decisão. Viemos de vitórias em clássicos. No último (contra o Fluminense) não fizemos um primeiro tempo bom, mas depois o time mudou a postura. Acho que agora estamos com espírito melhor, de ser campeão. Espírito de vencedor. Tomara que possa dar tudo certo - disse.

Alessandro, que disputou as finais de 2008 e 2009, também confessa que a sua análise é mais baseada no instinto do que na frieza. Para o lateral-direito, o clima que ronda General Severiano é favorável ao tempo de calmaria.

- Em termos técnicos, não vejo muita diferença. Mas acho que o grupo atual está com mais corpo, mais pinta de ser campeão. Ano passado a situação era semelhante à atual, mas não entramos em campo com poder de decisão na final da Taça Rio. Somente depois fomos nos dar conta de que havíamos perdido uma grande oportunidade. Depois de ganhar os últimos clássicos, estamos mais confiantes. O vento está soprando para o nosso lado - avaliou.

No entanto, o lateral deixa claro que o instinto e a confiança não serão suficientes para acabar com a agonia de três anos frustrantes.

- Precisamos mostrar tudo isso dentro de campo. Não adianta somente ficarmos falando - frisou Alessandro.