Diretoria decide abrir portões do estádio para evitar tumulto maior durante jogo do Botafogo contra o Avaí, nesta segunda-feira
Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro
Durante toda a semana, a diretoria do Botafogo procurou incentivar a presença em massa da torcida na partida contra o Avaí. No entanto, o grande número de pessoas no Engenhão causou enorme tumulto antes e durante o jogo desta segunda-feira. Os 30 mil ingressos colocados à venda se esgotaram, mas, mesmo assim, milhares de torcedores buscavam uma forma de acompanhar o duelo.
Nem mesmo uma carga extra de bilhetes foi suficiente para acalmar os torcedores, que se aglomeravam nos quatro principais portões do Engenhão. Diante da confusão, a diretoria alvinegra decidiu, durante um determinado período de tempo, abrir o setor Oeste superior, inicialmente fechado para obras. Com isso, a partir dos 20 minutos da primeira etapa, grupos de botafoguenses entravam e se acomodavam nas cadeiras do estádio.
Do lado de fora, muitos torcedores com ingressos nas mãos somente conseguiram entrar quando a partida estava no intervalo. Centenas de botafoguenses sem bilhetes também se aglomeravam na porta do setor Norte e forçavam a grade, pedindo que fosse liberada a entrada. Policiais se esforçavam para conter o que poderia se tornar um tumulto.
Segundo o Botafogo, o setor Oeste superior fica normalmente fechado e é apenas aberto quando há uma grande demanda de público, algo que não estava previsto, segundo os dirigentes.
Os demais setores do Engenhão – inclusive o Oeste inferior, chamado de área VIP – foram preenchidos, causando a ocupação quase total do estádio.
O público pagante divulgado foi de 33.641 torcedores, com renda de R$ 320.470,00. O público presente, que normalmente também é divulgado nas partidas no Engenhão, desta vez não foi anunciado, já que tornou-se impossível coletar este dado, devido aos portões terem sido abertos durante a partida.