Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro
A presença em massa da torcida pegou desprevenida até mesmo a diretoria do Botafogo. Mas a partir de agora, a ideia é que a exceção se torne regra. O técnico Estevam Soares lembra que, neste momento decisivo, será fundamental o comparecimento dos alvinegros em grande número ao Engenhão, a exemplo do que aconteceu no empate em 2 a 2 com o Avaí, na última segunda-feira.
Na ocasião, foram registrados 33.641 pagantes, mas o número total de presentes não pôde ser contabilizado, já que os portões chegaram a ser abertos para evitar uma aglomeração ainda maior do lado de fora (assista ao vídeo acima da entrevista do treinador).
Até o fim da temporada, o Botafogo ainda terá mais outros cinco jogos no Engenhão (contra Flamengo, Náutico, Coritiba, São Paulo e Palmeiras), e o apelo é para que, nestes confrontos, a torcida volte a marcar presença e faça a diferença para que o time termine o Campeonato Brasileiro longe da zona de rebaixamento.
- Daqui para a frente, não pode ser diferente do que aconteceu na última partida. O momento é de união agora, não adianta quando o time está na Segunda Divisão. A hora é de fazer do nosso estádio um caldeirão nestes jogos finais - ressaltou o técnico.
Victor Simões admitiu que os jogadores ficaram surpresos quando entraram em campo e viram o grande número de torcedores no estádio. Mas o atacante ressaltou a importância que eles tiveram e que terão a partir de agora no desempenho do Botafogo em casa.
- A torcida do Botafogo é grande, mas sabemos como é o calendário do nosso futebol e, por isso, temos consciência de que o trabalhador muitas vezes não pode ir a uma partida que começa às 21h50m de quarta-feira. Eles são nosso 12º jogador, e com esse apoio nós ganhamos oxigênio.