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Estevam diz ter respaldo diretoria e não se abala com boatos: 'Faria tudo de novo'

Técnico reforça confiança em reação do Botafogo e admite pensar em permanecer no clube no ano de 2010

Gustavo Rotstein


Enquanto em Goiânia o Botafogo busca tranquilidade, General Severiano ferve numa central de boatos. Muitos deles dão conta de uma possível reformulação no departamento de futebol do clube e até na mudança de treinador, no caso de novos insucessos no Campeonato Brasileiro. Mas para Estevam Soares, o mais importante agora é levar o Alvinegro à primeira vitória sob seu comando nesta competição, no difícil desafio contra o Goiás, neste domingo, no Serra Dourada. Além de ser um bom início de reação, seria um passo importante para que o treinador realize o desejo de permanecer no clube em 2010.

A diretoria alvinegra reforça a confiança em Estevam Soares, e o treinador diz que este é apenas um dos aspectos que reforçam o seu sonho de continuar no Botafogo na próxima temporada. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM em Goiânia, o treinador garante que ainda hoje não tem qualquer arrependimento de ter deixado o Barueri, então em sexto lugar no Brasileirão. Desde a derrota por 3 a 1 para o Vitória no Engenhão, no último domingo, fala-se muito de uma possível reformulação no Botafogo, que também passaria por mudanças na comissão técnica.

Como você tem reagido a tudo isso?

Venho reagindo com muita tranquilidade, pois os boatos são normais. Se a equipe estivesse vencendo, seriam só elogios, mas estamos em baixa no Brasileiro. Então é óbvio que haja cobranças, ainda mais depois de uma derrota vexatória em casa. Mas não posso me abalar com nada disso e nem desviar meu foco. Antes de me preocupar com emprego ou com mudanças na diretoria, tenho de pensar no time do Botafogo, o que já é muito complicado. Não posso me deixar levar por problemas que estão na periferia.

Mas diante destas notícias, qual o tipo de resposta que você tem recebido dos dirigentes do Botafogo. Sente que sua posição está firme?

Tenho o melhor respaldo que um treinador poderia receber, o apoio é irrestrito. A diretoria vem sendo solidária e dá tranquilidade, pois acompanha o trabalho diariamente. Tudo é feito muito às claras, nada é por trás, por isso não tenho com o que me preocupar. Não adianta eu ficar pensando no que pode acontecer, pois a vida é feita dia a dia. Na véspera de uma partida como a diante do Goiás preciso analisar qual a melhor escalação do Botafogo e o que posso fazer para surpreender o adversário. No domingo, estarei com a cabeça tranquila para trabalhar bem e ter uma boa leitura tática do jogo. Não posso sofrer por antecipação.

Neste momento conturbado, você tem feito algum trabalho especial para deixar os jogadores imunes a tudo o que vem acontecendo fora de campo?

Tivemos a felicidade de sair do Rio de Janeiro nesta semana, e isso nos proporcionou muita tranquilidade. Os jogadores ficaram alheios a esse problema político e à insatisfação da torcida, que é normal. Os botafoguenses não podem mesmo rir vendo o time em 18º lugar no Brasileiro. Neste período, tenho procurado solidificar muito a importância da integração e da unidade entre os jogadores.

Este é um grande caminho para os resultados positivos. Depois de alguns casos de indisciplina e de suas respectivas consequências, este grupo atual é aquele que realmente está comprometido com a causa do Botafogo?

É difícil falar em comprometimento, o mais importante é analisar o que acontece dentro de campo. Ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém, mas dentro das quatro linhas é preciso haver companheirismo e integração, pois o futuro do Botafogo está em jogo.

Quem entrar em campo precisa lutar muito. Você diz pensar apenas dia a dia, mas já passa pela sua cabeça dar continuidade ao trabalho e permanecer no Botafogo em 2010?

Meu plano é este. Estou feliz no Botafogo, e a cada dia tenho mais certeza de que não fiz a escolha errada. Se talvez tivesse de optar agora, não voltaria para o Barueri. Faria tudo de novo. Sempre quis trabalhar no Rio de Janeiro e no Botafogo. Aqui, tive a felicidade de conviver com pessoas maravilhosas. É um clube apaixonante e de uma tradição enorme. Por isso, não tenho medido esforços e nem sacrifícios para encontrar bons resultados. Acredito que podemos sair da situação difícil no Brasileiro e brigar pelo título da Copa Sul-Americana. Se isso acontecer, automaticamente minha permanência fica facilitada. Tudo depende dos resultados e de uma análise feita em cima deles.