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Loco Abreu atribui saída do Botafogo a Oswaldo: 'Não queria minha presença'

Em casa, uruguaio garante que diretoria alvinegra queria que ele ficasse e diz que decidiu procurar um clube no qual o técnico aceitasse seu estilo

 

Por Guido Nunes e Fabio Grijó Montevidéu, Uruguai
 


A insatisfação de Loco Abreu com o técnico Oswaldo de Oliveira (e vice-versa) sempre foi algo evidente quando o atacante defendia o Botafogo. Ainda assim, o jogador minimizava o problema ao falar publicamente da relação dos dois. No entanto, o camisa 13 parece ter ficado mais à vontade em casa, no Uruguai, e abriu o coração. E sobrou para o técnico. Em entrevista exclusiva ao SporTV, ele atribui a Oswaldo de Oliveira a sua saída do clube. (assista ao vídeo).

Achei melhor buscar um lugar onde o treinador aceite meu estilo de futebol"
Loco Abreu
 
Emprestado ao Figueirense no meio do ano passado, Loco Abreu nem chegou a voltar a General Severiano. Ele ainda tinha mais um ano de vínculo com o Alvinegro, mas rescindiu e acertou a ida para o Nacional, com contrato de dois anos. Questionado sobre os motivos da saída, o atacante resolveu abrir o jogo.

- Tem que perguntar ao Oswaldo principalmente. Eu não saí porque eu quis. Eu saí porque, obviamente, o treinador não queria a minha presença em General Severiano. Sou muito agradecido ao Botafogo, sou botafoguense e, para não atrapalhar ninguém, não atrapalhar a diretoria, não atrapalhar o clube, achei que o melhor era buscar um lugar onde eu possa jogar meu futebol, onde o treinador aceite minha personalidade, meu estilo de vida, meu estilo de futebol. Aqui acontece isso - desabafou.

Guido Nunes, do SporTV, entrevista atacante Loco Abreu (Foto: Fábio Grijó) 
 
No Uruguai, Loco Abreu atendeu ao SporTV e revelou que não queria deixar o Botafogo (Foto: Fábio Grijó)
 
Apesar de ainda não entender totalmente as decisões do técnico, Loco Abreu revela ter aprendido a aceitar a situação. O mais difícil, segundo ele, era compreender a opção de Oswaldo de jogar sem um atacante de área.
- Ele (Oswaldo) falou isso, mas eu comecei a analisar. Quando tomei a decisão de sair, porque ele falava que não ia precisar de um centroavante constantemente, nós ganhamos uma taça, e eu fui o segundo artilheiro da competição - diz Loco, referindo-se à conquista da Taça Rio e aos 11 gols marcados no Carioca 2011 (ele foi o artilheiro do time).

- Então era meio difícil encontrar o porquê. Eu estava num nível de estatística igual aos de 2010 e 2011. Mas depois, ele contrata um centroavante. Era um pouco contraditório. Aprendi a aceitar, mas não concordava.

Apesar do ressentimento, Loco Abreu não deixa a questão afetar a sua relação com o clube e a torcida, e fala em voltar, mesmo que não seja como jogador. Mesmo de longe, ele mantém o carinho pelo clube e tem certeza de que poderia ter continuado.
A diretoria queria que eu ficasse, mas o treinador não"
Loco Abreu
 
- A diretoria faz o que tem que fazer, e tenho de respeitar a decisão do Botafogo. Ela estava em situação difícil. Falava com eles. A diretoria queria que eu ficasse, mas o treinador não. Não aceitei, mas respeitei. Então, procurei uma solução. Já queria voltar para o Nacional, para o meu país. 

Infelizmente, tive que deixar um dinheiro importante para vir para cá. Procurei minha felicidade, e minha felicidade é jogar futebol.

A produção do SporTV tentou entrevistar o treinador Oswaldo de Oliveira, mas ele não foi encontrado para comentar as declarações de Loco Abreu.