Por Thiago Fernandes
Rio de Janeiro
O Botafogo é um clube reconhecidamente supersticioso. A velha máxima que diz “que há coisas que só acontecem ao clube” prova bem isso. E ninguém melhor do que o camisa 13 para comprovar isso. Nesta sexta-feira 13, o GLOBOESPORTE.COM revela algumas das superstições de Loco Abreu, o uruguaio que jura de pés juntos que não acredita nesse tipo de coisa, mas que faz questão de seguir certos rituais.
Loco Abreu não divide chuveiro com ninguém para não ter má sorte (Foto: Arte Esporte)
Um desses rituais é bem visível. O atacante joga com o 13 às costas. A justificativa é que ele não acredita que o número traga azar e, por isso, quer ele mesmo usar esse uniforme. Mas não para por aí. No vestiário, o jogador escolhe um chuveiro que só ele pode usar. Mais nenhum atleta pode utilizar o mesmo local para não trazer má sorte.
No intervalo dos jogos, Loco também segue uma rotina para ter boa sorte. Ele deixa todos os companheiros entrarem na frente para ser o último a pisar o gramado na volta para o campo. E, se fizer um gol, mostra os três dedos da mão direita para homenagear a esposa e os dois filhos.
- Eu não tenho superstição. A gente deixa isso para o Loco. Ele, sim, é cheio de coisa. Tem várias manias para ter boa sorte – revelou o lateral Alessandro.
Todos esses rituais têm andando um pouco longe do Botafogo. Loco ficou quase dois meses fora do clube para disputar a Copa do Mundo pelo Uruguai. Na volta, fez um trabalho de preparação física e chegou a ficar no banco na partida contra o Atlético-MG. Contudo, uma nova convocação, dessa vez para disputar um amistoso, fez a comissão técnica decidir poupá-lo da partida deste sábado, contra o Atlético-GO. O jogador ficou no Rio de Janeiro para fazer novo trabalho à parte.
Joel espera voltar de Goiânia e encontrar o atacante em boa forma. A expectativa é que ele tenha totais condições de encarar o Avaí na próxima semana. O jogo será no Engenhão, diante da torcida alvinegra, que espera que Loco traga sua sorte e seus gols de volta para o clube. No Mundial, as manias do atacante parecem ter surtido efeito, uma vez que o Uruguai chegou às semifinais da competição. Agora, é a vez de elas ajudarem o Glorioso na busca por uma vaga na Libertadores.