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Broche reacende rivalidade entre ex-presidentes do Botafogo


Após sumiço de objeto com escudo do Alvinegro, Montenegro acusa Bebeto de Freitas de nepotismo durante gestão em General Severiano

GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Arquivo/O Globo

Últimos três anos foram de aparente trégua entre Bebeto e Montenegro
Um objeto pequeno, mas de valor sentimental para o Botafogo foi responsável por reacender uma rivalidade que há alguns anos estava adormecida.

O sumiço do broche presidencial do Alvinegro que Bebeto de Freitas recebeu ao tomar posse em 2003, mas que não foi passado a seu sucessor, Maurício Assumpção, causou uma troca de acusações entre o hoje diretor executivo do Atlético-MG e Carlos Augusto Montenegro.

Opositor durante o primeiro mandato de Bebeto de Freitas, Montenegro se juntou ao então presidente na segunda gestão, iniciada em 2006, embora tenha se afastado do clube nos últimos meses de 2008. Mas o comandante alvinegro no título do Campeonato Brasileiro de 1995 não ficou calado ao ser alvo de um ataque de Bebeto, que, em entrevista coletiva realizada em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, comentou sobre o sumiço do tal broche.

- Ele diz que eu saí do Botafogo pela porta dos fundos e que eu cometi erros. Obviamente não sou infalível. Mas meu maior erro foi ter o Montenegro ao meu lado nos últimos três anos e ter tentado resgatá-lo. Tentei trazê-lo para o lado do bem, mas ele continua gostando do outro lado. É capaz de vender sua própria mãe.

Montenegro não deixou barato e criticou Bebeto de Freitas por ter antecipado o fim de seu mandato para se juntar ao Atlético-MG. Além disso, o acusou de nepotismo em sua administração do Botafogo.

- Ele está desequilibrado. É estranho ter renunciado à presidência três dias antes do mandato e ter pago somente seus familiares empregados no clube, deixando os demais funcionários com vários meses de salários atrasados.

Também é estranho ter acertado com o Atlético-MG enquanto ainda era presidente do Botafogo - disparou Montenegro à Rádio Tupi, para em seguida continuar:

- O problema todo é por causa do sucesso do Maurício Assumpção, que acertou os pagamentos e já conquistou um título. A diferença básica é que o Maurício é normal, pois trabalha em equipe e ouve as pessoas, não é centralizador e não se acha melhor ou pior do que ninguém.

O Bebeto achava que o Botafogo não existia antes dele. Sei que quando alguém recebe um objeto que não é seu, precisa tomar cuidado - completou.

Bebeto, no entanto, não conseguiu explicar qual é o paradeiro do broche da discórdia. O sumiço do objeto quebrou uma tradição do Botafogo que durava 40 anos. O ex-presidente não compareceu às eleições e nem à posse de Maurício Assumpção.

- No dia que tomei posse, em 2003, soube que o clube havia sido assaltado e que roubaram apenas documentos. Não sei o motivo.


O broche foi colocado em mim pelo então presidente Mauro Ney Palmeiro, mas sinceramente não lembro o que aconteceu depois disso.