Beneméritos do clube buscam uma explicação para o silêncio de Bebeto de Freitas.
Carlos Monteiro RIO DE JANEIRO Entre em contato
A história do broche alvinegro começou em 1967. No enterro de Flávio Ramos, atacante e presidente do extinto Botafogo Football Club, a família do ex-dirigente e ex-jogador entregou a Ney Cidade Palmeiro, presidente à época, a joia confeccionada pelo ourives Antônio Anibal, a pedido do próprio Flávio Ramos.
Em 1968, segundo o benemérito Brás Pepe, que também é diretor de patrimônio do clube, Cidade Palmeiro, na transmissão do cargo, passou o broche para Althemar Dutra de Castilho, seu sucessor na presidência alvinegra. O ato, assim, foi transformado em tradição. Desde então, seis outros presidentes tiveram a honra de ostentar o escudo alvinegro cravejado de brilhantes, desaparecido na gestão de Bebeto.
– O valor da joia é histórico e sentimental. O quanto custa não importa. Estou muito decepcionado com mais essa atitude do Bebeto. Sinceramente, não sei o paradeiro do broche, mas ele tem de aparecer. É parte integrante da história do clube – reclamou Brás Pepe.
Benemérito, Eduardo Rosauro também busca uma explicação para o silêncio de Bebeto de Freitas.
– Ele foi deselegante ao não comparecer à posse do Maurício. Poderia, pelo menos, ter devolvido o broche. Quando ligaram para cobrar, ele ainda foi grosseiro. Muitas coisas erradas acontecerem em sua gestão – reclamou Rosauro.