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Em nova gestão, Botafogo troca chororô pela cabeça erguida

Após goleada para o Vasco, presidente alvinegro evita falar da arbitragem e passa força aos jogadores no túnel do Maracanã

Gustavo Rotstein Rio de Janeiro





A goleada de 4 a 1 imposta pelo Vasco, na última quinta-feira, deixou os jogadores do Botafogo visivelmente abalados. Mas diferentemente do que aconteceu no Campeonato Carioca do ano passado, não se viu o comportamento conhecido como chororô, no que se refere a lágrimas e reclamações com a arbitragem. O exemplo partiu da diretoria.

Ao fim da partida, o presidente Maurício Assumpção se dirigiu ao túnel que levava ao vestiário do Maracanã. Lá, cumprimentou cada um dos jogadores e pediu que eles levantassem a cabeça, pois a luta pela conquista da Taça Rio ainda não terminou.

- Lógico que a derrota num clássico entristece, mas fiz questão de mostrar aos jogadores que nós estamos com eles em qualquer situação. Também preferimos não atribuir o resultado à atuação da arbitragem. O Vasco fez por merecer a vitória - disse Assumpção, referindo-se ao pênalti de Gabriel em Paulo Sérgio, que teria ocorrido fora da área.

Na final da Taça Guanabara do ano passado, o então presidente Bebeto de Freitas, em meio a lágrimas, discursou em protesto contra a arbitragem da derrota por 2 a 1 para o Flamengo e anunciou que, a partir daquele momento, se licenciaria do cargo. O episódio virou motivo de piada da torcida rubro-negra, que criou o termo chororô.