Rafael Marques evita comparações com Loco: ‘Todas, menos a 13’
Jogador, que está próximo de Seedorf, revela porque foi indicado por Osvaldo: ‘Só foi um jogo que não fiz gol no time dele, mas dei passe para dois’
Rafael Marques chegou meio de mansinho ao Botafogo. Ofuscado pela
contratação de Seedorf, o atacante teve tempo para sentir o ambiente de
General Severiano antes de começar a ser o foco das atenções. Porém,
prestes a fazer sua estreia pela equipe alvinegra, o jogador sabe que
passará a ficar debaixo dos olhos da torcida. Ainda mais que chega para
suprir a carência de atacantes, após a saída de Herrera e Loco Abreu,
que se despediram do Glorioso também em meio ao alvoroço com a chegada
do holandês.
No primeiro treino em campo, Rafael usou a camisa 13, que até a saída
de Loco era de propriedade única e exclusiva do uruguaio. Contudo, se
depender da vontade do jogador, não será essa numeração que vai envergar
em sua passagem pelo Botafogo.
- Prefiro todas as camisas. Pode ser qualquer número. Todas, menos a
13. Eu não gosto de comparações e também tem que ter respeito pelo Loco.
Ele acabou de sair daqui e é um ídolo do clube. Todo mundo gosta dele.
Uma coisa que eu não tenho é vaidade. Você nunca vai ver isso comigo.
Rafael Marques elogia Seedorf, novo companheiro
de clube (Foto: Marcos Tristão / Agência Globo)
de clube (Foto: Marcos Tristão / Agência Globo)
Descartada a 13, qual seria o número de Rafael no Glorioso? A última
que usou também não entrará em pauta, já que ela tem dono. E um dono que
tem dado muito o que falar: Seedorf.
- Primeiro, no Japão, joguei com a 16, e depois o diretor me deu a 10.
Mas o 10 aqui está muito bem representado, então não tenho vontade
nenhuma de a ter.
O atacante pode até não vestir a 10, mas terá uma ligação próxima com
ela. Fazendo uma preparação específica ao lado de Seedorf, Rafael já
teve a oportunidade de conhecer melhor o companheiro e de se aproximar
dele. Tanto que o meia já prometeu ao atacante ajudá-lo a conquistar a
torcida.
- Ele já falou: “Rafa, pode ficar lá e ter certeza de que a bola vai
chegar”. Eu respondi: “Você acha que eu não sei disso?”. O homem chegou
seco, não é? Está mais seco do que eu.
De carrasco a solução
De carrasco a solução
Rafael Marques foi uma indicação de Osvaldo de Oliveira. O treinador
pediu à diretoria que contratassem o atacante para resolver a falta de
opções ofensivas da equipe. Os dois nunca trabalharam juntos, mas o
técnico teve bons motivos para indicá-lo.
- Só foi um jogo que não fiz gol no time dele, mas dei passe para dois, se não me engano. (risos).
O jogador se define como “rápido” e que “sabe usar bem as duas pernas
para dar passes e dribles rápidos”. E é com essas qualidades que
pretende cair nas graças da torcida e atingir seus objetivos no clube.
- Eu quero poder deixar meu nome marcado. Quando eu entro lá no CT,
vejo a parede com as fotos dos grandes ídolos e falo: “Amanhã ou depois
eu quero estar aqui também. Quero fazer parte desta história''.