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Na estreia, Rafael Marques ajuda na marcação e ganha elogio de Oswaldo

Atacante tem atuação discreta, duas chances reais de gol em 87 minutos e, isolado na frente, sofre com pouca aproximação de meias

 

Por Lincoln Chaves Santos, SP


 
Rafael Marques não tinha completado nem dez dias de sua apresentação no Botafogo nessa quarta-feira, quando foi escalado como titular por Oswaldo de Oliveira diante do Santos, no empate por 0 a 0 na Vila Belmiro. O atacante, ex-Omiya Ardija-JAP, permaneceu em campo por 87 minutos em sua estreia e deixou o gramado elogiado pelo treinador.

- Foi uma estreia muito boa. Ele se movimentou bastante. Para quem chegou há pouco tempo, nem treinou direito com os companheiros e entrou na emergência... achei que ele foi muito bem - analisou Oswaldo, em alusão ao desfalque do meia Elkeson, que vinha fazendo o papel de atacante, mas ficou fora do jogo por sentir dores no tornozelo esquerdo.

Em campo, Rafael Marques teve uma atuação discreta, mas marcada por muito empenho, especialmente no primeiro tempo. Isolado na frente, foi incumbido principalmente de fazer o pivô e auxiliar a aproximação dos meias de apoio - Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitor Júnior.


Rafael Marques na Vila:
Finalizações: 3
Passes certos: 15
Passes errados: 2
Faltas cometidas: 1
Faltas sofridas: 1
Impedimentos: 1
Roubadas de bola: 1
Desarmes: 1
 
Chances de gol, foram apenas duas. A primeira surgiu aos 14 minutos, quando recebeu cruzamento rasteiro de Márcio Azevedo pela esquerda, antecipou-se a Bruno Rodrigo e desviou, fraco, para as mãos de Aranha. A outra foi aos 31 da etapa final, quando escorou ao lado do gol um escanteio batido por Andrezinho.

Rafael Marques, porém, não se limitou a atuar fixo no ataque. Voltou à defesa sempre que o Santos teve um escanteio a favor. Em algumas ocasiões, recuou também para apoiar a marcação, como aos 29 minutos do primeiro tempo, quando ajudou Lucas Zen a desarmar o santista Dimba, próximo à lateral esquerda.

Os números do atacante nos 45 minutos iniciais foram até promissores: 11 passes (todos certos), duas finalizações, um desarme e uma roubada de bola. No segundo tempo, ele foi sendo anulado por Bruno Rodrigo e pouco tocou na bola.


- Não partimos para a bola aérea, não. Ficamos com a bola no chão o tempo todo. O próprio Rafael saiu da área, tocou a bola. Não fizemos nada diferente. Eventualmente, em lances de bola parada, mandávamos a bola para a área. Assim como cruzamos para o Cidinho marcar um dos gols contra o Bahia - analisou.

Neste domingo, às 18h30m, o Botafogo volta a campo para enfrentar o Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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