Luviana e Seedorf: A história da princesa de Realengo com o craque holandês
Luviana, Neguinho da Beija-Flor e Seedorf em Milão no ano de 2005
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Rodrigo Stafford
Se Romeu e Julieta tivessem um final feliz, os personagens teriam se
casado, formado família e teriam quatro filhos. Além disso, se chamariam
Clarence e Luviana. O cenário é o mesmo da peça de Shakespeare, a
Itália. Clarence, um dos maiores jogadores do mundo, Luviana, uma
passista de Realengo, que estava para uma temporada de shows em Nápoles,
e curtia sua folga na capital italiana.
— Ela é uma princesa que
encontrou um príncipe — diz Jorginho Estrela Negra, que contratou a moça
para os shows e viu o amor nascer.
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Luviana sempre foi quieta. Frequentou por muito tempo a
Mocidade Independente e seu ganha-pão vinha de apresentações,
principalmente fora do Rio. Na vida dela, nem tudo foram flores.
—
Fomos ao Paraguai fazer uma apresentação, mas um empresário pilantra
não nos pagou. Só voltamos porque o ônibus estava pago — lamenta
Mauricéia, ex-passista, que viajou com Luviana e não vê a amiga há 10
anos.
Luviana é tímida, recatada, mas se transforma quando samba. O
jeito caseiro somada à beleza incontestável conquistou Clarence
Seedorf, um romântico incorrigível.
— Uma vez, o Neguinho da
Beija-Flor estava na Itália, ele o contratou e mandou ela ir para o
shopping, quando ela voltou, o Neguinho estava lá cantando "Negra
Ângela", a música preferida da Luviana — conta Jorginho.
— Fui na casa dela em Milão. Ela gosta muito da música brasileira — diz Neguinho.
Barbara Berlusconi, Seedorf, Pato e Luviana em Milão Foto: Reprodução
Seedorf garante que seu acerto com o Botafogo nada teve a ver
com Luviana. No entanto, Jorginho aponta outro motivo para o casal
deixar a Itália após 10 anos.
— Ela queria voltar. A Itália tem
muito preconceito contra a cor. Se perguntar ao Seedorf, ele vai
confirmar. Ainda mais na região de Milão.
Sofrimentos se foram, mas como num romance, o final deve ser feliz, principalmente com o Rio como cenário.