Em clássico equilibrado, Botafogo e Fluminense ficam no empate: 1 a 1
Fred e Andrezinho, de cabeça, marcam os gols da partida. Resultado faz o Atlético-MG abrir três pontos de vantagem sobre os tricolores
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carrascoFredO atacante mais uma vez não passou em branco contra o rival. Marcou seu 9º gol em confrontos com os alvinegros. E poderia ter sido o 10º: bateu na trave
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estatísticaCarlinhosO lateral-esquerdo tricolor foi a principal opção de ataque. Tanto que foi à linha de fundo cinco vezes. No segundo tempo, caiu um pouco de rendimento.
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decepçãoCidinhoSe Andrezinho foi o destaque alvinegro com o gol e boas jogadas, Cidinho decepcionou. Sumido, acabou sacado do time no intervalo pelo técnico.
O começo foi animador. Teve bola na trave, boa defesa de goleiro...
Depois, o Clássico Vovô na tarde deste domingo, no Engenhão, foi marcado
pelo equilíbrio sem muitas jogadas brilhantes. E se tanto Botafogo e
Fluminense, com boas campanhas no Brasileirão, precisavam de uma vitória
para não ficarem distantes do líder Atlético-MG, o empate por 1 a 1,
com um público que merecia ser maior - 17.122 torcedores encararam o
raro frio carioca -, acabou sendo justo.
Os dois gols, no segundo tempo, foram de cabeça. Fred abriu o placar
para o Flu, e Andrezinho, sob os aplausos de Seedorf e Rafael Marques,
empatou para o Botafogo. O resultado não foi maravilhoso, mas mantém os
times em boa posição na tabela. O Flu, ainda invicto, é vice-líder, com
19 pontos. O Botafogo, que obteve seu primeiro empate na competição,
soma 16, na quarta colocação.
Na décima rodada, na próxima quarta-feira, os alvinegros vão à Vila
Belmiro encarar o Santos. Os tricolores recebem na quinta-feira o Bahia,
no Engenhão.
- Tentamos a vitória a todo custo. A nossa postura foi boa no jogo, mas
infelizmente não deu certo. A bola tem entrado contra o Botafogo. É
sempre bom marcar - disse Fred, que estufou as redes pela nona vez
contra o rival.
- Foi um clássico equilibrado. O empate foi de bom tamanho pelo o que as duas equipes fizeram em campo - afirmou Andrezinho.
Início com emoção
Os torcedores que foram ao Engenhão não puderam se queixar de falta de
emoção no começo. Em cinco minutos, os dois times tiveram boas chances
de abrir o placar e deixaram o grito de gol engasgado. Primeiro foi o
Fluminense. Com Samuel no ataque ao lado de Fred - o técnico Abel Braga
preferiu guardar Wellington Nem como opção para o segundo tempo -, a
equipe tricolor tomou a iniciativa do jogo e conseguiu falta pelo lado
esquerdo. Wagner alçou bem na área, e Fred deu linda cabeçada no
travessão, aproveitando-se de falha coletiva da defesa alvinegra.
O troco do Botafogo foi logo no contra-ataque. Numa bobeada de
Anderson, que errou o tempo da bola, Andrezinho arrancou e bateu no
canto direito. Ricardo Berna, que substituía Diego Cavallieri, fez boa
defesa, tocando para escanteio. Seedorf e Rafael Marques,
recém-contratados que foram ao estádio se juntar à torcida, por pouco
não vibraram logo cedo.
Os dois lances deram a impressão - que mais tarde se tornou falsa - de
que a partida seria de grandes lances. Os dois times sabem tocar. Não
faltam jogadores habilidosos. Mas neste domingo os setores de criação
estavam pouco inspirados. Sem Deco, a equipe tricolor, mais ofensiva do
que no Fla-Flu, esperava dos pés de Thiago Neves e Wagner aquele último
toque capaz de deixar o ataque em boas condições. Do lado alvinegro,
Vítor Júnior - que abria pela direita -, Cidinho e Andrezinho também não
funcionavam. Renato atuava mais na marcação e pouco arriscava no apoio.
Fred levou sempre perigo à zaga alvinegra com suas cabeçadas. A primeira foi
no travessão. A segunda parou no fundo das redes. A terceira passou
rente à trave (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
O Flu tinha mais posse de bola. E quem perdeu outra boa chance foi
Anderson. Novamente foi traído pelo quique da bola no prejudicado
gramado do Engenhão. Dessa vez no ataque, após centro da direita. O
zagueiro não conseguiu escorar, livre, na pequena área. E o time, que
buscava o ataque, tinha apenas no lado esquerdo, em Carlinhos, a
costumeira velocidade, que do lado alvinegro encontrava em Andrezinho o
ponto alto. Aliás, foi dele, mais uma vez, o tiro que levou perigo à
meta tricolor. O camisa 17 arrancou até aplausos de Seedorf.
Foram de Andrezinho as melhores chances alvinegras. Elkeson seguia
muito isolado no ataque. Vítor Júnior, antes na armação de jogadas pela
direita, até trocou para o lado esquerdo. O jogador buscou as tabelas
com Márcio Azevedo, sem sucesso. Pela direita, Lucas ficou em maus
lençóis com Carlinhos, bem mais livre para apoiar. Do outro lado do Flu,
Bruno arriscava pouco, e Thiago Neves, muito fixo, facilitava a
marcação. Assim, o primeiro tempo, com apenas duas boas chances para
cada lado, acabou no zero.
Destaque
alvinegro, Andrezinho levou sempre perigo à área tricolor, com dois
chutes perigosos, e fez, de cabeça, o gol alvinegro de empate, após
centro da esquerda de Márcio Azevedo (Foto: Wagner Meier / AGIF)
- O time toca muito para o lado, arrisca pouco na frente. E o gramado
do Engenhão está ruim, todo mundo sabe - resumiu bem o atacante Fred.
Gols no segundo tempo
Para a segunda etapa, Oswaldo de Oliveira mexeu no Botafogo. Trocou o
apagadíssimo Cidinho por Fellype Gabriel. O time até melhorou a
movimentação. Mas os seguidos passes errados prejudicavam. Elkeson,
muito isolado e longe de ter o perfil de homem de área, sucumbia à
marcação tricolor. E se o Fluminense não contava com um maestro
inspirado na armação, mostrava que o ponto forte era a bola aérea. Em
escanteio pelo lado esquerdo, Thiago Neves acertou o cruzamento na
cabeça de Fred: 1 a 0 Fluminense, aos oito minutos, com direito a
coreografia na comemoração - foi o 9º gol do artilheiro em confrontos
contra o Botafogo.
O gol não abateu o Botafogo. E se do lado esquerdo tricolor Carlinhos
diminuiu um pouco suas investidas, no lado alvinegro foi a vez de Márcio
Azevedo virar uma boa opção de ataque. Foi em boa jogada individual do
lateral que o Botafogo chegou ao empate. Ele tabelou com Elkeson, foi à
linha de fundo e mandou, com efeito, na medida, para Andrezinho escorar
de cabeça, aos 21.
Malandramente, mas com um pouco de atraso, Abel Braga tirou o sumido
Samuel para pôr Wellington Nem. A ideia era prender Márcio Azevedo na
marcação. O atacante tricolor, logo na primeira jogada, deu uma caneta
no camisa 6 alvinegro e a senha de que ia incomodar. Mas o Botafogo
continuou pressionando. Mais presente na partida, Elkeson serviu Fellype
Gabriel no meio da área. Mas Ricardo Berna fez grande defesa com o pé,
salvando o que seria o segundo gol alvinegro.
Oswaldo de Oliveira voltou a mexer. Sacou Lucas Zen para pôr Jadson. O
Fluminense teve outra chance com Fred, de cabeça, mas a bola foi para
fora. Os dois times, mais abertos, buscavam a vitória. No fim, Lennon
substituiu Márcio Azevedo, cansado, e do lado tricolor Wagner deu vez a
Rafael Moura. Mas nada mudou. O resultado, no entanto, foi justo,
justíssimo.