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Novo capitão, Antônio Carlos retorna com 'saudade até da concentração'

Após um mês e meio lesionado, zagueiro será titular contra a Ponte Preta e elogia trabalho dos jovens que o substituíram: 'Também preciso correr atrás'

 

Por André Casado e Thales Soares Rio de Janeiro

Antônio Carlos coletiva Botafogo (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo) 
Antônio Carlos voltará a ocupar a zaga com Fábio
Ferrera (Foto: Alexandre Cassiano /  O Globo)
 
O rótulo de xerife sempre foi descartado por Antônio Carlos. Só de ouvir a expressão, apesar do estilo comunicativo dentro e fora de campo, já ficava constrangido. Mas, agora, o zagueiro do Botafogo terá de acostumar de vez em ser o capitão do time, honraria que eventualmente lhe passada, pois assumirá o posto com a iminente saída de Loco Abreu, que envergava a braçadeira desde o início de 2011. Após um mês e meio em recuperação de um edema ósseo no joelho direito, o camisa 3 revela a saudade de todo o processo que envolve uma partida.

- Aqui sempre tivemos líderes, não só o Loco. Renato, Jefferson são jogadores experientes. Nunca tive esse sonho de ser capitão, mas há quem diga que eu faço bem a ponte entre o grupo e a diretoria. Quero mesmo é voltar a jogar, vinha numa sequência e até da concentração já estou sentindo falta (risos). Fica o receio pelo tempo que estive parado, coletivo é diferente de jogo, mas estou pronto - acredita o camisa 3, que estreará no Brasileirão na sexta rodada.

Até então, o desempenho da defesa variou. Brinner, de 24 anos, e Dória, 17, tiveram chances ao lado de Fábio Ferreira, e o Alvinegro levou 11 gols, tornando-se o pior da competição no quesito, por enquanto - em contrapartida, é o melhor ataque. Para Antônio Carlos, as participações foram positivas, o que fará ter de provar no dia a dia que será o titular.

- Eles foram bem demais nos jogos que fizeram. Até o Dória, que é muito novo, contra o Coritiba. Ninguém dúvida do potencial, mas tinham que apresentar o futebol. Fiquei feliz e também preciso correr atrás do meu espaço. É importante ter essa competição entre a gente, para manter o nível em todas as posições. Acho que, pelo fato de o time ser ofensivo, ficam espaços mesmos. A defesa teve méritos. Tirando o jogo contra o Cruzeiro (sofreu a virada em seis minutos), os outros foram de reações, com quem vinha do banco mudando a cara do jogo.

Neste domingo, a Ponte Preta é a rival no Engenhão, às 18h30m. O Glorioso é o quarto colocado na tabela, com nove pontos. Os paulistas ocupam a 13ª posição.