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Botafogo tenta virar o jogo da pressão no Brasileiro

Marcos Penido (penido@oglobo.com.br)

RIO - O Botafogo literalmente apagou na disputa da Copa Sul-Americana com uma derrota vexaminosa de 4 a 1 para o Independiente Santa Fé, da Colômbia. Um resultado negativo que, se somado à desclassificação na Copa do Brasil, e às duas derrotas consecutivas no Brasileiro contra o Santos e Avaí, deixou o ambiente próximo de uma panela de pressão. Para sair dela e reencontrar o rumo das vitórias, o sonho da Libertadores em 2012 e o título da competição nacional, os três jogos no Engenhão, a começar contra o Cruzeiro, sábado, às 18h, são vistos como a grande válvula de escape. 

Lição de Alessandro
A partir desta quinta-feira à tarde, quando os jogadores que viajaram para a Colômbia e os que ficaram treinando no Rio se encontrarem no Engenhão, o objetivo principal será muita conversa, pensamento positivo e a constatação óbvia: restam sete jogos para o time definir seu rumo no Brasileiro. Os três primeiros são no Engenhão, onde o time não perdeu na atual competição. Ao todo são 11 vitórias e quatro empates. 

- Temos sete decisões pela frente. O time está em terceiro lugar na tabela do Brasileiro. Temos que manter a cabeça no lugar. Se conseguirmos vencer os três jogos aqui, vamos dar um passo importante rumo à vaga na Libertadores 2012, e podemos pensar no título - disse Renato. 

Na Colômbia, o técnico Caio Júnior assumiu a responsabilidade pela desclassificação do Botafogo na Sul-Americana. No olho do furacão, cita o pensamento positivo. 

- É humanamente impossível disputar ao mesmo tempo a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro. Acho que não se pode colocar o peso em cima do treinador mas assumo a responsabilidade. Agora é o momento do pensamento positivo pois estamos no caminho certo, faltando sete jogos para atingirmos nosso objetivo - disse Caio Júnior. 

Se depender do apoio do experiente lateral direito Alessandro, o exemplo a ser citado para os companheiros já está na cabeça e será lembrado na conversa que todos vão ter antes do treino. 

- Sou o jogador mais antigo aqui. Me lembro que em 2007 vínhamos bem no Brasileiro e fomos desclassificados na Sul-Americana. O time sentiu e largou o Brasileiro de lado. Foi um desastre. Vou lembrar isso para que não venha a acontecer novamente. A hora é de se levantar o astral e pensar que podemos conquistar um título muito importante - disse Alessandro. 

Uma lembrança de quem conhece como poucos o Botafogo, já passou por todo tipo de experiência no clube, e sabe que a panela está fervendo. O resultado final tanto pode ser uma explosão de felicidade quanto o anúncio de uma reconstrução geral em 2012.