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Joel Santana faz algum mistério, mas mantém titulares em treino alvinegro

Técnico esbraveja contra a atuação do Botafogo diante do São Raimundo, na Copa do Brasil, para que não se repita na semifinal contra o Flamengo

Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro



Lucio Flavio atento às instruções de Joel, que deu uma chamada no grupo pela derrota no Pará Conhecido pelo carinho de pai com que trata seus jogadores, Joel Santana mostrou o seu lado padrasto nesta sexta-feira. Na primeira reunião com o grupo após a derrota por 1 a 0 para o São Raimundo, em Santarém (PA), o treinador externou toda a sua indignação com o resultado obtido na primeira partida pela Copa do Brasil. Não apenas pelo resultado, mas principalmente pelo comportamento da equipe, antes e depois do confronto.

Antes do treinamento desta tarde, no Engenhão, Joel conversou com o grupo para ressaltar a sua insatisfação com o desempenho do time. Sua ideia é dar um choque no grupo antes do clássico contra o Flamengo, pela semifinal da Taça Guanabara, na próxima quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Maracanã.

- Ainda estou bronqueado por causa do nosso último resultado. Não é porque se trata do São Raimundo, mas o Botafogo não tem o direito de perder daquela maneira. Não cabe na minha ótica. Pode até ser com viagem ao Alasca. Hoje eles conheceram o meu outro lado. Papai é legal, mas também fica aborrecido e dá bronca. O time estava bem, e, perto de uma decisão, pode colocar tudo por água abaixo. Foi a primeira vez, e espero que não aconteça mais.
Para Marcelo Cordeiro, a conversa com Joel Santana foi válida. No entanto, o lateral ressaltou que a derrota para o São Raimundo está totalmente superada.

- Nós também ficamos chateados com a derrota, porque ninguém gosta de perder. Mas aquela partida ficou lá mesmo, e não trouxemos nada para o Rio. Apenas tiramos lições.

Apesar do discurso firme, Joel deixa claro que tem confiança na equipe que enfrenta o arquirrival na Quarta-Feira de Cinzas. Para o treinador, haverá tempo suficiente para que o Alvinegro se recupere do desgaste da viagem ao Pará e recupere a autoestima para disputar o clássico.

- Não é fácil viajar, chegar de madrugada, jogar no dia seguinte e logo depois retornar. Mas agora estamos preparados para tudo, pois teremos três dias de muito trabalho até o jogo.