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Juninho, do Botafogo, acerta com o Samsung-COR


                              
Juninho formalizou nesta quinta-feira a sua saída de casa, ou melhor, do Botafogo. É exatamente como um lar que o zagueiro julga ser General Severiano, mas como um adulto de 27 anos, ele sabe que o momento é de buscar sua independência. Por isso, após 165 partidas disputadas e 29 gols marcados, firmou contrato de três anos de duração com o Samsung Bluewings, da Coreia do Sul.

Em entrevista, por telefone, de Curitiba, Juninho explica que, apesar de inicialmente ter o plano de ficar no Botafogo até 2011 e estender o vínculo, entendeu que este era o momento de deixar o Brasil e buscar um rumo diferente para a carreira. E por mais distante que seja a Coreia do Sul, física ou culturalmente, o zagueiro viajará rumo à Ásia, no dia 10 de janeiro, com a certeza de que a decisão foi tomada no momento certo, embora admita que a saudade do clube do coração seja grande.

Está formalizada a sua saída do Botafogo? Qual é o sentimento que prevalece nesse momento de despedida e, ao mesmo tempo, proximidade de algo novo?

Está tudo mesmo acertado. Assinei contrato de três anos de duração e viajo no dia 10 de janeiro para a Coreia. Estou muito feliz, pois é algo novo para mim, uma coisa que sempre busquei e que nunca escondi que seria um objetivo. Mas com certeza sentirei muita saudade do Botafogo, pois devo a este clube tudo que sou como profissional. Agradeço a todos pela oportunidade e continuo a ter um carinho muito grande. Mas agora sigo nova vida.

Aos 27 anos, você vê este como o momento ideal para defender pela primeira vez um clube estrangeiro?

Tinha comigo a ideia de que, nesta idade, não poderia perder uma boa chance. Houve propostas no meio do ano, de Rússia e Espanha, mas quis ficar até o fim. Felizmente novas portas se abriram novamente, agora com três propostas concretas, e achei que seria a melhor escolha. É o maior clube da Coreia, que tem uma estrutura simplesmente fantástica, e vai disputar a Liga dos Campeões da Ásia. O próprio treinador veio ao Brasil me contratar, o que é muito importante. Além disso, o lado financeiro também contou. Foi uma decisão conversada com a família.

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Acredita que, depois do sufoco que o Botafogo viveu para escapar do rebaixamento, você deixa o clube com a sensação de alívio ou de missão cumprida?

Nunca esperaria viver essa situação difícil na volta ao Botafogo. Infelizmente os resultados que esperávamos não aconteceram e, por isso, fiz questão de sair do clube apenas quando tudo estivesse resolvido. Na minha cabeça, tinha decidido que, se essa coisa horrível de rebaixamento acontecesse, eu não sairia. Mas felizmente deu tudo certo e, apesar disso, acho que tive uma regularidade boa. Saio de cabeça erguida, pela porta da frente e deixo as portas abertas.

Diante da grande expectativa criada na sua volta ao Botafogo, após passagem pelo São Paulo, como acredita que será a reação da torcida por sua saída? Já teve alguma resposta em relação a isso?

Ainda não tive contato com torcedores, pois viajei para Curitiba no dia seguinte ao nosso jogo contra o Palmeiras. Mas com certeza o torcedor vai entender que sou profissional e que tenho uma grande oportunidade profissional fora do Brasil, para a qual trabalhei muito. Os botafoguenses sabem que tudo que devo ao clube tudo o que sou e que dei minha vida em todas as vezes que vesti essa camisa. Mesmo de longe, vou continuar torcendo. Meus filhos são torcedores do Botafogo e continuarão sendo, assim como eu.

Como imagina que será sua vida num país tão diferente do Brasil como a Coreia do Sul? Já buscou informações sobre a vida no país e no clube?

Há dois dias conversei com o Victor Simões, que jogou lá, e ele me falou muito bem do país. Disse que o idioma é difícil de aprender, mas a gente corre para o inglês, que é mais tranquilo. Além disso, terei um tradutor à disposição, o que é importante. Sei que haverá dificuldades no início, mas nós superamos. Não sairia do Brasil para sofrer. Vou morar na cidade de Suwon, que fica a 30 quilômetros de Seul. Também vi fotos e vídeos do meu novo clube, e é tudo fantástico.

Você foi o defensor que mais marcou gols no último Campeonato Brasileiro (sete). Na temporada, foram 12, sendo que oito em cobranças de falta. Pretende continuar com esta média na Coreia?

Essa é uma característica minha e pretendo dar sequência a ela treinando muito. Além disso, meu novo treinador conversou comigo e disse que vai me cobrar para que eu continue a marcar gols de falta.

Numa volta ao Brasil futuramente, o Botafogo é a primeira opção?

Para ser sincero, neste momento estou pensando apenas na ida, pois minha vontade é viver uma experiência nova e cumprir o contrato de três anos. Mas o Botafogo será sempre minha primeira opção. Tenho um apartamento no Rio de Janeiro, e é lá que pretendo viver quando encerrar minha carreira.