Dirigente do Alviverde lamenta derrota com gol de atacante na rodada derradeira do Nacional, que tirou paulistas da Libertadores
Julyana Travaglia
São Paulo
A notícia de que Jobson foi flagrado em um exame antidoping, realizado após a vitória botafoguense sobre o Coritiba, no dia 8 de novembro, aumentou o sofrimento do Palmeiras. Derrotado na última rodada do Nacional pelo time carioca por 2 a 1 e com um gol justamente do atleta, a diretoria alviverde lamentou o fato de terem sido encontrados traços de cocaína na urina do atacante, que corre o risco de ficar suspenso por até dois anos.
Na rodada derradeira do Brasileiro, o Palmeiras tinha poucas chances de ser campeão - dependia de derrotas de Flamengo e Internacional - , mas precisava de somente um empate para assegurar uma vaga na Libertadores 2010. O 2 a 1 dos botafoguenses e a vitória do Cruzeiro sobre o Santos empurraram o Alviverde para a quinta posição da tabela, frustrando os planos dos paulistas.
- Nesse caso, a punição é só ao atleta e não ao clube. Tentar relacionar um ao outro seria algo de caráter especulativo. Já que não há nenhum tipo de punição ao clube, nós só podemos lamentar, ainda mais por ter sido um atleta que marcou um gol contra nós. Mas não cabe a nós pleitear nada. A lei é clara. E isso só aumenta a nossa angustia mais um pouco - disse Genaro Marino, diretor de futebol do Palmeiras, ao GLOBOESPORTE.COM.
Sem a vaga da Libertadores, o Palmeiras vive dias de muita especulação. Comenta-se nos bastidores do Palestra Itália que Gilberto Cipullo, vice de futebol do clube, teria pedido para deixar o cargo, assunto negado pelo presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.
- Ele comentou com todos que estava muito cansado por causa da situação, que é desgastante. Mas não pediu para sair. É um momento de pressão no clube e é compreensível que se sinta cansado. Isso é normal - comentou Marino.