Marcelo de Lima Henrique vai bem na parte disciplinar, mas deixa de marcar uma penalidade para cada time na final do Carioca, entre Botafogo e Flu
Um primeiro tempo confuso e uma segunda etapa segura. Assim foi analisada pelo comentarista Arnaldo Cézar Coelho a atuação do árbitro Marcelo de Lima Henrique na partida final do Campeonato Carioca, em que o Fluminense derrotou o Botafogo, por 1 a 0, e se sagrou campeão carioca de 2012. Na primeira etapa, o árbitro deixou de marcar dois pênaltis claros, um a favor do Fluminense (veja no vídeo ao lado) e outro para o Botafogo.
- No primeiro tempo ele foi mais confuso, mas no segundo tempo mostrou toda a sua categoria e foi bem. Ele é o árbitro mais qualificado do futebol carioca - analisou Arnaldo.
Aos 21 minutos de partida, o atacante tricolor Rafael Sobis foi derrubado na área pelo jovem lateral-direito Gabriel, mas Marcelo de Lima Henrique mandou o jogo seguir.
- O jogador pôs o joelho na frente para impedir passagem do adversário, foi lance de falta. As mãos levantadas não significam nada, o lateral do Botafogo larga a bola e coloca a perna na frente. Tinha de tirar o corpo, foi falta, tinha de marcar o pênalti - disse o comentarista de arbitragem.
A penalidade favorável ao Alvinegro ignorada pelo árbitro ocorreu aos 35, quando o zagueiro Gum, do Fluminense, pôs a mão direita na bola dentro da área:
- O zagueiro corta a bola com a mão. Não alcança a bola com a cabeça e vai com a mão - afirmou Arnaldo.
Aos 40, o comentarista também observou um outro pênalti para o Botafogo, de Anderson em Loco Abreu, mas admitiu que o árbitro pode não ter visto o agarrão após um lançamento alto na área do Fluminense:
- Isso é malandragem de segurar o braço do adversário entre o braço e o corpo. É um lance que se o árbitro tivesse visto daria o pênalti.
Se não foi tão bem na parte técnica, na parte disciplinar Marcelo de Lima Henrique foi muito bem, dando cartões amarelos corretamente e expulsando bem Maicosuel, após falta dura sobre Rafael Moura, aos 40 minutos da etapa final (veja no vídeo ao lado).
- Ele chegou atrasado e deu uma rasteira por trás. Tomou o segundo cartão amarelo e aí é vermelho. Saber ganhar é difícil, saber perder é mais difícil ainda - disse Arnaldo.
No segundo tempo, o árbitro esteve melhor, mas houve um lance muito mal marcado pelo seu assistente Jackson Lourenço dos Santos, em contra-ataque do Fluminense. Ele marcou impedimento inexistente de Rafael Moura, aos 22 da etapa final.
- Não houve impedimento. O bandeirinha não estava prestando atenção. Quando vê o jogador do Fluminense receber a bola livre na frente leva um susto e levanta a bandeira.

