Estações atingidas
Fernanda Baldioti - O Globo e Bom Dia Rio
RIO - O apagão que afetou vários estados na noite desta terça-feira atingiu todas as estações de abastecimento de água do estado do Rio de Janeiro. A Cedae pede que a população economize água nas próximas 72 horas, período em que o fornecimento será normalizado.
As duas maiores estações do estado, a de Guandu - que abastece o Rio de Janeiro e municípios da Baixada - e Imunana-Laranjal - que abastece São Gonçalo, Niterói, a Ilha de Paquetá e Itaboraí - foram paralisadas das 22h de terça-feira às 4h desta quarta. Ao todo, o abastecimento dos 62 municípios atendidos pela Cedae foi prejudicado pelo apagão.
De acordo com a assessoria de imprensa da Cedae, as tubulações precisam ser enchidas aos poucos para que não haja problemas no sistema. O presidente da Cedae, Wagner Victer, ressaltou, em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio, que todo o processo de retomada é extremamente lento, porque todas as linhas secaram:
- Desde as grandes adutoras e elevatórias até o pequeno tubo que entra na casa de cada um. É um processo extremamente lento. Tem que encher cada linha, em um procedimento muito detalhado. O que faz com que muitas regiões do Rio demorem até 48 horas para voltar a receber água.
O prefeito Eduardo Paes determinou, na manhã desta quarta-feira, que a Defesa Civil monte um plano emergencial para possíveis apagões. Paes considerou como casos isolados os problemas sofridos em algumas escolas da rede municipal de ensino, que ficaram sem aula por causa da falta de água provocada pelo apagão:
- Nós temos um grupo trabalhando sob a coordenação da Defesa Civil, uma espécie de um gabinete de crise, para ficar monitorando todos os casos. Os casos que nós temos de problemas na rede municipal de ensino são casos isolados. A Cedae está tomando as providências - disse Paes, em entrevista à rede de TV Globonews.