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Dirigente do Botafogo afirma que não há problemas entre Joel e o grupo

André Silva disse que treinador tem todo o respaldo da diretoria para fazer mudanças no time alvinegro em busca de reabilitação

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Diante dos últimos tropeços do Botafogo (empate com o Macaé, eliminação da semifinal da Taça Guanaraba para o Flamengo nos pênaltis e derrota para o River Plate-SE), o torcedor tenta achar culpados em busca de uma solução para o time. Em entrevista à Rádio Brasil, nesta sexta-feira, o vice-presidente de futebol André Silva garantiu que não há problemas internos no clube e que o relacionamento do grupo com Joel Santana é bom.

- Não existe um problema do grupo com o Joel Santana. Aos torcedores que me encontram nas ruas, posso dizer que não existe um problema do grupo com o Joel. Não existe nenhum problema individualizado de um jogador. No passado, aconteceram divergências de opiniões com o Joel. Essas divergências não permaneceram. Foram conversadas e sanadas dentro do grupo. Acho que um conjunto de coisas fez com que isso acontecesse. Agora cabe ao Joel descobrir esses problemas e resolvê-los - comentou.

André Silva disse ainda que o comandante alvinegro tem todo o respaldo da diretoria para promover mudanças na equipe.

- Joel conta com todo o nosso apoio para fazer as modificações na equipe para que o time volte a jogar o bom futebol que apresentou contra o Fluminense e no ano passado.

O dirigente alvinegro falou também da possibilidade de o Botafogo contratar mais um atacante. Segundo ele, o clube segue à procura de um nome a pedido do técnico Joel Santana.

- O Joel há algum tempo vem falando sobre um atacante. Estamos monitorando o mercado e vendo questões de oportunidades e características. Apresentamos um nome para ele, que não foi aprovado, e um outro que acabou acertando com outro clube - disse André Silva.

Como perdeu para o River Plate-SE por 1 a 0, o Botafogo terá de fazer o jogo de volta para tentar uma vaga na segunda fase da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 19h30m, no Engenhão.

Marcelo Mattos espera voltar ao time em cerca de dez dias

Volante, que se recupera de inflamação em um dedo do pé direito, não sabe se permanecerá no Botafogo após fim do contrato, em junho

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Marcelo Mattos no treino do Botafogo (Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM) 
Marcelo Mattos caminha durante treino do Botafogo
(Foto: Gustavo Rotstein / GLOBOESPORTE.COM)
 
Fora do time do Botafogo desde a vitória por 3 a 2 sobre o Fluminense, pela sexta rodada da Taça Guanabara, quando já jogou no sacrifício, Marcelo Mattos espera retornar aos gramados em cerca de dez dias. O volante disse, nesta sexta-feira, em entrevista à Rádio Brasil, que está fazendo leves corridas e não sente mais dores no pé direito.

- Não tem previsão, mas espero que dentro de dez dias eu esteja jogando pelo Botafogo. Estou trotando e a cada dia aumento a velocidade. Agora não estou sentido mais dor. Por uns oito ou dez dias, eu fiquei com muita dor na sola do pé, tomando injeções e remédios para jogar. Joguei com 90% da minha capacidade contra o Fluminense e tive uma ruptura. Com um, dois minutos, a dor diminuiu, mas no fim do primeiro tempo eu fui expulso. Depois dos exames, tive uma ruptura e tive que parar. É uma lesão simples, mas muito chata - contou o jogador.

Marcelo Mattos também não tem uma confirmação sobre o seu futuro. Seu contrato termina em junho, e a ideia é renovar o vínculo ou garantir a compra dos direitos do jogador junto ao Panathinaikos, da Grécia.

- Ainda não tenho nada certo. Está com o meu empresário, que ficou de conversar com a diretoria do Botafogo. Espero que possa dar tudo certo e que eu ajude o Botafogo a conquistar títulos neste ano - afirmou.

Com Marcelo Mattos em campo, o Botafogo está invicto em 2011. Foram 17 vitórias e três empates em 20 partidas.

Efeito Túlio: torcedores vêm de longe e se emocionam com ídolo no Piauí

Fãs do artilheiro saem até do interior do Ceará para prestigiar o Barras-PI, time de Túlio. Em Teresina, criança com nome do craque conhece ídolo

Por Diego Ribeiro Direto de Teresina, PI
O Piauí é um estado carente de ídolos no futebol. Por isso, quando alguém mais famoso joga por ali, o apelo é grande. E quando o famoso em questão é Túlio Maravilha, a comoção é ainda maior. Nesta quinta-feira, grande parte das 4 mil pessoas presentes no Albertão foram assistir a Barras-PI x ABC-RN por conta da presença do ídolo. Torcedores de todos os times saudaram o camisa 7 e capitão do Barras - com destaque, claro, para os botafoguenses.

Túlio Maravilha menino Túlio (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com) 
Túlio Maravilha posa com menino Túlio e garrafa de cajuína (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)
 
Um deles merece atenção especial: o jovem Pedro Alisson, tão fanático por Túlio que colocou esse nome no filho, de apenas 11 meses. Pedro saiu da cidade de Graça, no interior do Ceará, e dirigiu por 500 quilômetros até Teresina, só para ver e tentar conhecer o grande ídolo que tem no futebol.

- É o maior ídolo que tenho, quero conhecê-lo. Vim aqui só para isso, pelo menos tirar uma foto com ele - atestou o torcedor.

Túlio Barras x ABC (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com) 
Torcedores de todos os times idolatraram Túlio
(Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)
 
Acompanhado de um amigo, gritou o nome de Túlio durante toda a partida. No fim, conseguiu acesso ao vestiário e, tremendo muito chegou perto do artilheiro para pedir-lhe uma foto. Prontamente, Túlio atendeu e posou para a imagem, em um dia que ficará marcado na memória do torcedor.

- Que emoção enorme, consegui uma foto com o Túlio. Valeu demais a pena essa viagem - emocionou-se Pedro Alisson.

Outros fãs seguiram os passos de Pedro e conseguiram chegar perto do ídolo. O menino Túlio, de 15 anos, tem esse nome em homenagem ao artilheiro. Ele nasceu pouco depois do título brasileiro do Botafogo, em 1995, e conseguiu autógrafo e fotos com o Túlio "original".

Nas arquibancadas, não eram só os botafoguenses que veneravam o jogador. Pessoas com camisas de Vasco, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Flamengo também saudavam a chegada de Túlio, que só ficou no Barras para este jogo. Para agradar ao povo de Teresina, até com garrafa de cajuína ele posou. O gol que ele prometeu teria o nome da bebida típica piauiense, feita com caju.

Na sexta-feira, ele volta para Goiânia, onde exerce a função de vereador. Na próxima semana, tem o segundo jogo contra o ABC, em Natal. A definição sobre sua permanência só sai após uma reunião entre a direção do Barras e o empresário de Túlio.

Túlio Maravilha (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com) 
Túlio Maravilha acena para torcida. Já é a despedida? (Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)

Bloco dos clubes cariocas também quer cuidar dos esportes olímpicos

Presidentes confirmam que farão reuniões periódicas para tratar de estrutura, planejamento e condições de trabalho dos atletas

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
A cinco anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco decidiram se unir também em prol das modalidades olímpicas e divisões de base do futebol. Segundos os presidentes dos clubes, o bloco formado pelos quatro grandes do Rio de Janeiro – anunciado nesta quinta-feira após divergências com o Clube dos 13 sobre as negociações de transmissão do Campeonato Brasileiro – terá reuniões periódicas para tratar de assuntos referentes a estruturas, planejamentos e condições de trabalho dos atletas.

Clubes do RJ anunciam rompimento com o Clube dos 13 (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação) 
 
Clubes do Rio se unem para investir em divisões de base e olímpicos (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação)
 
- É indispensável. Os clubes do Rio não têm um centavo de investimento público. A gente está esperando o quê? Se o Rio decidiu fazer uma Olimpíada, é mais do que justo que se invista muito pesado no trabalho, nas condições estruturais, e é isso que queremos fazer. Porque são os clubes que pagam isso sozinhos – afirmou Patrícia Amorim, presidente do Flamengo.

Assim como a dirigente rubro-negra, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen acredita que é necessário mais investimento fora do âmbito do futebol. Ele confirmou que houve uma reunião, com duração de 3h, entre os representantes dos quatro clubes grandes do Rio nesta semana para dar início a conversas sobre o assunto.

- Em poucas horas de reunião, vimos uns cinco, seis temas que eram exatamente idênticos. Rentabilidade das propriedades comerciais, visão de médio e longo prazo, além das divisões de base, para as quais já criamos um bloco específico. Já fizemos uma reunião essa semana, avaliando ética, conduta, planejamento, competições. Não houve nenhuma divergência – garantiu.

No Botafogo, a preocupação também visa o âmbito nacional. Segundo o presidente Maurício Assumpção, os clubes com investimentos governamentais ainda têm vantagens sobre aqueles que tem times de futebol.

- A questão do esporte olímpico é um problema sério. Formamos talentos na natação, no basquete e vôlei. E, na hora que você quer montar uma equipe de ponta, não consegue. Aí vem essas equipes de clubes que vivem de incentivo fiscal, que têm um monte de projeto aprovado e pronto – lembrou Assumpção.

Uma das soluções para o problema de falta de investimento financeiro pode ser parcerias com empresas e até mesmo com governos, segundo o presidente do Vasco, Roberto Dinamite.

- Somos clubes formadores. Tem que se abrir uma discussão. Vamos buscar de forma conjunta com governos e empresas para que a gente possa ter condição de dar a nossa contribuição – disse o dirigente.

Presidentes dos clubes do Rio negam dívida com Clube dos 13

Dirigentes alegam que todos os repasses de verbas de transmissões de televisão disponíveis já foram antecipados pela instituição

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
Desde o primeiro momento em que veio à tona a divergência de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco com o Clube dos 13 em relação à negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2012, o presidente da entidade, Fábio Koff, cita divídas de R$ 60 milhões para justificar pendências dos clubes com a instituição. Durante coletiva na manhã desta quinta-feira, os dirigentes foram perguntados sobre a questão e negaram que haja qualquer valor devido ao C-13.
- Não me parece que o Clube dos 13 seja uma instituição financeira. Se nós temos dívidas, e obviamente temos, é com quem nos dá receita, com quem é nosso parceiro comercial, e, efetivamente, instituições financeiras, de onde tiramos o dinheiro. Não temos uma relação com o Clube dos 13 nesse âmbito. Ele recebe a verba e repassa aos clubes - afirmou o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção.

Clubes do RJ anunciam rompimento com o Clube dos 13 (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação) 
Os presidentes Roberto Dinamite, Maurício Assumpção, Patrícia Amorim e Peter Siemsen durante entrevista coletiva para explicar a divergência com o Clube dos 13 (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação)
 
O dirigente, que foi o porta-voz dos presidentes dos quatro grandes cariocas na entrevista, citou ainda que, no momento, não há mais repasses de verbas pendentes com o Clube dos 13.

- Como não temos mais verba para receber, porque algumas estão antecipadas e já têm um encaminhamento a ser efetuado, eu não vejo motivo algum para estarmos preocupados. Até porque não estamos recebendo esse dinheiro. Esse tipo de argumento não nos deixa preocupados. Muito pelo contrário. Essas dívidas existem, têm sido honradas, e as pessoas que têm que receber estão recebendo - garantiu.

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, também nega dívidas com o C-13 e acredita que o argumento usado por Koff pode ser interpretado de forma ameaçadora para que os clubes não se decidam pela formação de um bloco independente de negociação com as emissoras de televisão e outras mídias.

- Se a avaliação limita a nossa independência, eu entendo isso como uma certa ameaça. Se nós temos dificuldades financeiras, como todo clube brasileiro tem, e o Clube dos 13 é uma associação que nos pertence, então ela tem que estar preocupada com a situação financeira dos clubes, e não ficar nos questionando se estamos tomando uma decisão diferente. Não se pode misturar, como se dissesse que, a partir do momento que você pega dinheiro aqui, tem que seguir como um cordeirinho. Não, não vamos aceitar isso - afirmou.

Dirigentes alegam pressão de patrocinadores


Roberto Dinamite, presidente do Vasco, procurou mostrar que, além da verba direta, há outras preocupações que os clubes do Rio de Janeiro precisaram ter na hora de decidir pelo novo bloco. Pressão de patrocinadores foi uma delas.

- A visibilidade da parceria é tão importante quanto a parte financeira, a sua marca sendo colocada de forma correta - disse Dinamite. A visibilidade da parceria é tão importante quanto a parte financeira"
Roberto Dinamite
 
Maurício Assumpção revelou que chegou a ser procurado por patrocinadores quando houve a divulgação das exigências do Clube dos 13 para o novo contrato de direitos de transmissão do Brasileirão.

- Na hora que você vai negociar, quais são os aspectos relevantes? Só a questão financeira ou a pressão que você recebe dos seus patrocinadores e parceiros comerciais? Eles falam o seguinte: “Amigo, onde é que você vai colocar a minha marca? Em quantos programas esportivos? Fora da grade esportiva, quantas vezes minha marca aparece?” Eles querem saber. Porque hoje ele tem isso. E eu posso falar que não é assim, talvez diminua. Eles podem dizer que não confiam, que não acreditam, que, se diminuir a audiência deles, eles diminuem a receita. E eu tenho uma responsabilidade. Tenho que pagar em dia, tenho que honrar compromisso, pagar as antecipações que eu fiz. Então, esse é um aspecto altamente relevante para nós - afirmou.

 
- Hoje, é uma questão em que a TV A e a TV B vão ter que sentar para conversar de que forma vão resolver isso. O grande impedimento que eu vislumbro é que talvez a A tenha placas publicitárias diferentes da B. Aí, você tem um problema de transmissão, de quem é que vai passar. A questão é que hoje podem dizer que estamos fazendo besteira, que vamos sair enfraquecidos. E eu digo o contrário. Nós estamos fortalecidos - afirmou o presidente do Botafogo, reiterando que a formação do bloco dos cariocas teve respaldo dos setores jurídicos dos clubes.
Hoje podem dizer que estamos fazendo besteira, que vamos sair enfraquecidos. E eu digo o contrário. Nós
estamos fortalecidos"
Maurício Assumpção
 
Para Peter Siemsen, caso o grupo formado pelos quatro grandes do Rio acerte os direitos de transmissão de seus jogos com uma emissora que não seja a mesma escolhida em concorrência pelo C-13, a situação será “normal e transitória”.

- Como nós temos compromissos de pagamento de salário aos atletas, mercadológicos, esportivos, viagens, sabemos que não há possibilidade de os clubes ficarem sem televisão durante um ano inteiro. Sabemos que vamos chegar a um acordo comum. Se três ou quatro disserem que não querem mais, qual vai ser o tempo de vida que eles vão ter para fazer frente às demandas financeiras? Então, por necessidade e capacidade de negociação empresarial, nós temos certeza de que vamos chegar a um denominador comum.

Globo confirma carta do C13, mas não participação

Emissora, atual detentora dos direitos de TV do Brasileiro, só dará definição após análise detalhada do edital

Alessandro da Mata
São Paulo
 
A TV Globo recebeu a carta convite para a participação na licitação do Clubes dos 13 a respeito dos direitos do Brasileiro na TV aberta. Porém, não confirmou se participará do mesmo.

Assessoria de imprensa da emissora, atual detentora dos direitos de transmissão, informou apenas que os critérios estabelecidos estão sob análise. E que não há prazo definido para a sua confirmação na concorrência.

O C13 lançou nesta quinta-feira o edital e enviou cartas convites à TV Globo, Record, Rede TV, SBT e Bandeirantes. Mesmo ciente de que as duas últimas não apresentam condições financeiras para entrar na disputa.

A entidade abrirá os envelopes com as porpostas dia 11 de abril. E aguarda por duas ofertas: uma para 20 clubes, e outra com 14. Isso considerando os dissidentes Corinthians, Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense e Coritiba.

Grupo repete discurso da eliminação para o Fla: 'Ainda não acabou'

Jogadores transferem para a Copa do Brasil pensamento de otimismo após novo resultado decepcionante

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
jogadores Botafogo x Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com) 
Jogadores durante a disputa de pênaltis contra
o Fla (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
 
Como consolo para a eliminação da Taça Guanabara, o Botafogo encontrou a disputa do segundo turno do Campeonato Carioca. E para manter o ânimo após a derrota por 1 a 0 para o River Plate-SE, pela Copa do Brasil, o Alvinegro se apegou ao confronto de volta, na próxima quarta-feira, no Engenhão. Para os jogadores, ainda não é o momento de lamentar a péssima atuação em Aracaju.

- Vamos trabalhar para dar a volta por cima, porque ainda não acabou. Sabemos da responsabilidade que é defender o Botafogo. Não fizemos um bom jogo, mas temos a partida de volta. Nós jogadores acreditamos - destacou o lateral-direito Alessandro.

Para Somália, que foi mantido na equipe titular e mais uma vez terminou uma partida atuando na lateral esquerda, a eliminação para o Flamengo não teve influência na atuação do Botafogo contra o River Plate-SE. O jogador ainda descartou que a equipe sinta de alguma forma o mau retrospecto recente na Copa do Brasil, da qual foi eliminado ainda na segunda fase nos últimos dois anos.

- O retrospecto não é bom, mas acredito é na competência. Ainda não acabou, assim como ainda não acabou o Campeonato Carioca para o Botafogo - frisou.

Clube dos 13 divulga licitação para cessão dos direitos do Brasileirão

Emissoras interessadas em transmitir o Campeonato Brasileiro nos próximos três anos receberam a carta nesta quinta-feira

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
O Clube dos 13 divulgou nesta quinta-feira, após reunião de sua diretoria, a licitação para definir a cessão dos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de futebol da Série A para o triênio 2012/2013/2014.

Após muitas discussões nos últimos dias, com Corinthians, Flamengo, Fluminense, Vasco , Botafogo e Coritiba ameaçando romper para negociarem sozinhos os seus direitos, o C-13, em nome do presidente Fábio Koff, enviou a carta para as emissoras interessadas em concorrer no processo - foram cinco convidadas: Globo, Bandeirantes, Record, SBT e RedeTV. Além da TV aberta, serão negociados os direitos com TV fechada, pay-per-view, telefonia móvel e internet.

As empresas interessadas têm até as 10h do próximo dia 11 de março para enviarem as suas propostas, em envelope fechado. No mesmo dia, o Clube dos 13 irá divulgar o vencedor, que terá um mês para assinar o contrato.

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Mesmo depois do fim da carreira, Ronaldo ainda é fenômeno financeiro

Parceiros mantêm acordos longos após adeus. Transferências milionárias acompanharam a trajetória do atacante

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Ronaldo na coletiva de despedida (Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM) 
Na despedida, Ronaldo usou camisa da Nike
(Foto: Marcos Ribolli / GLOBOESPORTE.COM)
 
Ronaldo, o primeiro grande craque da era digital, foi também pioneiro na era de cifras astronômicas em transferências, salários e patrocínios no mercado da bola. Ao longo da carreira, o atacante acumulou uma fortuna que já passou de meio bilhão de reais. Valor que continuará crescendo, tamanha a força do Fenômeno no mercado. Não será surpresa se o atacante repetir Pelé, presença constante em campanhas de marketing mesmo quase trinta anos depois de pendurar as chuteiras.

Os atuais parceiros de Ronaldo nem  cogitam romper acordos após o adeus aos gramados. Pelo contrário, a perspectiva é de pegar carona na comoção nacional e estreitar ainda mais os laços comerciais. Sem a rotina de treinos, viagens e jogos, sobra tempo para projetos de marketing. 

Nesta quinta, o ex-jogador estará em uma convenção da Ambev no Anhembi, em São Paulo. A empresa paga R$ 2 milhões anuais ao astro, tem contrato com Ronaldo até depois dos Jogos Olímpicos de 2016, e sinaliza com renovação até 2020. A Claro, que desembolsa valor semelhante, não abre mão do Twitter oficial do jogador. O acordo com a Hypermarcas    também não será rompido. A empresa ajudou a sustentar o astro no Corinthians, com R$ 40 milhões ao ano para estampar produtos no uniforme. Deste valor, R$ 18 milhões são de Ronaldo. Há cláusula que permite rompimento em caso de aposentadoria, mas o jogador pretende continuar sendo uma espécie de embaixador corintiano. O grupo também planeja fazer parte dos futuros projetos da '9ine', empresa de agenciamento de atletas da qual o Fenômeno é um dos sócios. O lutador Anderson Silva é um dos nomes do casting.  Neymar é o grande sonho da marca.
A imagem de superação de Ronaldo é única, e vai continuar sendo. Nos EUA, por exemplo, ninguém vende mais no basquete que o Jordan, que também já parou"
Mário Andrada, diretor de comunicação da Nike
 
Além de atletas, bebidas, creme de barbear e serviço de telefonia, Ronaldo continuará divulgando material esportivo mesmo sem entrar em campo. A Nike, com quem o Fenômeno tem acordo desde 1993, usa o exemplo da NBA para manter o astro como seu grande trunfo no mercado nacional: Michael Jordan, aposentado desde 2003, ainda é comercialmente mais forte que Kobe Bryant e LeBron James, outros contratados da empresa nos EUA.

- Nosso relacionamento com o Ronaldo é antigo e ainda vai durar muito – diz Mário Andrada, diretor de comunicação da Nike no Brasil - Não é só uma relação comercial, é uma relação institucional. O lado comercial não muda, não está escrito no contrato que ele tem de jogar. Temos outros exemplos. A principal marca de produtos de basquete nos EUA é a do Jordan até hoje, ninguém vende mais do que ele. A Mia Hamm ainda é líder no futebol feminino, Lance Armstrong a mesma coisa. Se hoje somos número um no mercado de futebol, devemos ao Ronaldo, que participou de todo o nosso processo desde o início.

A fórmula do sucesso comercial do Fenômeno não está apenas nos gols e arrancadas do passado. O atacante é carismático. E aprendeu desde cedo os segredos do mercado. Na comemoração dos gols, o dedo indicador para o alto lembrava uma propaganda de cerveja. Nos pés, modelos exclusivos de chuteira viraram moda.

- A última final de Copa em que todos jogaram de chuteiras pretas foi a de 94. Em 98, Ronaldo jogou a Copa com uma chuteira personalizada, que ele ajudou a desenvolver. E virou tendência mundial. Sempre achamos que o importante para uma chuteira era ser resistente, proteger o pé do atleta. Foi ele que uma vez chegou no laboratório e mudou tudo. Ele fez questão que as chuteiras fossem leves e dessem firmeza para rápidas mudanças de direção e velocidade. Hoje temos chuteiras para defensores, meias, atacantes. Tudo começou lá atrás com o Ronaldo.

Ronaldo com a taça da Copa do Mundo (Foto: Reuters) 
Título da Copa de 2002: início da imagem de herói
que sobrevive a lesões  (Foto: Reuters)
 
Marcel Marcondes, diretor de marketing da Ambev, lembra que nem o escândalo de Ronaldo com travestis em 2008 foi suficiente para abalar sua imagem vencedora.

- A gente nunca fez esse tipo de cálculo, mas é claro que o Ronaldo se paga. Ele errou. Mas o fato de ter errado não significa que não continua sendo exemplo para uma série de coisas. Na balança, é infinitamente maior o que ele agrega tendo vindo de baixo e vencido. A mensagem que ele passa aos brasileiros é: eu era humilde, joguei bola, a vida me pregou umas peças pesadas, e eu não desisti - comentou o executivo, em entrevista ao programa Sportv Repórter.

O empresário Sérgio Amado,sócio de Ronaldo na 9ine, é um dos que mais vão lucrar com a aposentadoria do Fenômeno, já que, agora, o ex-atacante  volta todas suas atenções para o desenvolvimento da agência.
-  Imagina o Ronaldo telefonando para marcar uma reunião com um cliente? Esse ativo vale uma fortuna, ninguém tem isso - explicou Amado, também ao Sportv.
 
Salto no mercado de transferências

Ronaldo brilha no mercado publicitário como brilhou no de transferências. Para se ter ideia da mina de ouro que é o Fenômeno, basta compará-lo a Romário, seu antecessor na Seleção Brasileira. O início da trajetória da dupla na Europa foi idêntico – do PSV para o Barcelona. A diferença está nas cifras. Romário saiu da Holanda para a Espanha em 1993. Tinha 27 anos, com uma medalha de prata em Olimpíada (1988), um título da Copa América (1989) e participação na Copa de 90 – que só não foi maior devido a uma lesão. 

O Barcelona pagou R$ 8,5 milhões pelo Baixinho. Três anos depois, o clube catalão desembolsou quatro vezes mais por um atacante de 20 anos, que não saiu do banco na Copa de 94 e chegou aos Jogos Olímpicos de Atlanta na reserva – ao longo da competição, ganhou a posição que pertencia a Sávio. Os espanhóis sabiam que não se tratava de um jogador qualquer. E lucraram.


 Do Barcelona, Ronaldo saiu para o Inter de Milão por R$ 54, 4 milhões, em 97. Em 2002, foram mais de R$ 100 milhões desembolsados pelo Real Madrid. Até hoje, nos tempos em que Fernando Torres custa R$ 133 milhões, a compra do clube merengue figura na lista das maiores da história – é a 11ª.

 A saída para o Milan, com Ronaldo já em baixa depois da Copa de 2006, foi bem mais modesta. Custou aproximadamente R$ 18 milhões. Com a lesão no joelho em fevereiro de 2008, o clube italiano não quis renovar seu contrato. O Fenômeno viajou para se tratar no Brasil, usou instalações do Flamengo, mas fechou com o Corinthians no início de 2009. Como o jogador estava sem contrato, não houve pagamento pela transferência.

Movimento 'Fora Joel' não assusta diretoria do Botafogo

Treinador tem apoio da diretoria, que garante não mudar planos até avaliação em maio

Marcelo Benevides
Rio de Janeiro (RJ)
 
Foi só o vexame se materializar para movimentos na internet ganharem corpo. Depois da derrota (1 a 0) para o River Plate (SE), na estreia na Copa do Brasil, o Botafogo já vive o seu dia de cão na volta ao Rio de Janeiro. O primeiro a sentir na pele foi o técnico Joel Santana, que teve a sua cabeça pedida em uma rede social. A diretoria alvinegra está ciente do ocorrido e garante a permanência do comandante até maio, quando as partes farão uma avaliação do trabalho desenvolvido.

Um dos mais indignados com o pífio resultado em Aracaju, o gerente de futebol, Anderson Barros, já previa os protestos da torcida, e confirmou o interesse na continuidade de Joel à frente da equipe.

- Não temos nenhum problema com o Joel. Pelo contrário, é um profissional respeitado por tudo o que fez no futebol. A intenção é seguir até o período em que teremos uma conversa - afirmou Anderson.

A semana promete ser intensa no clube. Depois da folga de domingo sendo cortada pela cúpula alvinegra, os jogadores só terão descanso apenas no domingo de carnaval. Serão nove dias de muito trabalho, com dois jogos no meio - River Plate (SE), na próxima quarta, e Volta Redonda, dia 5, pela primeira rodada da Taça Rio. O que poderia gerar um desconforto no grupo pode ser um elemento na melhora do condicionamento da equipe, segundo Anderson Barros.

- Ainda não deu tempo de conversar com os jogadores direito. Acabamos de chegar ao Rio e, no treinamento desta sexta, colocaremos para ele a importância de aprimorar a condição física e técnica - minimizou ele.

Preparador diz que Herrera está com dificuldades para recuperar a forma

Dudu Fontes reconhece que problema acontece desde o Brasileirão

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
botafogo desembarque (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com) 
Herrera (centro) no desembarque do Botafogo
(Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)
 
O atacante Herrera machucou o ombro esquerdo no dia seis de outubro de 2010. Teve que ser submetido a uma cirurgia, mas a expectativa era de que retornasse aos jogos na reta final do Brasileirão. Não conseguiu. O argentino só voltou a jogar em 2011, já no Campeonato Carioca, mas ainda não conseguiu repetir as boas atuações de antes. O preparador físico Dudu Fontes reconheceu que a solução para o caso vem sendo difícil.

- Eu estaria fugindo da responsabilidade se falasse que é apenas uma questão técnica. É um atleta que fez a pré-temporada, tem se esforçado, mas, desde quando voltou da última contusão, tem dificuldades para recuperar a forma. Temos conversado com o jogador e buscado uma solução. Não é de agora, é desde o Campeonato Brasileiro do ano passado - disse Fontes, em entrevista à Rádio Brasil.

No Campeonato Carioca, Herrera marcou três gols, contra sete de Loco Abreu, cinco de Renato Cajá e quatro de Caio. Mas, apesar de não estar no melhor da forma, segue com moral junto ao técnico Joel Santana. Ele foi o capitão do time na derrota para o River Plate-SE no jogo da última quarta-feira, em Aracaju.

Botafogo estuda promoção de ingressos para jogo contra o River-SE

Diretoria espera vencer desânimo da torcida após derrota com preços atrativos em partida de volta no Engenhão

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Além de não ter conseguido eliminar o jogo de volta contra o River Plate, o Botafogo terá de vencer por dois ou mais gols de diferença a equipe sergipana para avançar à segunda fase da Copa do Brasil. Na tentativa de driblar o provável desânimo da torcida – que pode se traduzir em falta de público – e incentivar o apoio, a diretoria alvinegra estuda fazer uma promoção de ingressos para o compromisso da próxima quarta-feira, às 19h30m, no Engenhão.

O planejamento de integrantes da diretoria surgiu ainda em Aracaju, na madrugada desta quinta-feira, poucas horas depois da derrota por 1 a 0 para o River Plate. A intenção é tentar vencer o pessimismo instaurado nos alvinegros após a péssima atuação em Sergipe contrapondo com preços atrativos para levar bom público ao estádio.

Assim, a ideia já está em estudo em General Severiano. O clube também conta com a classificação na próxima quarta-feira para alavancar a partida do sábado seguinte, contra o Volta Redonda. No dia da primeira rodada da Taça Rio haverá um baile de Carnaval no Engenhão e será conhecido o samba oficial do Botafogo, em concurso promovido pelo departamento de marketing do clube.

Presidentes dos clubes do Rio se unem para negociar direitos de TV

Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo reiteram que estão fora do formato de licitação do Clube dos 13, embora continuem filiados à entidade

Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
Os presidentes dos quatro grandes clubes cariocas reafirmaram a insatisfação conjunta com o modelo utilizado pelo Clube dos 13 para negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir da edição de 2012. Na manhã desta quinta-feira, os dirigentes deram uma coletiva em um hotel no Rio de Janeiro e formalizaram a formação de um bloco entre Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco para tratar da questão diretamente com as emissoras de TV. No entanto, esclareceram que a discordância com o C-13 tem caráter urgente e específico, ou seja, não sacramenta a desfiliação dos clubes com a entidade.

Clubes do RJ anunciam rompimento com o Clube dos 13 (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação)Roberto, Maurício, Patrícia e Peter: cariocas unidos nas negociações (Foto: Alexandre Vidal / Divulgação)

- Nenhum de nós aqui presentes temos nada contra o Dr. Fábio Koff (presidente do Clube dos 13). Respeitamos ele, até porque ainda somos filiados. O que nenhum de nós concorda é com a forma como isso está sendo tratado. Isso nos levou a tomar essa atitude de rompimento com relação específica à negociação. Existe uma ruptura. Como foi o caso do Corinthians? Não. Só não estamos autorizando o Clube dos 13 a falar mais em nosso nome – disse o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, reafirmando que enviou uma carta a Koff nesta quarta-feira para se retirando da comissão do C-13.

O presidente do Fluminense concordou com a explicação de Assumpção, mas deixou em aberto uma possível ruptura final com o Clube dos 13.

- Estamos muito pragmáticos em relação a tudo isso. A questão é simples. Nós não concordamos com o formato da negociação do Clube dos 13. Não estamos aqui para levantar bandeira. Nesse momento, continuamos filiados. Mas nada impede que, no futuro, possamos rever essa decisão – garantiu.

Estudo de audiência decidirá cotas de cada clube

Maurício Assumpção foi o porta-voz do grupo durante a coletiva de imprensa. Começou, inclusive, lendo um comunicado, em nome dos quatro presidentes, onde relatava a decisão de ruptura com o C-13. Na sequência, partiu dele também a explicação sobre como será as ações do novo bloco entre os cariocas, que será dividido em duas equipes formadas por executivos das áreas jurídicas e comerciais dos clubes.

O presidente do Botafogo relatou também que essas equipes ficarão responsáveis por fazer estudos de métricas, relacionadas, no caso das transmissões de TV, com as audiências. Assim, será definida a divisão de cotas que cada clube deverá receber.

- Hoje existe uma divisão do Clube dos 13 com qual não concordamos. Mas aqui cabe uma transparência. Se o Flamengo vai ganhar mais porque constatamos isso através do mercado publicitário ou audiência, está feito. A gente aceita. Eu que tenho que saber onde me posicionar. O que tenho que fazer para a minha torcida crescer ou comprar mais pay-per-view. Estamos muito tranquilos em relação a isso - afirmou Assumpção.

Presidente do Flamengo, Patrícia Amorim não quis falar muito na coletiva. Até brincou que pensava que não seria “tão solicitada”. No entanto, a dirigente colocou a posição do Rubro-Negro e reforçou a necessidade da essência do Clube dos 13.

- Com quatro cabeças pensando fica mais difícil ter erro. Possibilidade de dar certo é muito maior. Temos dúvidas e sugestões que queremos fazer prevalecer. Queremos participar mais ativamente. Para mim, seria fácil negociar sozinha. Aparentemente, o Flamengo ficaria em uma situação muito confortável. Mas a essência do Clube dos 13 precisa ser mantida, que é a discussão dos problemas para encontrar as melhores soluções e o melhor formato – disse Amorim.

Roberto Dinamite, presidente do Vasco, acredita que a decisão da formação do bloco foi a mais acertada. Para ele, até as torcidas dos quatro clubes ficaram satisfeitas com o resultado final das negociações.

- Nós estamos abertos ao diálogo e vamos discutir somente o que for melhor para o futebol do Rio. É um feito inédito.Estamos representando também os nossos torcedores e a força que eles têm – concluiu.

Alessandro pede coragem: 'No Botafogo, céu e inferno estão lado a lado'

Lateral-direito lembra necessidade de reação após derrota para o River-SE e promete equipe vibrante na partida de volta, no Engenhão

Por Gustavo Rotstein Aracaju

Mais do que o placar de 1 a 0, a atuação do Botafogo na derrota para o River Plate-SE, na última quarta-feira, foi responsável por abalar ainda mais um ambiente já conturbado desde a derrota nos pênaltis para o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara. E se a diretoria não poupou críticas, um dos líderes do grupo destacou que o momento é de não fugir da responsabilidade, diante da necessidade de reagir e avançar na Copa do Brasil com uma vitória no Engenhão, na próxima quarta-feira.

- Temos que assumir. Quero ver quem é homem para dar a cara para bater. E no Botafogo, céu e inferno estão lado a lado. Não adianta achar um culpado. É hora de encarar a realidade, analisar os erros e reagir na partida de volta - disse.

Alessandro admitiu que o Botafogo não teve boa atuação diante do River Plate. No entanto, garantiu que o elenco terá força suficiente para absorver as críticas conquistar o resultado necessário para avançar à próxima fase da Copa do Brasil.

- É um momento crítico, porque o time queria vencer mas não jogou como o planejado. Tenho certeza de que o grupo está calejado e vai se superar. Quem for ao Engenhão vai ter uma equipe vibrante - destacou. 

Somália afirma que Joel fez falta contra o River Plate-SE

No entanto, volante admite que ausência do treinador à beira do campo não influenciou na derrota por 1 a 0 em Aracaju

  Por Gustavo Rotstein Aracaju

 A pouco mais de 24 horas da partida, o Botafogo soube que não poderia contar com Joel Santana à beira do campo na partida contra o River Plate-SE. O treinador cumpriu, na Copa do Brasil, suspensão pela expulsão na última rodada do Brasileirão do ano passado e, segundo Somália, fez falta na derrota por 1 a 0 na última quarta-feira, em Aracaju.

- Sempre faz falta. Mas independentemente de quem esteja ali, precisamos fazer o que ele pede. Não adianta o Joel passar a instrução e a equipe não fazer - frisou.

Mas será frente a frente com os jogadores que Joel Santana falará sobre suas impressões e insatisfações em relação ao desempenho da equipe na partida. Para Somália, o momento é de refletir sobre o comportamento da equipe em campo para tentar apagar o vexame com a classificação na partida de volta, na próxima quarta-feira, no Engenhão.

- O Botafogo é uma grande equipe e não pode cometer esses erros. A Copa do Brasil é um torneio curto, e precisamos ter a consciência de que lance é importante. O momento é de ter tranquilidade e de pensar no que aconteceu.

Após derrota, Botafogo chega ao Rio com folga de domingo cassada

Em Aracaju, janela do quarto de hotel de Alessandro e Márcio Rosário é atingida por pedra na madrugada

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Madrugada mal dormida e mais trabalho foram as consequências da derrota por 1 a 0 para o River Plate-SE, na última quarta-feira, em Aracaju, pela primeira fase da Copa do Brasil. Os jogadores alvinegros desembarcaram no Rio de Janeiro por volta das 6h30m desta quinta já avisados de que a folga inicialmente programada para domingo foi cassada.

A obrigação de disputar a partida de volta, na próxima quarta-feira, no Engenhão, e a péssima atuação diante do River Plate fizeram diretoria e comissão técnica suspenderem o descanso inicialmente programado. Portanto, a única folga da semana será nesta quinta, com a reapresentação na tarde desta sexta, quando o grupo deverá conversar pela primeira vez com o técnico Joel Santana sobre o que aconteceu no último jogo.

Desembarque dos jogadores do Botafogo (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte) 
Após vexame em Aracaju, jogadores desembarcam de cara fechada (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte)
 
Aracaju acolheu o Botafogo com carinho e histeria, mas se despediu com vandalismo. Por volta das 2h desta quinta, quando dormia no hotel antes de seguir para o aeroporto de Aracaju, o lateral-direito Alessandro acordou de forma repentina. A janela do quarto no qual estava hospedado com o zagueiro Márcio Rosário foi atingida por uma pedra.

- Levei um susto com o barulho, mas não consegui identificar quem atirou a pedra. Só vi que a janela ficou estilhaçada - disse o jogador.

Após derrota, dirigente critica: 'É inadmissível uma atitude como essa'

 Gerente de futebol do Botafogo destaca a grande responsabilidade dos jogadores na derrota para o River Plate-SE

Por Gustavo Rotstein Aracaju

 Não demorou quase nada para surgirem as consequências da péssima atuação diante do River Plate-SE. Ainda no vestiário do Batistão, alguns minutos depois da derrota por 1 a 0, o gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros, mostrou toda a sua insatisfação e avaliou como inaceitável o desempenho dos jogadores na partida de Aracaju.

- É inadmissível o departamento de futebol ter uma atitude como essa. Não apenas pelo resultado, porque o jogo tem suas variáveis, mas se pode admitir uma participação como a de hoje nos aspectos técnico, tático e físico. O departamento de futebol se sente na obrigação de dar uma resposta, principalmente à presidência, mas também à vice presidência de futebol, financeira e de marketing. Todos esses segmentos têm feito o máximo de esforço pelo clube. O departamento de futebol tem sua responsabilidade, não somente em nome da gerência e da comissão técnica do Joel, mas também, e principalmente, dos atletas. Até porque, quando os trouxemos, eles foram avaliados e percebemos que muitos deles têm condições suficientes para estarem no elenco. Não há por que termos uma participação como a de hoje.

Anderson Barros, entretanto, preferiu ainda não buscar as causas da atuação desta quarta-feira. Segundo ele, todos os envolvidos devem pensar as atitudes que tiveram na partida contra o River Plate.

- Qualquer avaliação agora seria precipitada. Temos uma base do elenco desde o ano passado e trouxemos atletas de nível extremamente razoável para compor o grupo. Acho que não passa exclusivamente pelo potencial dos atletas, mas é importante todos darem uma repensada. E mais uma vez lembro que o Botafogo tem dado todas as condições de trabalho e cumprido as obrigações com os jogadores.

O técnico Joel Santana não deu entrevista coletiva após o jogo por conta da suspensão que cumpriu nesta quarta-feira (assistiu ao jogo de uma cabine de rádio).

Botafogo pede desculpas após derrota em Aracaju

Somália não admite tropeço para o River Plate-SE

River Plate x Botafogo (Foto: Ana Licia Menezes)
 
Somália até tenta afastar, mas leva a pior e vê a bola entrar (Crédito: Ana Licia Menezes)
 
LANCEPRESS!
Rio de Janeiro (RJ)
 
O bom público que compareceu ao Batistão para apoiar o Botafogo voltou para a casa desapontado. O time não correspondeu em campo, e a derrota era o único resultado capaz de frear a festa produzida pelos alvinegros presentes em Aracaju. No fim, o elenco reconheceu o fiasco pela derrota por 1 a 0 para o River Plate-SE e só restou lamentar a fraca atuação na estreia na Copa do Brasil.

- Perdemos no peito para eles. Uma equipe do nosso porte não pode se dar ao luxo de perder para um adversário inferior. Ficamos devendo ao torcedor que veio aqui no estádio. Peço desculpas em nome dos jogadores - disse Somália.

Porta-voz da equipe depois do jogo, o volante deu sorte por Joel Santana não estar à beira do campo. Por conta da suspensão do STJD, o treinador alvinegro teve de assistir de uma cabine de rádio ao fiasco em campo. E Somália foi um dos que mais estiveram na alça de mira do irritado técnico, que volta e meia reclamava da postura tática do combativo jogador.

- O Joel fez falta no campo, mas independentemente disso, temos de fazer o que ele pedir. Foi o que eu procurei fazer. Infelizmente, a derrota nos puniu - defendeu-se ele

Capitão desabafa após vitória: 'Agora eles sabem quem é o River Plate'

Zagueiro Valdson comemora retorno ao Rio de Janeiro para o jogo de volta contra o Botafogo pela Copa do Brasil

Por Gustavo Rotstein Aracaju

O time que entrou como azarão deixou o campo consagrado. Apesar de ter a minoria da torcida na arquibancada do Batistão, nesta quarta-feira, o River Plate-SE aproveitou o momento de glória para comemorar e desabafar depois da vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo. Ex-jogador alvinegro, o zagueiro Valdson misturou euforia com seriedade, lembrando a façanha de forçar a partida de volta no Rio de Janeiro, dia 3 de março.

- Agora eles sabem quem é o River Plate. Ainda bem que vocês (jornalistas do Rio) vieram aqui. Se alguém contasse, vocês não acreditariam. Já joguei nos grandes estádios do Brasil, mas nunca havia estado no Engenhão. Felizmente vou realizar esse desejo - comemorou o jogador de 35 anos, capitão da equipe sergipana.

Herói da vitória, o atacante Bebeto Oliveira também deu um tom de resposta em suas declarações sobre a vitória.

- Não acho que o Botafogo nos subestimou. Já joguei em grandes clubes e sei que a equipe grande sempre chega achando que vai vencer por dois ou três gols e que vai ser fácil. Nosso time entrou em campo determinado e sabendo que poderia aproveitar as oportunidades - disse.

Após derrota, Herrera afirma: 'Não jogamos nada'

Atacante argentino pede união ao time após tropeço para o River Plate-SE e Somália garante luta no Rio de Janeiro

LANCEPRESS!
Rio de Janeiro (RJ)
 
Após a derrota por 1 a 0 para o River Plate-SE, na noite desta quarta-feira, o atacante Herrera afirmou que a equipe do Botafogo não jogou nada. O jogador, porém, afirmou que é o momento de o elenco alvinegro se unir.

- Ficamos esperando muito e eles souberam aproveitar o contra-ataque. Temos de nos unir e acertar algumas coisas. Não jogamos nada - ressaltou o argentino.

Para o volante Somália, faltou vontade ao time do Botafogo em vencer a partida, quesito que a equipe da casa teve de sobra.

- Perdemos "no peito" para eles. O time deles voltou para o segundo tempo com vontade de jogar. Uma equipe com a grandeza do Botafogo não pode passar por uma vergonha dessas - afirmou o meia, que garantiu:

- No Rio, vamos lutar para reverter isso!

Botafogo joga mal e acaba derrotado pelo River Plate, em Aracaju

Time sergipano consegue vitória por 1 a 0 com gol de Bebeto Oliveira, aos 41 da etapa final. Na volta, dia 2, Alvinegro tem de vencer por dois gols

 Uma enorme decepção no Nordeste

Por GLOBOESPORTE.COM Aracaju

O Botafogo começou mal sua caminhada na Copa do Brasil. O time foi nesta quarta-feira ao estádio Batistão, em Aracaju, e após atuação ruim acabou surpreendido pelo River Plate, que pela primeira vez disputa a competição. Bebeto Oliveira fez, no fim da partida, o gol do triunfo do atual campeão sergipano por 1 a 0.

Com o resultado, o Alvinegro precisa vencer o rival no jogo de volta, dia 2 de março, no Engenhão, por pelo menos dois gols de vantagem para avançar à segunda fase. Se devolver o 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis. Vitória do Botafogo por placares como 2 a 1 ou 3 a 2 classifica o River Plate (gol fora de casa é critério para desempate).

A atuação do Botafogo, em geral, foi fraca. O time esbarrou no péssimo gramado e na bem postada equipe do River. Sem inspiração, o Alvinegro acabou dominado nos minutos finais e levou o gol. É o segundo revés do Glorioso em menos de uma semana. No domingo, a equipe foi eliminada da Taça Guanabara pelo Flamengo.

Joel assiste ao jogo de um camarote


Sem Marcelo Mattos e Arévalo, machucados, o Botafogo começou o jogo com Somália e Bruno Tiago no setor de marcação do meio-campo. O técnico Joel Santana cumpriu suspensão e viu o jogo de um camarote. Coube ao preparador físico Dudu Fontes comandar a equipe no banco de reservas.

Joel Santana Botafogo x River Plate-SE (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com) 
Suspenso, Joel Santana assiste ao jogo de cima (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)

Capitão do Glorioso no último domingo, Abreu não repetiu a dose nesta quarta. Herrera, que formou a dupla de ataque com o uruguaio, foi quem usou a braçadeira. Normalmente, o capitão do Botafogo é o vetado Marcelo Mattos.

Botafogo começa melhor


A partida começou com o Botafogo naturalmente superior. Sem ter grande atuação, o time carioca se impôs a maior parte da primeira etapa diante do River Plate, embora não conseguisse jogar bem. O campeão sergipano, que tem o ex-alvinegro Váldson (35 anos) na zaga, entrou em campo com postura muito retraída e pouco procurou o ataque nos primeiros 45 minutos.

Loco Abreu Botafogo x River Plate-SE (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com) 
Loco Abreu teve as melhores chances na etapa
inicial (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)


As melhores chances alvinegras na etapa inicial foram de Loco Abreu. Aos 10 minutos, o atacante matou no peito um cruzamento que veio da direita e soltou a bomba em cima do goleiro Max, que espalmou. Aos 26, Abreu fez boa tabela com Bruno Tiago e recebeu na direita da área, em condição de marcar. A conclusão, entretanto, desviou na zaga e foi para fora.

Receita de domingo não funciona


Na volta para o segundo tempo, o Botafogo repetiu a receita utilizada no clássico de domingo, contra o Flamengo: saiu Márcio Azevedo, entrou Everton. Desta forma, Somália foi deslocado para a ala esquerda.
O expediente, entretanto, não funcionou de imediato. Se contra o Fla, após três minutos, o time conseguiu o empate, nesta quarta foi o River quem sobressaiu nos primeiros momentos. Aos 50 segundos, o time sergipano quase abriu o marcador. Após uma sequência de cruzamentos para a área, Bibi ficou livre, na cara de Jefferson, e bateu rasteiro. O goleiro salvou a pátria alvinegra.

O lance fez o jogo esquentar. O Botafogo tentou atacar, mas passou a sofrer com contragolpes do River Plate. O jogo, aos poucos, ganhou em lances violentos. Nervoso, Herrera correu o risco de ser expulso por duas vezes: na primeira por uma dura entrada, que lhe valeu um cartão amarelo; depois, por reclamar de maneira espalhafatosa da arbitragem. A advertência, neste segundo caso, foi apenas verbal.

River Plate domina minutos finais

Preocupado, Joel Santana (de longe) ordenou a entrada do atacante Caio na vaga do inoperante Renato Cajá, aos 20 minutos. O time do Botafogo, enfim, melhorou. Herrera teve chances em dois cruzamentos para a área, ainda antes dos 30 minutos. Em uma delas, o argentino bateu para fora. Na outra, foi travado na hora da conclusão.

O River Plate, entretanto, mostrou que não estava morto. Aos 32, em contragolpe, Bibi, 1,62m, disparou pelo meio e bateu da entrada da área. A bola saiu por cima do gol, perto do ângulo direito do goleiro Jefferson.

O lance deu o tom do fim da partida. O River Plate conseguiu valorizar mais a posse de bola e chegou a ouvir gritos de olé de seus torcedores ainda antes de abrir o placar. Aos 41, Lucas fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Bebeto Oliveira, livre na área, empurrar para a rede. Festa para a torcida do River, que era minoria no Batistão.


Ficha técnica:

                                                      River Plate-se 1 x 0 Botafogo
 
Max, Glauber, Bebeto, Váldson e Pedrinho; Wallace, Fernando Pilar (Lucas), Bruno Ramos e Éder (Fábio Junior); Bibi (Claudinei) e Bebeto Oliveira. Jefferson, Rodrigo Mancha, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Somália, Bruno Tiago, Renato Cajá (Caio) e Márcio Azevedo (Everton); Herrera e Loco Abreu.
Técnico: Aílton Silva. Técnico: Dudu Fontes
Gol: Bebeto Oliveira, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bibi, Bruno Ramos, Váldson, Bebeto Oliveira (RIV), Somália, Herrera, Márcio Rosário e Antônio Carlos (BOT).
Estádio: Batistão, em Aracaju (SE). Data: 23/02/2010. Árbitro: Marielson Alves Silva (BA). Auxiliares: Luiz Carlos Silva Teixeira (BA) e Adson Márcio Lopes Leal (BA).


Tour Cedor Alvinegro

Transporte para o Stadium Rio na semifinal será facilitado por agência especializada 


                                                        Crédito: Arte de PH Rodrigues

O torcedor que quiser assistir ao jogo entre Botafogo e Flamengo, domingo, às 16h, no Stadium Rio, encontrará mais uma facilidade de transporte. A ST Viagens, após ideia da HC Marketing e Eventos, está operando o Projeto Tour Cedor, no qual vans, micro-ônibus e ônibus de turismo serão disponibilizados em diversos pontos da cidade para levar os alvinegros, que terão de adquirir o serviço com até 24 horas de antecedência, para o estádio. Sócio-proprietário e sócio-torcedor terão descontos especiais.

"O projeto nasceu da dificuldade do acesso dos torcedores e de estacionamento no Maracanã. Já estávamos desenvolvendo a ação e, com o fechamento do local para obras, vimos a possibilidade aumentando no estádio do Botafogo", explicou Marcos Pimenta, dono da agência, que tem experiência de 23 anos em eventos esportivos.

"O torcedor não terá as dificuldades de um transporte público nem a possibilidade de ter seu carro rebocado, como acontece algumas vezes ao redor de estádios. E ainda terá um seguro", completou Haroldo Couto.

Não há venda do serviço no dia dos jogos e é necessário apresentar a carteira de identidade para embarcar. O custo é de R$ 30, dando direito a ida e volta. Sócios pagam R$ 25. O embarque será pontualmente 2 horas antes do início do jogo (em jogos de fim de semana) ou 3 horas antes (em partidas no meio da semana) e o retorno 30 minutos depois.

Para adquirir o serviço, basta ligar para 3328-7474 (Marcos) ou 7852-2438 / 83*36517 (Haroldo). Informações mais detalhadas no site www.tourcedor.com.br . A empresa também oferece pacotes turísticos especiais para grupos, incluindo translado do aeroporto e estadia, dependendo de cada caso. Também há caravanas turísticas para os jogos do Botafogo na Copa do Brasil.

Confira os pontos de saída (em parênteses estão os outros locais nos quais também é possível embarcar):

1 - General Severiano
2 - Recreio (Posto Ipiranga, Barra Sul, Rio Design e Alvorada)
3 - Jacarepaguá (Arena HSBC, Vila do Pan e Papizzo Freguesia)
4 - Barra da Tijuca A (Barramares, Ponte Lucio Costa - esquina Eurobarra - e Penísula)
5 - Barra da Tijuca B (Parque das Rodas, Riviera Dei Fiori, Le Monde e Barra Shopping)
6 - Barra da Tijuca C (Praça do O, Barrinha, pracinha do Alto, Usina e Tijuca Tênis Clube)
7 - São Conrado (Fashion Mall, Jóquei entrada principal, Corpo de Bombeiros Humaitá)
8 - Ipanema (Praça Nossa Senhora da Paz, Praça Serzedelo Correia e Rio Sul.
9 - Urca (Pão de Açúcar, em frente ao Botafogo Praia Shopping e Praia do Flamengo - em frente ao hotel Novo Mundo)

Departamento de Marketing

C13 espera R$ 4 bilhões das plataformas de mídia

Entidade desafia dissidentes, como Flamengo e Corinthians, a alcançar valores superiores

O Clube dos Treze convocou na tarde de hoje, os presidentes das entidades associadas, para participar da Assembleia Geral Extraordinaria. A ordem do dia foi eleger o presidente, os vice-presidentes, os membros do conselho fiscal e os do conselho de etica da entidade Na foto: o presidente do Clube dos 13, Fabio Koff.;Foto: Léo Pinheiro / Futura Press  
Presidente do C13. Fábio Koff, ao lado de presidentes de cinco clubes, fizeram uma reunião nesta quarta Foto: Léo Pinheiro / Futura Press
 
Alessandro da Mata e Renato Rodrigues
São Paulo (SP)
 
O Clube dos 13 acredita na arrecadação de R$ 4 bilhões com a licitação das cinco plataformas de mídia do Brasileirão para o triênio 2012/2013/2014.Tratam-se de TV aberta, fechada (TV a cabo), mobile, internet e publicidade estática (placas e anúncios em estádios).

Após reunião do Clube dos 13 nesta quarta-feira, em São Paulo, a comissão que negocia os direitos de transmissão de jogos do Campeonato Brasileiro desafiou os dissidentes a alcançar valores superiores.
Homem forte no projeto do C13, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, afirmou que esse tipo de proposta serve para o futebol brasileiro dar um salto econômico.

- O valor é o bolo a ser divido entre os clubes. Pelo que planejamos se aproximará de R$ 600 milhões (para TV aberta) e R$ 4 bilhões para as mídias (todas, durante o triênio). Chegamos para dar redenção aos clubes. Queremos passar isso para o torcedor e dar um salto no futebol brasileiro - disse Kalil.

A comissão também apresentou a divisão das cotas conforme a última assembleia do C13. Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco receberão mais na comparação com os outros clubes. Todos terão acréscimos cerca de três vezes superior ao patamar atual, exceto os clubes que caíram para a Série B no último Nacional: casos de Sport, Goiás, Portuguesa e Guarani. Estes ficam com metade do montate, sendo que a outra fica com o Clube dos 13.

A expectativa é que os vencedores da concorrência sejam conhecidos já no começo de março.

Confira a tabela:

De R$ 16 milhões para R$ 42 milhões - Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco da Gama

De R$ 14,4 milhões para R$ 36 milhões - Santos

De R$ 12 milhões para R$ 30 milhões - Fluminense, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Grêmio e Bahia

De R$ 9,2 milhões para R$ 24 milhões - Sport, Goiás, Vitória, Coritiba, Portuguesa, Guarani e Atlético-PR

C-13 define edital para licitação dos direitos de transmissão do Brasileirão

Prazo para entrega de propostas vai até dia 11 de março

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Depois de dois dias de reuniões em São Paulo, o Clube dos 13 aprovou, nesta quarta-feira, o edital de licitação dos direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiros de 2012, 2013 e 2014 por televisão aberta. As emissoras interessadas em comprar a competição terão de apresentar suas propostas até o dia 11 de março. Conforme divulgado pela entidade, o valor mínimo exclusivamente para os direitos de TV aberta será de R$ 500 milhões por ano. Ou seja, um aumento de 85% em relação aos valores atuais. A pretensão dos dirigentes é de obter 1,5 bilhão pelo triênio. Só que uma cláusula do edital praticamente assegura um valor maior.

Isso porque a comissão formada para criar as regras da concorrência deu à TV Globo, atual detentora dos direitos, um ágio de 10%. Portanto, a emissora diferente que pretende ganhar a concorrência terá de oferecer no mínimo R$ 550 milhões anuais.

- Foi um estudo brilhante realizado por essa comissão. Mas é claro que nós, por uma questão de bom senso, não poderíamos colocar todas as emissoras interessadas no mesmo nível. A partir disso ficou decidido que a Globo levaria uma vantagem de 10% - falou Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG.

Outro detalhe colocado é que os clubes exigem receber, antecipadamente, da empresa que comprar os direitos, 20% do valor do triênio. Outro item proíbe as transmissões para o mesmo estado da cidade em que os jogos ocorrerem.

Diferentemente do acordo atual, em que o pacote já inclui todas as mídias, agora o C-13 vai negociar cada uma separadamente. Portanto, fará uma licitação para TV aberta e outras para TV fechada, internet, telefonia móvel, placas de publicidade e direitos internacionais. A intenção é arrecadar R$ 800 milhões por ano com estes demais direitos.

As regras da licitação serão divulgadas nos jornais desta quinta-feira, conforme informou a assessoria de imprensa do Clube dos 13. Nesta quarta-feira, porém, o Corinthians anunciou sua desfiliação. Já os clubes do Rio romperam parcialmente com a entidade ao avisar que negociarão os direitos de transmissão diretamente com as empresas interessadas.

Clube dos 13 critica clubes que deixaram entidade

Fábio Koff, presidente da entidade, e Alexandre Kalil, do Atlético-MG, atacaram Corinthians, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Na terça-feira, quando o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, sinalizou que o clube deixaria o Clube dos 13, o mandatário da entidade, Fábio Koff, adotou postura descrente. Mas nesta quarta-feira, quando o fato foi consumado, ele mostrou-se bastante irritado com a decisão do até então parceiro.

Ao receber a carta de Sanches, durante coletiva em que anunciava os detalhes do edital de licitação para os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, Koff falou em uma dívida do Timão com a entidade. Dinheiro esse referente a adiantamentos de cotas feitos pelo C-13 nos últimos anos.

- Essa conversa de desfiliação eu escuto há 12 anos. Teve ano em que alguns clubes iam sair, mas quando falamos do acerto de contas... Eu não acredito que isso possa acontecer em um mundo adulto. Não podemos, por vaidades pessoais, prejudicar o futebol brasileiro – falou o presidente do C-13.

A mesma postura de crítica foi adotada em relação aos cariocas Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, que na manhã desta quarta-feira anunciaram que vão negociar os direitos de transmissão diretamente com as empresas interessadas, numa ruptura parcial com o C-13. Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG e membro do comitê formado para discutir os direitos, falou:

- Fico muito triste com esse manifesto dos cariocas. Até porque a Patrícia (Amorim, presidente do Flamengo) disse que o trabalho era brilhante, bem feito. Fomos surpreendidos também pelo Botafogo, que aprovou tudo na terça-feira – declarou.

River é sinônimo recente de sufoco para o Botafogo no mata-mata

Alvinegro busca confronto com mais tranquilidade diante de equipe sergipana, após duelos complicados com xarás

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Botafogo x River 2007 (Foto: EFE) 
Joilson, em partida contra o River Plate da
Argentina, em 2007 (Foto: EFE)
 
O River Plate-SE é uma equipe ainda desconhecida no cenário nacional. No entanto, o nome é sinônimo de sufoco para o Botafogo nos últimos anos, em competições mata-mata. Seja na Copa do Brasil ou na Copa Sul-Americana, o Alvinegro não tem as melhores recordações de times homônimos ao seu adversário desta quarta-feira, em Aracaju.

Em 2007, o Botafogo enfrentou o River Plate original da Argentina, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, e as lembranças são as piores. Depois de vencer por 1 a 0 o jogo de ida, no Engenhão, o Alvinegro foi a Buenos Aires, de onde saiu com uma derrota traumática. A equipe vencia por 2 a 1 até os 15 minutos finais, mas sofreu três gols e, com o placar de 4 a 2, foi eliminado.

No ano seguinte, foi a vez de o Botafogo encarar o River do Piauí na primeira fase da Copa do Brasil. O primeiro jogo ocorreu na cidade de Bacabal, no Maranhão, e o Alvinegro perdeu por 2 a 1. A classificação foi garantida apenas com uma vitória por 2 a 0, uma semana depois no Engenhão.

Botafogo x River 2008 (Foto: Agência a Globo) 
André Luis comemora gol marcado sobre o
River-PI, em 2008 (Foto: Agência a Globo)
 
Nesta quarta-feira, o Botafogo pega o River Plate de Sergipe, que tem nome e uniforme copiados do clube argentino. O lateral-direito Alessandro, que fazia parte do grupo que foi a Buenos Aires e que foi titular contra a equipe do Piauí, espera deixar Aracaju livre das más lembranças do nome River.

- Nossa equipe está bem concentrada, porque sabe que a Copa do Brasil é um torneio curto e difícil. Mas vamos buscar a vitória e, se possível, eliminando a partida de volta.