Como no Sevilla, Renato sabe que o status de ídolo virá com resultados
Volante estreia na equipe alvinegra nesta quarta-feira, contra o Corinthians
Renato vai estrear pelo Botafogo contra o
Corinthians, na quarta (Foto: Fábio Castro / Agif)
Corinthians, na quarta (Foto: Fábio Castro / Agif)
Renato foi recepcionado no Botafogo com uma bonita festa e centenas de torcedores em General Severiano. O carinho imediato, entretanto, não ilude o jogador. O próprio volante admite que precisará mostrar em campo que as expectativas geradas com a sua contratação podem ser correspondidas. Acostumado com a idolatria da torcida do Sevilla, da Espanha, ele espera conquistar o mesmo respeito dos alvinegros.
- No Sevilla, procurei sempre trabalhar muito e ser humilde. Sempre atendi bem a todos. É bom ter esse reconhecimento, e espero que isso aconteça aqui também. Eu fiz por merecer isso lá e quero fazer por merecer no Botafogo. Os resultados são muito importantes para isso acontecer também - disse o camisa 8, que conquistou seis títulos pelo clube espanhol: duas Copas da Uefa (2004/05 e 2006/07), duas Copas do Rei (2007/08 e 2009/10), uma Supercopa da Uefa (2006) e uma Supercopa da Espanha (2007).
O primeiro passo para isso será dado na próxima quarta-feira. Renato fará sua estreia com a camisa alvinegra contra o Corinthians, às 19h30m (de Brasília), em São Januário. Seguindo o ditado de que a primeira impressão é a que fica, o jogador diz que é essencial começar com um bom resultado.
- É sempre bom estrear com vitória. A meta é essa. Estou trabalhando bastante para fazer uma boa exibição. Espero ajudar ao máximo. O time vem em uma sequência de oito jogos sem perder, o que é muito bom.
Nesta quinta, Renato foi escalado por Caio Júnior na equipe titular durante o coletivo. Com isso, o técnico sinalizou que conta com o jogador desde o início da partida contra o Corinthians, embora ainda não saiba por quanto tempo ele conseguirá atuar.
- A projeção na semana passada era jogar 45, 60 minutos. Agora, não sei. Vai depender do ritmo da partida. Mas não importa quantos minutos eu vou ficar em campo. Se jogar 45, 60 ou 90, o que eu quero é ajudar ao máximo.
Por estar sem jogar há quase dois meses (a última vez que disputou uma partida oficial foi pelo Sevilla, na vitória por 3 a 2 sobre o Espanyol, no dia 22 de maio), Renato sabe que pode sentir um pouco o ritmo de jogo. Porém, além disso, o volante diz que tem que se adaptar ao estilo brasileiro novamente.
- Na Europa, o jogo é mais rápido. Aqui, você cadencia mais um pouco. Mas acho que me acostumo rápido. Joguei muitos anos no Santos. Tenho me esforçado nos treinos para sentir o mínimo possível a falta de ritmo.