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Com forte concorrência no meio, Lucas Zen vira opção na lateral

Elogiado por Caio Jr, jogador foi titular em todas partidas da Série A. Com retorno de Marcelo Mattos e entrada de Renato, porém, pode perder espaço

Por Fábio Leme Rio de Janeiro
lucas zen caio jr botafogo 2 (Foto: Thiago Fernandes/Globoesporte.com) 
Caio Júnior é só elogios ao volante Lucas Zen
(Foto: Thiago Fernandes/Globoesporte.com)
 
Sem muitos holofotes, o volante Lucas Zen vai conquistando seu espaço no time do Botafogo. Titular em todas as nove rodadas do Campeonato Brasileiro, o jogador agora surge também como opção para outra posição. Improvisado mais uma vez na lateral esquerda no empate com Bahia (1 a 1), no último domingo, em Pituaçu, ele foi muito elogiado pelo técnico Caio Júnior.

- Ficou evidente que o (Lucas) Zen joga em qualquer posição. Mérito dele. Ele jogou muito bem na lateral esquerda e liberou o Marcio (Azevedo) para poder atacar mais. Acho que ele pode ser uma opção para esse lado esquerdo - disse Caio Jr.
Contra os baianos, o treinador mudou a função tática de Lucas Zen, o escalando como lateral e liberando Márcio Azevedo para avançar ao ataque. E o teste veio em boa hora, já que o Botafogo acertou a aquisição dos direitos federativos de Marcelo Mattos junto ao Panathinaikos, da Grécia, e Renato teve seu nome publicado no Boletim Informativo Diário da CBF. Os dois devem ser os titulares da posição.

Na lateral esquerda, porém, o técnico tem algumas dificuldades. Com Cortês machucado e sem previsão de retorno, ele pode optar por Márcio Azevedo que, todavia, ainda não conseguiu se firmar na equipe desde que chegou ao clube, no início do ano.

Já Lucas Zen caiu no gosto de Caio Júnior. Prova disto é que, apesar de contar com Somália, titular com Joel Santana, Arévalo, recentemente negociado, e Léo, contratado junto ao Santa Cruz, o jovem de 20 anos não saiu do time desde a estreia no Campeonato Brasileiro.

O jogador é uma aposta da base do Botafogo. Em 2010 ele chegou a participar de treinos do Colônia, da Alemanha, durante dez dias. O período de experiência serviu também para conviver com estrelas do futebol mundial, como Lucas Podolski, da seleção alemã. Ao todo foram 16 partidas com a camisa alvinegra no time profissional.