Gustavo Rotstein
Rio de Janeiro
Joel carrega a experiência de um campeão, mas dá todos os méritos da conquista aos jogadores
Quando se fala em Flamengo, Adriano e Vagner Love são vistos como referências, e o Rubro-Negro ainda tem outros jogadores para assumir o papel. Mas numa equipe ainda em formação, como a do Botafogo, Joel Santana aparece como o principal nome. Indiscutivelmente, o treinador é o membro do grupo alvinegro mais acostumado a decisões como a desta quarta-feira, quando as duas equipes se enfrentam no Maracanã, a partir das 21h50m (de Brasília), pela semifinal da Taça Guanabara. E embora diga que são os atletas que constroem a sua fama, o comandante admite ter apreço pela responsabilidade de conduzir um grupo numa situação de tamanha pressão.
- Depois de tantas coisas que passei, nada me incomoda. Quero ter a responsabilidade de formar o grupo. E essa responsabilidade me faz bem, sinto uma energia. Quando chega o momento de mais uma decisão, de comandar um um clube do porte do Botafogo num estádio como o Maracanã, não me acovardo. É um acontecimento muito importante para mim. Mas se vencer, foram os jogadores.
Movido a desafios, Joel Santana admitiu que a saudade da adrenalina antecipou seu retorno aos gramados, após ser demitido do comando da África do Sul em outubro do ano passado.
- Quando voltei de lá, prometi que não trabalharia até depois da Copa do Mundo, mas não consigo. Recebi muitas propostas, inclusive a última delas aconteceu na última segunda-feira, com uma oferta do exterior. Fico feliz por fazer o que gosto, e não será agora que vou mudar uma rotina de 25 anos. Meu lugar é no Maracanã, falando com os jogadores.