Candidato a líder do elenco do Botafogo, zagueiro demonstra motivação para dar continuidade à sua trajetória em General Severiano
Gustavo Rotstein Niterói, RJ
Gustavo Rotstein/GLOBOESPORTE.COM
Juninho volta a vestir a camisa alvinegra
O vice de futebol do Botafogo, André Silva, deu um título para o retorno de Juninho: “A volta de quem não deveria ter ido”. Definitivamente, esse é um filme que a torcida alvinegra gostou muito de ver novamente.
Apresentado na tarde desta segunda-feira, no Caio Martins, o zagueiro é cotado para ser o ator principal do elenco, mas antes disso, deixou clara a satisfação de estar de volta e a saudade que sentiu durante o ano que esteve no São Paulo, pelo qual passou de forma apagada.
Seu desejo é repetir o roteiro de uma história que foi marcada pelo título carioca de 2006 e o status de capitão. Juninho assinou contrato de três anos, mesmo período que defendeu o Botafogo em sua primeira passagem.
A saída do zagueiro, no fim de 2007, foi de certa forma conturbada e despertou a insatisfação de uma parte dos torcedores. Mas André Silva fez questão de explicar que a transferência para o São Paulo foi correta e inevitável.
- Muita gente interpretou que a saída do Juninho foi errada, mas estava tudo previsto em contrato.
O Botafogo havia recebido de forma adiantada o pagamento da MFD referente aos direitos do jogador, que recebeu uma proposta muito boa do São Paulo. Tudo foi feito com lisura, tanto que ele está aqui de volta.
Confira alguns trechos da coletiva de Juninho
Confira alguns trechos da coletiva de Juninho
RETORNO
- Estava morrendo de saudade, pois o Botafogo é um clube que me acolheu bem e tem uma torcida fantástica. Também senti saudade dos amigos que fiz aqui e até um pouco de vocês (jornalistas). Tive três anos ótimos neste clube, e espero que os próximos três sejam ainda melhores.
CAPITÃO
- Meu primeiro objetivo é ajudar o Botafogo e dar o máximo em campo, pois é assim que se conquista a torcida. O mais importante é ter um jogador que seja o porta-voz do grupo. Independentemente de ser capitão, ou não, vou procurar ser um líder, pois é uma característica que tenho. Lógico que receber a braçadeira é uma honra, mas não é que ficarei chateado se isso não acontecer.
ESTREIA
- Ainda não sei se estarei em condição de enfrentar o Boavista, dia 25. Não estava totalmente parado, vinha correndo em Curitiba durante as férias, mas sei que não é a mesma coisa de uma pré-temporada. De qualquer forma, participei dos dois treinos e me senti bem. Não vejo a hora de entrar no Engenhão lotado e corresponder ao apoio da torcida.
SAÍDA EM 2007
Fiz tudo pensando no melhor para mim e para a minha carreira. O Botafogo e a empresa que comprou os meus direitos lucraram com aquela transferência. Fiquei chateado com a repercussão, pois acharam que eu era traidor. Mas enquanto estive aqui, fiz o máximo pelo clube dentro e fora de campo.
SÃO PAULO
No primeiro jogo, tive uma lesão no tornozelo e fiquei um mês e meio parado. Depois, machuquei o joelho e estive mais um mês e meio ausente. O São Paulo é um clube que contrata jogadores de alto nível, e por isso ficou difícil ter uma sequência. Queria que minha passagem por lá fosse igual à que tive no Botafogo, mas não foi possível. Mesmo assim, acho que foi válido. É um grande clube, e espero passar aos meus companheiros experiência que tive lá.