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Dodô avisa: 'Uma certeza que eu tenho é que vou voltar a jogar'

Suspenso até 7 de novembro, atacante só quer encerrar bem a carreira

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro




Com 34 anos e com permissão da Fifa para voltar a jogar somente a partir do dia 7 de novembro, Dodô não esconde a ansiedade e a contrariedade por ter sido impedido de fazer o que mais gosta. Flagrado em exame antidoping quando ainda jogava no Botafogo, o jogador não pôde concluir seu contrato com o Fluminense. Agora ele quer voltar para encerrar bem sua carreira.


Nesta segunda parte da entrevista exclusiva que concedeu ao SporTV, o atacante fala sobre seus objetivos ao retornar aos campos, sobre as passagens pelos clubes do Rio de Janeiro e também elege seus gols mais bonitos (assista no vídeo acima). Ele só pede brincando que os torcedores deem um desconto se os gols não forem tão bonitos quando ele voltar, mas garante: "Uma certeza que eu tenho é que vou voltar a jogar". Confira a seguir, trechos da entrevista:


Fim de semana sem poder jogar - É difícil, no fim de semana principalmente, porque jogador de futebol é o contrário da maioria das pessoas, pois é quando se concentra, joga. Quando você vê um jogo dá vontade de jogar, fica olhando aquele lance, que ele poderia ser diferente... Apoio - Amparado por amigos e pela família sempre eu estou. Agradeço a Deus por não estar isolado, depressivo e porque estou conseguindo superar.

Algum rancor?

- Não. No Botafogo, depois que foi campeão brasileiro em 95, nenhum jogador se identificou tanto com o clube quanto eu. No Fluminense, clube que eu também tinha passado quando era garoto, encontrei amigos e pude disputar a Libertadores, que eu não tinha jogado ainda. Por todas as circunstâncias, como a contusão (fratura no rosto), ainda consegui ajudar o Fluminense a fazer a melhor campanha da história do clube, eu aprendi muita coisa nesses tempos. Você estar com uma punição e ter de jogar, ter de deixar tudo de lado, ir para o treino e jogar bem, ser cobrado. É uma coisa que me fortaleceu bastante, que me deixou muito experiente.

A volta

- Uma coisa que não mexe comigo agora é o clube em que eu vou jogar, nem onde, se no Rio, São Paulo, não sei. O importante é voltar a jogar de alguma forma e voltar bem. Foi uma coisa que mexeu muito comigo, uma coisa injusta e só quero voltar para terminar minha carreira de uma forma boa como eu comecei.