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Antigos diretores explicam problemas da base do Botafogo




Falta de verba, com só R$ 12 mil mensais dados pelo clube, prejudicou

Maurício Assumpção terá muito trabalho pela frente
(Crédito: Paulo Sérgio)

Danilo Santos RIO DE JANEIRO Entre em contato


A dura realidade encontrada em Marechal Hermes pelo presidente Mauricio Assumpção e mostrada pelo L! (Confira galeria com imagens da visita) já foi bem pior. Os responsáveis pela base nos dois últimos anos da gestão Bebeto de Freitas – o ex-diretor Luis Fernando Rodrigues e o ex-gerente Riedel Alves – explicaram como encontraram e como deixaram o local.

O maior problema, segundo eles, que não guardam mágoas por terem saído, foi a falta de verba, algo que a nova diretoria mudará. O fundo fixo que o clube destinava à base era de R$ 12 mil mensais.

– Muitas vezes, tínhamos de colocar dinheiro em casos de emergência. E ser ressarcidos depois. As condições não eram as ideais, mas tudo funcionava. Fizemos o possível, não somos mágicos – disse Riedel Alves.

Segundo ele, quando assumiu, não havia telhado, o vestiário era precário, o almoxarifado largado e havia troféus jogados. Com doações e trabalho, foram melhorados.
Assim como o departamento médico e a sala de musculação. Foi organizado o arquivo administrativo, os armários foram recuperados e computadores, comprados. Alguns equipamentos, porém, são de 2001 e 2002 e eram usados pelos profissionais em Caio Martins.

– Se tivesse mais dinheiro, poderia ter feito mais. Na parte de estrutura fizemos muito, mas ainda está aquém do necessário, foram medidas paliativas. É um sentimento misto de frustração e de alegria por ter colocado bons funcionários, ter subido jogadores para os profissionais e levado o time a disputar títulos – afirmou Luis Fernando.

Eles também explicaram os problemas diagnosticados pelo LANCENET!. Confira:

Luis Fernando Rodrigues: "Seria feito uma caixa de areia no local. Já até tínhamos areia, faltava tirar a base dos refletores. Não há risco de dengue, pois há cloro ou água sanitária ali".

Segundo Riedel Alves, em 2007, o campo seria aumentado, até para poder haver jogos. Foi vetado pelo antigo presidente. E , depois das férias, ela seria cortada agora no início do ano.Luis Fernando Rodrigues diz que os campos estão horrorosos, que há mato, não grama.

Alguns equipamentos são de 2001 e 2002 e eram usados pelos profissionais em Caio Martins. Apesar de precários, funcionam.

De acordo com Luis Fernando, o portão improvisado está desde 2002 e é sucata. Porém, ele evita desabamentos.