Em tempos de crise no Alvinegro, conversa vale mais do que treino
Com bate-papo, técnico Ney Franco procura motivar jogadores do Botafogo para os últimos jogos do Campeonato Brasileiro
Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
Agência/Ag. O Globo
Ney Franco tem conversado muito com os jogadores do Botafogo
Ainda sem perspectiva de um novo pagamento de salários e com ambições modestas no Campeonato Brasileiro, o grupo do Botafogo tenta reunir forças para as últimas quatro partidas do ano. Por isso, mais importante do que o trabalho dentro de campo tem sido aquele que é feito fora dele.
Ney Franco vem tentando cumprir a árdua tarefa de motivar os jogadores na reta final da temporada. E por isso, vem se dedicando mais às palavras do que às instruções nos treinamentos.
- Agora é mais conversa. A parte física não precisa mais ser aprimorada e nem há muito a acrescentar na parte tática. Precisamos pensar em representar bem o clube até o dia 7 de dezembro. Até lá, teremos dois jogos em casa, e sabemos que existem torcedores que estão com o time em qualquer momento. Essas pessoas merecem muito respeito - avalia o treinador.
Apesar da saída de Carlos Alberto, que por causa do atraso de pagamentos deixou o clube para procurar seus direitos na Justiça, o grupo do Botafogo ainda dá sinais que buscará o melhor desempenho possível nas últimas partidas do ano. Mesmo diante das dificuldades financeiras.
- É difícil vir trabalhar sem uma previsão de receber. Nós jogadores temos despesas, muitos têm filhos. É complicado tirar forças de algum lugar para vir treinar todos os dias. Esperamos que o (presidente) Bebeto de Freitas e outras pessoas da diretoria possam resolver isso até o fim do ano, para facilitar a renovação de contrato dos atletas - observa o zagueiro Renato Silva.