postado por Benjamin Back
Quando o Bebeto de Freitas foi anunciado como o novo presidente do Botafogo, recordo que na época escrevi uma coluna de pura exaltação em relação a esse fato.
Era um nome de extrema credibilidade, que teve uma carreira gloriosa no vôlei, um botafoguense fanático, enfim, Bebeto era a luz que aparecia no fim do túnel.
Uma esperança de quem sabe um começo de renovação dos dirigentes do nosso futebol.
E ele que não diga que o que viu era pior do que imaginava, pois todos sabem como são os meandros do futebol brasileiro.
Mas, o tempo passou, passou, passou e hoje minha decepção, ou melhor, desilusão com o Bebeto de Freitas é grande.
Na última partida contra o São Paulo ele me lembrou e muito o Eurico Miranda, gritando a beira do campo, falando milhões de bobagens, seus discursos são sempre aqueles mesmos onde para ele o Botafogo é toda vida prejudicado pela arbitragem, enfim, o presidente do Fogão foi contaminado pelo vírus da cartolagem brasileira e se transformou em mais um.
É aquela velha história: se você não pode contra eles, una-se a eles.
E não pára por ai.
Problemas de salários atrasados continuam e a debandada de jogadores será inevitável.
A começar pelo Carlos Alberto que já fez as malas e deu adeus com o campeonato ainda em andamento.
E ele não está errado, pois trabalhou tem que receber, e não é incomum dirigente mandar jogador entrar na Justiça para ver seus direitos, talvez por isso que o Carlos Alberto tenha feito isso.
Enfim, o que era uma esperança virou apenas estatística, Bebeto de Freitas se tornou mais um no futebol brasileiro.
Que pena.