Volante de 18 anos deixou o rival em 2010 e evitou citar o nome do clube em entrevista coletiva nesta quinta-feira
Jadson foi titular na partida contra o Vitória
(Foto: Thales Soares/ Globoesporte.com )
(Foto: Thales Soares/ Globoesporte.com )
Os erros e acertos na busca por revelações acontecem a todo instante.
Quem não viu um menino passar pelas categorias de base de seu clube, não
ser aproveitado e brilhar em um rival? O volante Jadson, de 18 anos,
fez esse mesmo caminho. Depois de passar pelo Flamengo e não ser
aproveitado, assinou com o Botafogo no fim de 2010 e já está integrado
aos profissionais.
Titular no empate em 1 a 1 com o Vitória, quarta-feira, pela Copa do
Brasil, Jadson foi um dos destaques do jogo. Ele já havia atuado desde o
início contra o Boavista (1 a 1), em São Januário e entrado no segundo
tempo da final da Taça Rio, quando o Botafogo venceu por 3 a 1 o Vasco,
no Engenhão.
- Vim para o Rio com 15 anos. Joguei no CFZ, passei por outro clube e
fui contratado pelo Botafogo - contou Jadson, que nasceu em Brasília,
sem citar o nome do Flamengo. - Cheguei a ter contrato lá, mas não
mostraram interesse em renovar e acertei a minha saída.
Sem medo de encarar o Rio de Janeiro, Jadson mora com a noiva Juliana
em Guadalupe. José e Francisca, pais do jogador, ainda vivem em Brasília
e não tiveram a chance de assistir aos seus primeiros jogos como
profissional. Ele espera o momento certo para trazê-los.
- Eles trabalham e fica difícil se deslocar assim. Estou esperando a
oportunidade para isso acontecer - comentou Jadson. - Morar sozinho
nessa fase da vida não é fácil. Se você tiver cabeça, é um momento
importante. Mas tem que se virar do seu jeito. Os pais não estão aqui
para ajudar. Por isso, os amigos que fiz foram muito importantes para
mim.
Apesar de jovem, Jadson mostra maturidade. Campeão carioca de juniores
no ano passado, ele espera colher os frutos em breve. Para o primeiro
jogo da final do Campeonato Carioca, domingo, contra o Fluminense, está
na expectativa, pois pode ser aproveitado novamente, caso Renato não
esteja 100% recuperado da lesão no tornozelo esquerdo.
- Tenho os pés no chão e sei que preciso evoluir muito ainda. A Taça
Rio vai ficar na minha memória para o resto da vida. A final do Carioca
seria ainda mais emocionante para mim - disse Jadson, confiante no
trabalho de base do Botafogo. - Todos que estão surgindo têm total
capacidade de ajudar o Botafogo. Vestem a camisa do clube e vão brigar
até o fim em qualquer circunstância.