Luiz Antonio Silva dos Santos tem atuação tranquila na goleada do Fluminense por 4 a 1 no Botafogo na primeira final do Campeonato Carioca
Os gols de Sobis, as assistências de Deco e a goleada por 4 a 1 do Fluminense sobre o Botafogo fizeram o nome do árbitro Luis Antônio Silva dos Santos fugir das rodas de conversa sobre a final. O árbitro encerrou o primeiro jogo final do Campeonato Carioca como coadjuvante.
Foram poucos lances questionáveis – nenhum nos cinco gols da partida (veja no vídeo acima). O principal deles um “abraço” de Leandro Euzébio em Loco Abreu dentro da área quando a partida estava empatada por 1 a 1. O ex-árbitro Renato Marsiglia, comentarista da TV Globo neste domingo, não viu falta no lance.
A expulsão de Lucas, aos 11 minutos do segundo tempo, não teve contestação. O lateral tinha cartão amarelo e recebeu o segundo ao fazer falta em Thiago Neves próximo ao círculo central. Os auxiliares Ediney Mascarenhas e Leonardo de Castro Moreira acertaram nas marcações de impedimentos.
Dois cartões no primeiro tempo
Os 45 minutos iniciais foram administrados com eficiência pelo árbitro. Ele aplicou dois amarelos. Aos nove minutos, Elkeson puxou Carlinhos e os tricolores pediram cartão. O árbitro preferiu a advertência verbal.
O primeiro cartão saiu aos 24. No meio de campo, Deco foi agarrado insistentemente por Lucas, e o lateral botafoguense recebeu o amarelo. Três minutos depois, Rafael Sobis deu uma rasteira em Fellype Gabriel após levar um drible entre as pernas e também recebeu cartão.
A torcida do Botafogo reclamou bastante de uma falta assinalada na ponta direita. Carlinhos colocou a bola à frente e Lucas o tocou levemente com o peito.
- Marcação perfeita. A falta aconteceu – analisou Renato Marsiglia.
Na cobrança, enquanto Fred e Marcelo Mattos trocavam empurrões, Luis Antônio apitou e marcou falta do ataque tricolor. Uma das características do árbitro durante a final foi aplicar a lei da vantagem corretamente em diversos lances. Ao fim da etapa inicial, análise positiva de Marsiglia:
- Ele não perdeu o controle disciplinar do jogo. É um árbitro experiente e levou o primeiro tempo com tranquiilidade.
Polêmica na área com Loco e Leandro Euzébio
O momento da expulsão de Lucas, no segundo
tempo (Foto: Sergio Moraes / Reuters)
tempo (Foto: Sergio Moraes / Reuters)
No início do segundo tempo, o principal lance controverso. Maicosuel bateu falta lateral, e Loco Abreu cabeceou nas mãos de Cavalieri. O uruguaio caiu no gramado e reclamou bastante que foi abraçado pelas costas por Leandro Euzébio. Marsiglia não considerou o lance pênalti.
- Nem no replay eu vi pênalti, pode ser que alguma câmera mostre. A mão (do Leandro Euzébio) está ali, mas não chega a impedir a movimentação do Loco - observou o comentarista.
Pendurado, Lucas evitou um contragolpe com um pisão no calcanhar de Thiago Neves e recebeu o segundo amarelo – consequentemente o vermelho – e foi expulso.
O cartão amarelo seguinte subiu em carrinho forte de Carlinhos em Maicosuel. Com a desvantagem por 4 a 1 no placar, os jogadores do Botafogo ficaram irritadiços e as reclamações refletiram na arbitragem. Herrera, por exemplo, atirou a bola ao chão quando viu que Luis Antônio parou o jogo para autorizar o atendimento médico a Thiago Neves. A reclamação não foi punida no fim do jogo.
No próximo domingo, Marcelo de Lima Henrique será o árbitro do segundo jogo da final.
