Técnico colocou argentino para ganhar mobilidade naquele momento do jogo. Ele foi chamado de burro pela torcida, que queria time ao ataque
No futebol, nem sempre partir para o ataque é a melhor solução. Mesmo com o jogo apontando 3 a 1 para o Fluminense, no último domingo, pela primeira partida da final do estadual, Oswaldo de Oliveira não realizou uma substituição claramente ofensiva sequer. Entendeu que era melhor tirar Loco Abreu, isolado em campo, e a esperada entrada de Herrera, último suspiro de esperança dos torcedores, acabou se tornando um momento de crítica, com tímidos gritos de burro. O treinador justificou da seguinte maneira:
- Simples e claro: qualquer pessoa sabe que o Abreu é um jogador de área, tem pouca mobilidade, íamos chegar menos à área deles, mesmo perdendo, porque tínhamos um a menos. Não havíamos conseguido o resultado com 11 jogadores e, quando precisamos nos multiplicar, fazer a função que faltava, eu teria de ter alguém pronto para isso. Herrera possui essa versatilidade. O pensamento não poderia ser outro ali.
Oswaldo de Oliveira lamenta derrota para o Flu (Foto: Livia Villas Boas/ Agência AE)
O treinador alvinegro ainda se defendeu das críticas e da pressão vindas da arquibancada.
- Essa coisa de torcida é normal. Tem essa cobrança, mas não podemos deixar que isso afete a equipe. Pensamos na maneira de deixar o time com equilíbrio.
- Essa coisa de torcida é normal. Tem essa cobrança, mas não podemos deixar que isso afete a equipe. Pensamos na maneira de deixar o time com equilíbrio.
Logo depois, com o placar em 4 a 1, Maicosuel deu lugar a Jadson, em nova tentativa de evitar uma catástrofe maior. Antes, Caio passou a ocupar a função de Elkeson. O Alvinegro perdeu o lateral Lucas quando o duelo estava 1 a 1, no primeiro terço do segundo tempo e isso pôs tudo por água abaixo, com dois gols do rival em menos de dez minutos.
Agora, a equipe terá de derrotar o Tricolor por quatro gols de diferença para garantir o título, no domingo que vem, também no Engenhão. Se for por três gols, a decisão do Carioca vai para os pênaltis. No meio da semana, o adversário é o Vitória, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Com a igualdade sem gols, o Botafogo avança e ganha motivação para o milagre.
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