Craque do Sporting no II Mundialito de Clubes de futebol de areia não aponta favoritos e diz que vai continuar jogando enquanto se sentir bem
Eleito por seis vezes melhor do mundo, Madjer não
pensa em parar (Foto: Divulgação / FIFA.com)
pensa em parar (Foto: Divulgação / FIFA.com)
Aos 35 anos de idade, Madjer pode ser considerado um veterano das areias. O típico rato de praia. Mas a disposição demonstrada sempre que entra em quadra e o orgulho de voltar a defender seu clube do coração no II Mundialito de Clubes de Futebol de Areia, de 12 a 19 de maior, na Arena Guarapiranga, em São Paulo, transformam o maior jogador português da modalidade novamente num garoto e mostram que a aposentadoria definitivamente não faz parte de seus planos.
- Enquanto me sentir bem dentro de quadra, eu pretendo continuar jogando. Nos outros clubes eu apenas visto a "camisola" (camisa em Portugal) com profissionalismo, no Sporting eu também jogo com o coração. Infelizmente o Sporting não tem um time fixo, mas defender o clube pelo qual você torce é o sonho de qualquer criança.
A declaração de amor de Madjer não é da boca para fora. Nascido em Luanda, o jogador explica num português bem carregado que na infância tentou a sorte nas peneiras do clube de Lisboa, mas acabou não obtendo sucesso nos gramados.
- Eu fiz testes pelo Sporting quando era criança, mas nunca passei. Teria sido um sonho defender meu clube do coração profissionalmente. Antes de ingressar no futebol de praia, só joguei nas categorias de base do Estoril.
Principal esperança da equipe de Lisboa para a estreia contra o Corinthians, dia 12, às 10h15, com transmissão da TV Globo, Madjer elogia o investimento de outros países na modalidade, mas não esconde que o Brasil ainda é o país a ser batido.
Todo mundo hoje entra nas competição para vencer. Mas o Brasil sem dúvida ainda é a maior potência da modalidade pela quantidade de clubes e de jogadores de talentosos que possui"
Madjer
- É a lei da vida. Quando surge um esporte novo, muitas pessoas querem fazer essa modalidade crescer e acho que o futebol de areia ainda tem muito o que evoluir. Muitos países já evoluíram como a Rússia, que é a atual campeã mundial, e outros certamente ainda vão investir. Todo mundo hoje entra para vencer. Mas o Brasil sem dúvida ainda é a maior potência da modalidade pela quantidade de clubes e de jogadores talentosos que possui.
Eleito por seis vezes o melhor jogador do mundo, Madjer só ficou em cima do muro na hora de eleger seu sucessor. Simpático e demonstrando uma ponta de timidez, o craque preferiu num primeiro momento usar a diplomacia ao afirmar que o nível técnico dos jogadores da atualidade é muito semelhante. Mas, depois, ao ser questionado novamente, ele deixou escapar sua preferência por um companheiro de equipe.
- Hoje existem muitos jogadores do mesmo nível e é difícil apontar o melhor. Mas como tenho que puxar sardinha para o meu lado, acho que o Fernando DDI é um dos grandes talentos da atualidade - brincou Madjer, citando um dos brasileiros escolhidos para defender o Sporting no Mundialito.
Aliás, o atacante fez questão de deixar claro que a camaradagem fora de quadra é uma marca registrada da modalidade.
Madjer defendeu o Botafogo na Copa Brasil de
futebol de areia em Manaus (Foto: Marcus Melgar)
futebol de areia em Manaus (Foto: Marcus Melgar)
- Dentro da quadra a competitividade e a rivalidade são cada vez maiores e cada um tem seus objetivos bem traçados. Mas nós criamos uma amizade e uma união muito grandes entre todos os jogadores fora da quadra. Essa é uma cultura da nossa modalidade - disse o jogador, que fez questão de lembrar com carinho de sua passagem pelo Botafogo.
- Foi uma experiência muito legal ter defendido o Botafogo na Copa do Brasil. Eu não sabia quase nada sobre o clube, mas com o tempo acabei me interessando em conhecer a história dos jogadores do passado e sou muito grato pela oportunidade.