Musa é escalada atrás de um dos gols do Engenhão e não tem chance de repor as bolas rapidamente
Escalação do Botafogo no telão. Os torcedores alvinegros gritam o nome de um por um. Último a ser anunciado, Loco Abreu recebe a tradicional ovação de seus fãs. No embalo, a torcida usa o mesmo grito para homenagear aquele que foi o nome mais falado após a final da Taça Rio, contra o Vasco:
- Uh, Fernanda. Uh, Fernanda.
Fernanda Maia, a gandula que, com a rápida reposição de bola, ajudou a construir o primeiro gol do Botafogo no último domingo, recebeu atenção especial no primeiro jogo da final do Carioca, entre Fluminense e Botafogo. E a atenção não foi só da torcida do Botafogo, mas também da federação, que decidiu que não iria escalá-la no mesmo lugar de onde fez a jogada que a deixou famosa para não sofrer pressão da torcida tricolor,que ficaria bem atrás dela. Por coincidência ou não, ela ficou atrás de um dos gols e, com isso, acabou repondo menos bolas e nenhuma delas em velocidade.
Fernanda Maia não teve "atuação decisiva" como no último domingo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Vestida com roupa tricolor, uma vez que o mando de campo era do Fluminense, a musa manifestou poucas reações. No segundo tempo, quando o Tricolor fez o terceiro gol, colocou as mãos na cintura e ficou algum tempo parada, como se não acreditasse no que via na sua frente.
A vitória por 4 a 1 do Fluminense deixou o Tricolor com uma mão na taça. No próximo domingo, as duas equipes fazem o jogo de volta e o Botafogo precisa vencer por três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis. Se golear por quatro ou mais gols de diferença será campeão.