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Entre aplausos e vaias, Oswaldo pede apoio e sugere 'conceito' argentino

Em meio a uma relação de altos e baixos com a torcida alvinegra, técnico destaca a importância da ajuda das arquibancadas na final de domingo

Por Thales Soares Rio de Janeiro

A imagem de Oswaldo de Oliveira encarando a torcida do Botafogo depois da eliminação na Copa do Brasil, contra o Vitória, quarta-feira, foi marcante. O treinador passou a viver uma relação de altos e baixos com quem frequenta a arquibancada do Engenhão, que vai dos aplausos pelo seu trabalho positivo até as vaias. O próximo capítulo é a decisão do Campeonato Carioca, contra o Fluminense, domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão.

Nos primeiros jogos, Oswaldo chegou a reclamar do comportamento dos torcedores, principalmente depois de dois empates seguidos com Nova Iguaçu e Madureira. No entanto, a paz veio com a sequência de bons resultados e a vitória na final da Taça Rio sobre o Vasco.

Oswaldo de Oliveira na coletiva do Botafogo (Foto: Fernando Soutello / Agif) 
 
Oswaldo de Oliveira fala sobre a necessidade do apoio da torcida do Botafogo (Foto: Fernando Soutello / Agif)
 
Mas as derrotas seguidas para Fluminense e Vitória fizeram o comandante relatar situações distintas. Segundo ele, sua percepção na decisão do Carioca, mesmo com a goleada de 4 a 1 aplicada pelo rival, foi de apoio, ao contrário do que aconteceu na queda na Copa do Brasil.

- Contra o Fluminense, eles mostraram apoio o tempo todo. Só vaiaram depois do apito do árbitro. Quarta-feira, contra o Vitória, foi diferente. Não era a mesma torcida. Ninguém deixa de ser Botafogo por causa dessas derrotas. Com o ambiente favorável, nós vamos conseguir. Com o ambiente desfavorável, podemos conseguir, mas será muito mais difícil - afirmou Oswaldo.

Fui com o Vasco jogar contra o River Plate, que era unanimidade e favorito disparado. Chegamos lá e metemos quatro. A torcida deles aplaudiu até o fim. Esse é o conceito de torcida"
Oswaldo de Oliveira
 
Para ilustrar seu pensamento, o técnico do Botafogo lembrou um jogo contra o River Plate-ARG, na Copa Mercosul de 2000, quando comandava o Vasco. Na época, conseguiu uma vitória histórica por 4 a 1, no Estádio Monumental de Nuñez.

- Torcedor não é de vitória, mas da equipe. Fui com o Vasco jogar contra o River Plate, que era unanimidade e favorito disparado. Chegamos lá e metemos quatro. A torcida deles aplaudiu até o fim. Depois, vencemos no Rio por 1 a 0 e eles continuaram aplaudindo. Esse é o conceito de torcida - explicou, pedindo uma paciência maior na fase ruim.

Até o momento, a procura por ingressos tem sido pequena do lado dos torcedores do Botafogo. Os setores do Fluminense já foram esgotados. Para ser campeão, o time de Oswaldo de Oliveira precisa vencer por quatro gols de diferença, depois de ter sido goleado por 4 a 1 no primeiro jogo. Se fizer três de vantagem, a decisão do título será nas cobranças de pênaltis.