Mauricio, Túlio e Gonçalves lamentam queda de rendimento que tirou o time da disputa do título brasileiro e da vaga na Libertadores
Mauricio lamenta falta de união do time alvinegro
(Foto: Mariana Kneipp / Globoesporte.com)
(Foto: Mariana Kneipp / Globoesporte.com)
Foram seis rodadas sem vitória. Uma reta final de Campeonato Brasileiro que toda a torcida alvinegra prefere esquecer. De candidato ao título, o Botafogo ficou fora até mesmo da Libertadores. A queda de rendimento nos últimos jogos foi lembrada com tristeza por ex-jogadores do clube, que tentaram explicar o que pode ter acontecido.
Para Mauricio, autor do gol do título estadual de 1989, a união, uma característica importante que o grupo teve no início do campeonato, foi abalada. Sem citar nomes, o ex-jogador cogitou um aumento de vaidade entre os jogadores.
- Explicação não existe. Um time não pode ficar seis jogos sem vencer assim. Na minha época, isso não acontecia. É inédito para o clube. Falar em abalo psicológico? Ah, não. Quem tinha pressão era a gente, que precisava quebrar um jejum de 21 anos. Eles não tinham o mínimo de pressão. Acho que faltou união. O técnico pode ter errado, mas o grupo não estava homogêneo. Acho que tem um lance de vaidade - cogitou.
| Botafogo nas últimas seis rodadas do Brasileiro |
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| Botafogo 0 x 1 Figueirense | |||||||
| Vasco 2 x 0 Botafogo | |||||||
| América-MG 2 x 1 Botafogo | |||||||
| Botafogo 1 x 2 Internacional | |||||||
| Atlético-MG 4 x 0 Botafogo | |||||||
| Botafogo 1 x 1 Fluminense |
Túlio Maravilha, ídolo do último título brasileiro do Botafogo, em 1995, não concorda com Mauricio, seu parceiro de time no Torneio Gol de Letra, da fundação de Raí e Leonardo, na noite desta terça-feira. Na opinião do atacante, a equipe estava unida, mas perdeu pelo caminho o espírito de campeã.
- Faltaram ousadia, coração e foco no título. Os jogadores tinham que honrar as cores do Alvinegro. Não foi um time de chegada, só isso - afirmou o atacante, que atualmente joga pelo Bonsucesso.
Já Gonçalves, companheiro de Túlio no título de 1995, prefere não dar palpites sobre o que pode ter dado errado com a equipe na reta final do Brasileiro.
- Eles precisam conversar entre eles e ver o que não está certo. Não acho correto ficar especulando sobre o que aconteceu. Não existe uma única explicação. Só eles podem avaliar e corrigir o que for preciso para ter um próximo ano melhor - concluiu.