Presidente da comissão nacional avalia desempenho da arbitragem do Brasileirão de forma positiva: ‘Só 5,5 ou 6% não foram aprovadas’
Por Richard Souza Rio de Janeiro
O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, fez uso da ironia para defender os árbitros do Brasileirão das críticas, já que as polêmicas do apito foram constantes na última edição. Numa comparação com os jogadores, lembrou que muitos atletas também falharam ao longo do campeonato, apesar da rotina de treinos puxados e das repetições.
- Todo ano há uma retrospectiva que nós fazemos e houve uma evolução. Os números dizem isso. A arbitragem acompanhou o nível da competição. Nós observamos jogadores perdendo gols incríveis, craques, profissionais que perdem gols que quem está fora acha que seria fácil. Árbitros têm alguns segundos para decidir e na maioria dos casos têm acertado muito mais do que errado. Mas a mídia joga os erros para cima. Temos 1.200 partidas por ano e só 5,5 ou 6 % das arbitragens não foram aprovadas. Os árbitros são retreinados, cobrados de forma muito forte, para que evitem que erros se repitam – disse, durante participação na oitava edição do Footecon, no Copacabana Palace, no Rio.
- Todo ano há uma retrospectiva que nós fazemos e houve uma evolução. Os números dizem isso. A arbitragem acompanhou o nível da competição. Nós observamos jogadores perdendo gols incríveis, craques, profissionais que perdem gols que quem está fora acha que seria fácil. Árbitros têm alguns segundos para decidir e na maioria dos casos têm acertado muito mais do que errado. Mas a mídia joga os erros para cima. Temos 1.200 partidas por ano e só 5,5 ou 6 % das arbitragens não foram aprovadas. Os árbitros são retreinados, cobrados de forma muito forte, para que evitem que erros se repitam – disse, durante participação na oitava edição do Footecon, no Copacabana Palace, no Rio.
Corrêa, o último da esquerda para a direita, aprova a arbitragem (Foto: Richard Souza / Globoesporte.com)Segundo Sérgio Corrêa, o aperfeiçoamento é constante.
- A arbitragem, desde 2008, tem feito treinamentos específicos, remodelando, renovando. Mas isso leva tempo. A Fifa tem nos enviado material didático, instrutores. Nós temos ido nas 27 federações. Nos últimos quatro anos, treinamos e retreinamos cerca de três mil árbitros. Só este ano 628 foram avaliados. O trabalho é constante, o investimento é elevado. O resultado demora. Estamos falando de seres humanos. A velocidade do futebol ultrapassa o limite da normalidade, os jogadores são muito bem treinados. Estamos tentando acompanhar a tecnologia, o treinamento feito pelas equipes, e estamos caminhando.
Sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de absolver o árbitro Paulo César Oliveira por lance no jogo entre Inter e Bahia, em que o lateral-esquerdo tricolor Dodô sofreu falta dura do zagueiro Bolívar e sofreu grave lesão, Corrêa foi breve.
- Tem que perguntar para o Tribunal, que tem as ferramentas e absolveu. A promotoria recorreu. Vamos aguardar a decisão. Não pode julgar com os olhos dos outros – disse, para depois sair em disparada rumo a uma das salas do evento.
Em julgamento no fim do mês passado, Paulo César Oliveira afirmou que deveria ter dado o cartão vermelho para o atleta colorado. Admitiu o erro (só deu amarelo e marcou jogo perigoso) depois de ver o lance pela TV.
O tribunal aplicou pena inédita a Bolívar, que ficará sem poder pisar em um campo de futebol pelo tempo em que Dodô ficará em recuperação de cirurgia para correção dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo: seis meses.
Sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de absolver o árbitro Paulo César Oliveira por lance no jogo entre Inter e Bahia, em que o lateral-esquerdo tricolor Dodô sofreu falta dura do zagueiro Bolívar e sofreu grave lesão, Corrêa foi breve.
- Tem que perguntar para o Tribunal, que tem as ferramentas e absolveu. A promotoria recorreu. Vamos aguardar a decisão. Não pode julgar com os olhos dos outros – disse, para depois sair em disparada rumo a uma das salas do evento.
Em julgamento no fim do mês passado, Paulo César Oliveira afirmou que deveria ter dado o cartão vermelho para o atleta colorado. Admitiu o erro (só deu amarelo e marcou jogo perigoso) depois de ver o lance pela TV.
O tribunal aplicou pena inédita a Bolívar, que ficará sem poder pisar em um campo de futebol pelo tempo em que Dodô ficará em recuperação de cirurgia para correção dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo: seis meses.