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Jefferson abre a concorrência pela camisa 1 da Seleção

Apesar da disputa com Julio Cesar, jogador do Botafogo acredita que não há definição sobre titular: 'A vaga de goleiro na Copa está aberta'

Por Thales Soares Rio de Janeiro
 
Consciente de seu bom momento, o goleiro Jefferson, do Botafogo, sonha alto. Melhor de sua posição no Campeonato Brasileiro, espera disputar a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, como titular. Nem mesmo a disputa com Julio Cesar, dono da camisa 1 em 2010, parece o assustar, principalmente depois de disputar três jogos pela Seleção Brasileira, tendo defendido um pênalti contra o México.

A motivação de Jefferson tem relação até mesmo com a sua idade. Ele vai completar 29 anos no dia 2 de janeiro de 2012 e sabe que a Copa no Brasil pode ser a sua última chance de defender a Seleção como titular na competição.

- A vaga de goleiro na Copa do Mundo está aberta. O Julio Cesar é o número um da Seleção Brasileira, mas o Mano tem mesclado bastante. Quem chegar lá no melhor momento vai ser o titular. Tive três oportunidades, mas minha estreia mesmo foi contra o México, quando o time estava completo, com os jogadores que atuam no exterior também – disse Jefferson.

Craque do Brasileirão Jefferson (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jefferson foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
 
No amistoso com o México, Jefferson foi determinante na reação da Seleção Brasileira. Depois de começar o jogo perdendo por 1 a 0, viu o adversário ter a chance de aumentar a vantagem num pênalti cometido por Daniel Alves. Ele defendeu a cobrança e ajudou a aumentar a confiança do time em campo.

- Não só por aquele jogo, não só pelo pênalti, mas por todo o trabalho que fiz. Contra o México, a gente estava com um a menos quando defendi aquela cobrança. Na hora de me despedir do pessoal, agradeci pela chance. O Daniel Alves disse que ele é quem deveria dizer obrigado, pois eu havia salvado a atuação dele – revelou Jefferson.

O fato de ser negro despertará comparações com Barbosa, goleiro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, que acabou crucificado pelo gol sofrido na final, que deu a vitória e o título ao Uruguai. Jefferson já sonha com uma nova decisão contra os uruguaios no Maracanã.

- Eu me vejo como um iluminado. Quero poder mudar essa história de preconceito. Muitas pessoas já falaram comigo sobre isso. Não importa se o goleiro é negro ou branco. Mas já penso na possibilidade estar em campo numa final entre Brasil e Uruguai, seria incrível – comentou Jefferson.