RIO - Exatamente no dia em que completou 61 anos, Oswaldo de Oliveira, atualmente no Kashima Antlers, do Japão, acertou a sua volta ao Brasil a partir de janeiro de 2012 para dirigir o Botafogo durante um ano. O treinador chega acompanhado do auxiliar Luiz Alberto e do preparador físico, Ricardo Henriques.
— Estou feliz por ter acertado minha volta ao Brasil assumindo um clube com a grandeza e a tradição do Botafogo. É o único clube carioca que ainda não dirigi, mas sempre acreditei que esse momento chegaria — disse o treinador.
Oswaldo explicou que ainda tem compromisso com o clube japonês, como os jogos da Copa do Imperador que termina no dia 31 de dezembro, e vai se dedicar a ele. Mas pretende dividir o seu tempo para traçar o planejamento e definir a montagem do elenco .
— Quero chegar em janeiro com o trabalho adiantado — explicou Oswaldo.
Experiência prevaleceu
No site oficial do Botafogo, o vice-presidente de futebol, André Silva, disse que o clube buscou um técnico experiente, com currículo vencedor e motivado para novos desafios.
— Acreditamos que o Oswaldo se encaixa perfeitamente neste perfil. Percebemos que ele está muito motivado e com um pensamento semelhante ao nosso, de brigar por títulos expressivos. Esta é a primeira ação para uma temporada vitoriosa em 2012 — afirmou André Silva.
Como uma forma de apressar o planejamento para a próxima temporada, Oswaldo recebeu uma avaliação do atual elenco e nomes de possíveis contratações a serem feitas pelo clube para 2012.
— Nós temos alguns nomes que foram observados durante um bom tempo e precisamos da aprovação do Oswaldo para concluirmos os negócios. Ao mesmo tempo, ele vai estudar os nomes do atual elenco e decidir os jogadores que vão continuar conosco — disse André Silva.
Um dos casos em que a palavra de Oswaldo será importante é o do atacante Caio.
Muita gente dentro do clube acha importante que o jogador seja emprestado ou negociado em definitivo para outro clube.
Caio, que algumas vezes mostrou o desejo de buscar novos horizontes, encerrou a temporada com um discurso em que prevaleceu a cautela.
— Tudo o que eu queria era jogar. O Botafogo sempre me deu tudo. Agradeço de coração. Não sei se vou ficar ou sair. O fato é que ainda gosto muito dessa torcida, mesmo com alguns me vaiando quando entrei no jogo contra o Fluminense — afirmou Caio.
Para o atacante, ganhar experiência em outro clube não faz muito sentido.
— Não tem nada a ver. Experiência se pega jogando em time grande e o Botafogo é um deles — concluiu Caio.