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Com Copa do Mundo no currículo, Paulo Henrique aconselha Cortês

Técnico do lateral no pequeno Quissamã revê pupilo e prevê 'futuro brilhante'

Por Thales Soares Rio de Janeiro
 
Técnico de Cortês no início de sua carreira profissional, Paulo Henrique segue no comando do Quissamã para a disputa da Série B do Campeonato Carioca no ano que vem. Ele atuou como lateral-esquerdo, fez sucesso no Flamengo e disputou a Copa do Mundo de 1966 com a Seleção Brasileira. Hoje, aos 68 anos, ainda serve de conselheiro, mesmo com a carreira de seu pupilo tendo decolado de vez.

Paulo Henrique ao lado de Cortês na homenagem ao jogador em Quissamã (Foto: Thales Soares) 
Paulo Henrique ao lado de Cortês na homenagem ao jogador em Quissamã (Foto: Thales Soares)
No jogo beneficente disputado na tarde de quinta-feira, Paulo Henrique comandou o time que enfrentou o de Cortês. Satisfeito com a festa em sua terra natal, lembrou suas origens e disse se sentir orgulhoso de ver um jogador que defendeu o Quissamã chegar à Seleção Brasileira novamente, mesmo que não tenha nascido na cidade como ele.

- A casa do meu avô era atrás do estádio. Fui criado aqui nesse campo. Naquela época, não existia toda essa facilidade de comunicação. Foi um olho de Deus que me viu jogar e levou para o Flamengo. Tenho certeza de que o Cortês também terá um futuro brilhante. Se tudo certo, na Europa – afirmou Paulo Henrique, que é pai do técnico dos juniores do Flamengo, que também se chama Paulo Henrique.

Apesar de todo o sucesso feito por Cortês, o atual técnico do Quissamã acredita que ainda há pontos a melhorar. O contato acontece sempre depois dos jogos, numa avaliação direta sobre a atuação do jogador. Para ele, o lateral-esquerdo precisa entender melhor o momento certo de apoiar o ataque para não se desgastar necessariamente e, assim, aumentar o seu poder de marcação.

- Quando o Cortês veio jogar comigo, ele era atacante. Fui recuando o menino até chegar na lateral e, por isso, ainda está aprendendo algumas coisas. Precisa de mais concentração na marcação e só ir ao ataque na boa. Eu e o Murilo (ex-jogador) começamos com esse avanço dos laterais nos anos 50, mas não atacávamos em todas. Falta perceber isso – afirmou Paulo Henrique.