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A queda de Caio Júnior: sete motivos que levaram à demissão do treinador

Pressão da torcida, declarações infelizes e má fase de jogadores são algumas das questões que derrubaram o técnico do Botafogo

Por Thales Soares e Thiago Fernandes Rio de Janeiro
 
Caio Júnior do Botafogo entra no carro na saída do aeroporto (Foto: Thiago Fernandes / Globoesporte.com) 
Caio Júnior chega de Minas após ser demitido
(Foto: Thiago Fernandes / Globoesporte.com)
 
Demitido na manhã desta quinta-feira, Caio Júnior deixa o Botafogo faltando apenas três rodadas para o fim do Brasileiro. Depois de um início complicado, o treinador encontrou um sistema de jogo capaz de fazer do time um dos melhores da competição, com um futebol veloz e envolvente. Contudo, no momento decisivo, o Glorioso caiu assustadoramente de produção, deu adeus ao título e corre risco até de perder uma das vagas na Libertadores 2012.

Mas não apenas as quatro derrotas nos cinco últimos jogos fizeram o treinador ser dispensado. Nos últimos tempos, algumas questões foram minando a permanência do técnico em General Severiano. Confira na lista abaixo os principais motivos que levaram à queda de Caio Júnior.

1- Trocas que não dão certo
A constante troca de jogadores nas últimas partidas fez o técnico se desgastar com o grupo e começar a perder a confiança de seus atletas. A entrevista de Herrera após a derrota para o Figueirense ilustra bem isso. Na intenção de defender o treinador, o atacante disse que ele mesmo havia pedido para não jogar mais na posição que vinha atuando, mas que, por conta da derrota, voltaria ao time no sacrifício contra o Vasco. Contra o Figueira, Herrera ficou no banco, Léo entrou como volante ao lado de Marcelo Mattos, e Renato jogou mais adiantado pelo lado direito. Contra o Vasco, Caio voltou a escalar a equipe que vinha jogando na maioria das vezes, com Herrera e Loco Abreu no ataque, dois meias (Elkeson e Maicosuel) e dois volantes (Marcelo Mattos e Renato). Já na derrota para o América-MG, o treinador resolveu alterar o esquema tático da equipe, passando do 4-4-2 para o 3-5-2. Gustavo foi escalado na zaga, e Herrera ficou fora mais uma vez.

 2- Pressão da torcida
Desde que assumiu o comando da equipe, Caio nunca foi uma unanimidade entre os torcedores. No início do campeonato, teve que conviver com vaias e pedidos por Cuca, então desempregado. Com a evolução do time, chegou a ter seu nome gritado, mas a lua de mel durou pouco. Com uma série de maus resultados na reta final, o técnico voltou a ter sua cabeça pedida nas arquibancadas.

3- Má fase dos expoentes
Na boa fase, Caio Júnior comemorava o fato de Cortês, Elkeson e Jefferson serem chamados para a Seleção. Os dois primeiros, entretanto, tiveram uma queda de rendimento grande no segundo turno. O meia deixou de ser decisivo e o lateral foi caindo muito de forma, a ponto de ter sido por seu setor que Vasco e América-MG construíram suas vitórias. Para piorar, até o sempre seguro goleiro falhou. Na derrota para o Figueirense, Jefferson deixou passar o chute de Julio César que garantiu a vitória da equipe catarinense.