Total de visualizações de página

Dirigente do Bota atribui ausência de Jobson a 'deslizes' fora de campo

Jogador viajou com o elenco do Botafogo, mas sequer ficou no banco de reservas contra o Guarani. Barros admite que ele tinha condições de jogo

Por Diego Ribeiro
Campinas

Jobson treinou normalmente na terça-feira, viajou com o elenco do Botafogo para Campinas, mas sequer ficou no banco de reservas no empate por 1 a 1 com o Guarani, nesta quarta, no Brinco de Ouro da Princesa. Os motivos da ausência não são apenas clínicos, como as versões oficiais que falavam de um problema no joelho esquerdo do jogador. Depois da igualdade, a sexta seguida do Glorioso no Campeonato Brasileiro, o gerente de futebol do Alvinegro, Anderson Barros, admitiu que o atacante está sendo preservado por fatores extracampo que foram detectados pela direção do clube.

- O Jobson teria condições normais de participar do jogo de hoje (quarta), mas optamos pela preservação dele. Estamos dando todo o suporte necessário ao jogador. Ele é jovem, comete os erros dele, e têm cometido principalmente nos dias de folga, saindo à noite. Esses deslizes têm de ser controlados para que ele não cometa deslizes maiores - alertou o dirigente.

As dúvidas sobre a situação de Jobson começaram depois que ele foi sorteado para o exame antidoping no jogo contra o Atlético-PR, na última vez em que atuou, em 26 de setembro. De lá para cá, foi afastado do classico diante do Flamengo e ficou mais uma vez fora do banco de reservas nesta quarta.

Desde o fim do ano passado, o atacante convive com a desconfiança. Suspenso por dois anos pelo STJD após ter sido flagrado com traços de cocaína na urina, Jobson ficou seis meses parado e, com a pena reduzida, foi recontratado pelo Botafogo para a sequência do Brasileirão.

A diretoria garante que tem dado apoio moral e psicológico ao jogador e diz que sua ausência não tem a ver com o exame realizado no jogo contra o Furacão.

- Ele nunca se nega a fazer o exame toxicológico, já mostrei aos assessores do Botafogo como é feito esse controle sobre ele. Não tem a ver com isso. O que acontece é que ele viajou conosco para ficar nesse clima de concentração, no processo para que ele retorne a campo. É um jovem, tem apenas 21 anos, e não devemos crucificá-lo pelos erros do passado - pediu Anderson Barros.

Nesta quarta, Loco Abreu e Herrera formaram o ataque, e o técnico Joel Santana contou apenas com Caio como opção no setor. O retorno de Jobson contra o Palmeiras, domingo, no Engenhão, ainda não está garantindo.

- Quero que ele volte, mas não depende de mim. Vamos esfriar a cabeça e deixar para falar disso lá no Rio de Janeiro - disse o técnico Joel Santana.