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por Renato Maurício Prado



 

 

 Tropeços inconvenientes

Na noite em que o Fluminense obteve uma vitória sofrida e suada, graças a quatro gols de Fred (post abaixo), Botafogo e Vasco tropeçaram e viram seus objetivos ficarem mais longe. Derrotado pelo América Mineiro (que chegou à terceira vitória consecutiva e continua a sonhar com uma fuga milagrosa do rebaixamento), o Glorioso pode sair da zona da Libertadores, caso o Flamengo não perca para o Figueirense - além disso, o Internacional (que bateu o Bahia) também encostou. Já o Vasco, que empatou com o Palmeiras, viu o Corinthians (que venceu o Ceará) abrir dois pontos na liderança, diferença bastante incômoda, porque em caso de igualdade a vantagem é dos paulistas.

Na derrota para o América MG por 2 a 1, o Botafogo pode reclamar, com razão, da arbitragem. Teve um gol legítimo (de Herrera) anulado por impedimento que não houve (Loco Abreu estava adiantado, mas não participou do lance). O erro do bandeira, entretanto, não apagou os maiores equívocos do time de Caio Júnior, que voltou a inovar, desta vez com três zagueiros e a volta de Alessandro á lateral-direita. Não funcionou. Com uma atuação apática, o alvinegro carioca foi dominado no primeiro tempo e quando esboçou uma reação, no segundo, errou demais nas conclusões. A torcida, irritada, já condena o técnico através de e-mails e posts enfurecidos nas redes sociais. Sua permanência no clube de General Severiano parece altamente improvável. E Jorginho (que acaba de conquistar o título da Série B, com a Portuguesa de Desportos) surge como o seu provável sucessor.

O Vasco, por sua vez, deixou escapar uma vitória que se desenhou logo no início do jogo quando Dedé - sempre ele! - voltou a marcar, com uma cabeçada firme. Jogando bem, o time dirigido por Cristóvão chegou a desperdiçar algumas boas oportunidades para ampliar (inclusive em outra boa testada do novo ídolo do clube), mas não fez o segundo e acabou prevalecendo a velha máxima do futebol: quem não faz, leva. E assim o Palmeiras chegou ao empate, com Luan.

Cristóvão ainda tentou reforçar o ataque, com as entradas de Bernardo e Élton (nos lugares de Éder Luís e Diego Souza), mas a pressão que exerceu até o final foi em vão. Felipe perdeu a melhor das oportunidades, ao concluir, rente à trave, uma bola que dominou na marca do pênalti. O Gigante da Colina continua com chances de chegar ao título, mas o tamanho de seu desafio aumentou consideravelmente. Nas três últimas rodadas não pode mais pensar em outro resultado que não seja a vitória (e ainda precisa torcer por uma derrota ou dois empates do Corinthians) e têm dois clássicos pela frente - contra o Fluminense e o Flamengo. Impossível, claro, não é. Mas ficou mais difícil...